"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Essa é do meu tempo!

Faço questão de divulgar: BLITZ NA T-BONE!!!


O ano de 2008 é especial para o Açougue Cultural T-Bone que comemora dez anos de existência. No próximo dia 29 realizaremos mais uma edição da Noite Cultural T-Bone, um projeto que é referência cultural de Brasília, inclusive, faz parte do Calendário Cultural Oficial do Distrito Federal (LEI Nº 3.193 /2003) e tem público de aproximadamente oito mil pessoas.

Em 1998, ano da primeira edição do projeto, a Noite Cultural foi realizada dentro do açougue e contou com trinta pessoas. Desde então já passaram mais de 150 mil pessoas e mais de 500 artistas para participar desta celebração à arte na entrequadra 312/13 da Asa Norte. Artistas de renome nacional já se apresentaram no projeto, entre eles: Moraes Moreira, Chico César, Guilherme Arantes, Célia Porto, Tom Zé, Manassés, João Donato, Affonso Romano de Sant’Anna, Flávio Venturine, Geraldo Azevedo, Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Fernando e Osmair, Geraldo Azevedo, Belchior, Erasmo Carlos e outros.

A 22ª Noite Cultural T-Bone terá como apresentação musical principal a BANDA BLITZ que fará show do DVD "Ao Vivo e a Cores", o primeiro e único registro em vídeo desta turma que revolucionou o mercado da música jovem e abriu as portas para todo o rock nacional. No show os mega-sucessos "Você não Soube me Amar", "A Dois Passos do Paraíso", "Weekend" e "Geme-Geme" às novíssimas "Reggae do Avião" (composta antes da crise aérea, que já dura desde Santos Dumont) e "Como uma Luva". A banda é composta pelos músicos: Evandro Mesquita (vocal, violão e guitarra), BIlly Forghieri (teclados e vocais), Juba (bateria e vocais), Andrea Coutinho (backing vocal), Luciana Spedo (backing vocal), Cláudia Niemeyer (baixo) e Rogério Meanda (guitarra e vocais).

Esta edição terá também a apresentação da cantora CÉLIA PORTO. Célia Porto é considerada uma das intérpretes de maior destaque da nova geração de artistas que vêm de Brasília, onde assume a influência de mestres da música brasileira como Angela Maria, Maria Bethania, Leny Andrade, Joyce, Gal Costa e Elis Regina.Composição da banda: Renio Quintas (Teclados - Direção Musical); Alexandre Macarrão (Baixo Elétrico); Rafael dos Santos ( Bateria)

A BANDA TERRA PROMETIDA também participará da festa. As principais influências da banda vêm do groove jamaicano, de nomes como Bob Marley and The Wailers, Israel Vibration, entre outros. Composição da banda: Dudulino Neves (guitarra , vocais e backing vocais); Apoena Ferreira (percussão, vocais e backing vocais); Bruno “Jacob” (vocais e backing vocais); Naron Macnamara (guitarra, vocais e backing vocais); Valéria Pinheiro (teclado); Wagner (teclado); Paulo “PC” César (bateria); Renato Contaifer (baixo); João “Joca” Carlos (saxofone); Yuri Mello (trompete); Ivides (Trompete).

Estaremos recebendo de doações de livros para o Projeto Parada Cultural durante o evento!
A 22ª Noite Cultural T-Bone tem o patrocínio da Petrobras e do do Fundo Nacional de Cultura.

Apresentação: Mímico Miquéias Paz

Informações:Francisca Azevedo –
comunicacao@t-bone.com.br
Classificação: LivreHorário e data: 20 horas do dia 29 de maio Local: Entrequada da 312/313 NorteBlitz: 21-25270977 (Marcelo)
E-mail da Blitz:
blitz@performance.art.br

domingo, 18 de maio de 2008

Evento simplesmente imperdível


É com muita honra que divulgo o lançamento no Senado, do livro de dois professores e amigos muito queridos, dois quais tenho profunda admiração e respeito. Carlos Ugo Santander, peruano, é Doutor em Ciências Sociais – Estudos Comparados sobre a América Latina, e Nelson Freire Penteado, brasileiro, é jornalista (dos melhores) e Mestre em Ciência Política. Os dois são organizadores de Os processos eleitorais na América Latina. Interessados em estudar melhor a América Latina, produziram um artigo científico que foi apresentado em abril de 2007 em Bruxelas, no 5º Congresso Europeu (Ceisal) de Latinoamericanistas. Foi durante o evento na Bélgica que vários pesquisadores ficaram entusiasmados com a proposta da dupla de reunir vários dos trabalhos apresentados na produção do livro.

O esforço de organização da obra ensejou acalorados debates sobre a necessidade de produzir mais e mais trabalhos comparados sobre a região. A compreensão do novo mosaico ideológico surgido com os atores políticos eleitos nos recentes processos eleitorais, a maior participação dos cidadãos na política da região e sua inserção na geopolítica internacional exigiam atitudes inovadoras, que resultaram na criação, em Brasília, do Centro de Estudos Comparados sobre a América Latina, uma rede virtual de pesquisadores. O livro é o primeiro produto do CECAL, que surge para trabalhar na organização de estudos que levem ao melhor entendimento dos nossos povos e países.

