"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

domingo, 31 de julho de 2005



"Oh Deus, eu que faço concorrência a mim mesma.
Me detesto.
Felizmente os outros gostam de mim.
É uma tranqüilidade."
(Clarice Lispector)

Enfim bloggeira!

Inauguro minha primeira postagem comentando sobre o referendo que será votado em breve. A discussão é interessante e toma corpo nas ruas. O que mais me espanta é um certo "pânico" que tomou conta de algumas pessoas, essas certamente contra a proibição (pra quem não sabe, o referendo será para que qualquer cidadão possa escolher, através do voto, dentre outras coisas, se proíbe ou não o comércio de armas de fogo no Brasil). Sei de pessoas que estão procurando armas pra comprarem no "câmbio negro" - já que no momento não estão mais emitindo registros para o cidadão comum - com medo de nunca mais poderem portar armas, ou melhor, apenas para garantir que terão uma em casa para a "proteção" de sua família. Não é irônico? Outro dia um assaltante esteve em minha casa e ouvimos do policial que "devíamos ter uma arma, já que morávamos na área rural." Interessante porque não sabemos manejar uma arma e somos radicalmente contra o uso delas, não sei se eu me sentiria mais "segura" dentro de casa com uma arma. Mas, enfim... essa é uma escolha de cada um.

O que tem me intrigado mesmo nos últimos dias, é o (mau) uso de um texto que a Deputada Denise Frossard escreveu há muito tempo, dentro de um outro contexto, e que estão usando agora como se fosse um aval dela contra a campanha. Então, para que não restem dúvidas, aqui vai o link do site dela onde ela explica porque vai votar SIM no referendo: http://www.denisefrossard.com.br/publicacoes/artigos/artigos_detalhe.asp?id=133 e para completar, um link do site da campanha pelo SIM (já deu para perceber qual minha opção?) em que estão explicados os "mitos" acerca do Estatuto do Desarmamento: http://www.referendosim.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=13&sid=3. Por exemplo, eu, como moradora da área rural, posso (mas pessoalmente não quero) ter uma arma em casa, prefiro que fiquem apenas com policiais, seguranças e pessoas que comprovem a necessidade dela, quem transporta valores, etc.

Bem, vou atrás das minhas fontes e volto em breve com notícias "quentes" da capital!

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