O evento, portanto, é realmente imperdível. Eu vou estar lá com certeza, então espero vcs!

Vc também pode saber um pouco mais lendo o blog da Ana Paula Bessa: http://provocadoress.blogspot.com/2008/05/convite-irrecusvel_19.html

quarta-feira, 14 de maio de 2008

60 anos de criação do Estado de Israel

"… e chamar-se-á Estado de Israel."
por Uri Avnery*

CADA VEZ que ouço a voz de David Ben-Gurion pronunciando as palavras "Assim sendo, estamos hoje reunidos em assembléia…", lembro de Issar Barsky, irmão mais jovem de uma namorada que tive. A última vez que o vi, estávamos em frente ao refeitório do Kibbutz Hulda, numa 6ª-feira, dia 14 de maio de 1948.

Naquela noite, meu batalhão deveria atacar al-Qubab, vila árabe no caminho de Jerusalém, a leste de Ramle. Estávamos ocupados. Eu limpava meu rifle tcheco, quando alguém chegou e disse que Ben-Gurion estava discursando sobre a fundação do Estado.

Francamente, os discursos dos políticos em Telavive não nos interessavam muito. A cidade parecia-nos muito distante. O Estado, sabíamos, estava onde estávamos, em nós, conosco. Se os árabes vencessem, não haveria nem Estado, nem "nós". Se vencêssemos, haveria Estado. Éramos jovens e autoconfiantes, e nem por um momento duvidávamos de que venceríamos. Mas eu estava muito curioso quanto a um detalhe: como se chamaria o novo Estado? Judéia? Sion? Estado Judeu?

Portanto, corri para o refeitório. A voz inconfundível de Ben-Gurion soava no rádio. Quando disse "…e chamar-se-á Estado de Israel"[1][1], que era o que me interessava saber, saí do refeitório. Na saída, cruzei com Issar, que lutava em outro batalhão. Naquela noite, atacaria outra vila. Disse-lhe o nome do Estado. E recomendei: "Cuide-se!"

Issar foi morto alguns dias depois. Por isto lembro-me dele como estava naquele dia: 19 anos, sorridente, um Sabra cheio de inocência e alegria de viver.

QUANTO MAIS PRÓXIMAS as grandiosas festividades do 60º aniversário, mais uma pergunta me incomoda: se Issar acordasse e visse Israel hoje – ele, sempre com 19 anos –, o que pensaria do Estado que foi oficialmente criado aquele dia?

Veria um Estado que se desenvolveu muito mais do que nos seus mais entusiasmados sonhos de adolescente. De uma pequena comunidade de 635 mil almas (contados os 6.000 que morreriam com Issar naquela guerra), há hoje mais de 7 milhões de habitantes em Israel. Dois grandes milagres locais – o renascimento do idioma hebraico e a instituição da democracia israelense – continuam a ser realidade. A economia é forte e em alguns campos – a alta tecnologia, por exemplo – Israel está entre os primeiros do mundo. Issar sentir-se-ia entusiasmado e orgulhoso.

Mas também sentiria que algo deu errado, em Israel. O Kibbutz onde armávamos nossas barracas de campanha naqueles dias tornou-se empresa comercial, como qualquer outra. A solidariedade social, da qual tanto nos orgulhávamos, desmoronou. Massas de adultos e crianças vivem abaixo da linha de pobreza, os idosos, os doentes e os desempregados estão entregues à própria sorte. A distância que separa pobres e ricos é das maiores do mundo desenvolvido. E a sociedade israelense, que uma vez levantou a bandeira da igualdade e da justiça, calou sua voz coletiva e dedica-se a outros assuntos.

Sobretudo, Issar descobriria, chocado, que a guerra brutal que o matou e feriu-me, além de matar e ferir milhares de outros, continua, sem trégua. A guerra comanda toda a vida de Israel. Enche as páginas dos jornais e está nas chamadas de todos noticiários de televisão. Descobriria que o exército – que realmente éramos "nós" – converteu-se em outra coisa, completamente diferente, em exército cujo único sentido e principal ocupação é oprimir povos vizinhos.

NAQUELA NOITE realmente atacamos al-Qubab. Quando entramos na vila, já estava vazia. Entrei numa das casas. A chaleira ainda estava quente, a mesa estava servida. Numa prateleira, havia fotos: um homem que visivelmente havia penteado cuidadosamente os cabelos, uma mulher em trajes locais, duas crianças. Guardo-os comigo, até hoje.

Suponho que na vila atacada pelo batalhão de Issar, aquela noite, havia foto semelhante. Os moradores – homens, mulheres, crianças – fugiram no último momento, deixando atrás de si toda a própria vida.

Não há como escapar do fato histórico: o Dia da Independência de Israel e a Nakba ("catástrofe") dos palestinos são dois lados da mesma moeda. Em 60 anos, Israel não conseguiu – de fato, Israel sequer tentou – criar outra realidade, para desatar este nó. E, assim, a guerra continua.

Ao aproximar-se o 60º Dia da Independência, criou-se um comitê para escolher um símbolo para o evento. Escolheram algo que teria chances em concurso para escolher símbolo da Coca-Cola ou do festival "Eurovision" da canção.

O verdadeiro símbolo do Estado de Israel é outro, diferente, e não foi inventado por comitê de burocratas. Está posto no chão e pode ser visto de longe: o Muro. O Muro da Separação.

O Muro separa quem, separa o quê? Aparentemente, separa a israelense Kfar Sava e a palestina Qalqiliyah, fica entre Modi'in Illit e Bil'in. Entre o Estado de Israel (e mais terra roubada) e os Territórios Palestinos Ocupados. Na realidade, separa dois mundos.

Na imaginação doentia dos que acreditam no "choque de civilizações" – seja George Bush ou Osama Bin-Laden – o Muro é a fronteira entre dois titãs históricos, a civilização ocidental e a civilização islâmica, inimigos mortais, combatendo uma guerra de Gog e Magog[2][2].

O Muro da separação é a fronteira entre estes dois mundos. O Muro não é só uma estrutura de arame e concreto. Mais que tudo, o Muro – como todos os muros – é uma declaração ideológica, uma declaração de intenção, uma realidade mental. Os construtores declaram-se proprietários, alinham-se de corpo e alma num dos lados, o lado ocidental; e declaram que do outro lado do muro, do lado de "lá", começa o mundo oposto, o inimigo, as massas de árabes e outros muçulmanos. Quando se decidiu sobre isto? Quem decidiu? Como?

Há 102 anos, Theodor Herzl escreveu em seu livro-manifesto Der Judenstaat[3][3], do qual nasceu o movimento sionista, uma sentença carregada de significado: "Para a Europa, constituiremos lá [na Palestina] um setor do muro contra a Ásia, serviremos como linha de frente, uma vanguarda de cultura, contra a barbárie."

Assim, em 22 palavras em alemão, foi postulada a visão de mundo do sionismo, e o lugar que Israel aí teria. Hoje, passadas já quatro gerações, o muro físico segue o traçado do muro mental. A imagem é clara, ofuscante: Israel é parte da Europa (como a América do Norte), é parte da cultura, que é exclusivamente européia. Do lado de "lá", a Ásia, continente bárbaro, sem cultura, e "lá" é o mundo árabe muçulmano.

Pode-se entender a visão de mundo de Herzl. Era homem do século 19 e escreveu quando o imperialismo branco estava no zênite. Ele o admirava com toda sua alma. Assumiu como missão (em vão), encontrar-se com Cecil Rhodes, o homem-símbolo do colonialismo britânico. Aproximou-se de Joseph Chamberlain, secretário britânico para as colônias, que lhe ofereceu Uganda, então colônia britânica. Ao mesmo tempo, também admirava o Kaiser alemão, seu Reich tão perfeitamente organizado, que castigava o sudoeste africano com um genocídio horrível, no ano em que Herzl morreu.

A máxima de Herzl não sobreviveu apenas como pensamento abstrato. O movimento sionista nasceu dela, no primeiro momento, e o Estado de Israel mantém-na viva até o dia de hoje.

PODERIA TER SIDO DIFERENTE? Israel poderia ter-se tornado parte desta região do mundo? Poderia ter-se convertido numa espécie de Suíça cultural, uma ilha independente entre Oriente e Ocidente, que servisse de ponte e mediação entre ambos?

Um mês antes de eclodir a guerra de 1948, sete meses antes de o Estado de Israel ter sido oficialmente constituído, publiquei um livreto intitulado "War or Peace in the Semitic Region". Começava assim: "Quando nossos pais sionistas decidiram criar um "paraíso seguro" na Palestina, podiam escolher entre dois caminhos: Podiam mostrar-se ao oeste da Ásia como o conquistador europeu, que se vê como cabeça-de-ponte da raça 'branca' e senhor dos 'nativos', como os conquistadores espanhóis e os colonialistas ingleses na América. Como, em seu tempo, os Cruzados, na Palestina. A outra via era verem-se eles mesmos como um povo asiático que voltava à terra de origem – vendo-se como herdeiros da tradição política e cultural da região semita."

A história da região onde hoje está Israel conheceu dúzias de invasões, que se podem classificar em dois principais grupos. Houve as invasões que vieram do Oeste, os gregos, os romanos, os cruzados, Napoleão e os britânicos. Invasões deste tipo visaram a implantar uma cabeça-de-ponte. Estes invasores pensavam como cabeça-de-ponte. A região é território hostil, a população é inimiga, é preciso oprimi-la ou destruí-la. No fim, todos estes invasores foram expulsos. E houve as invasões que vieram do Leste, os amoritas, os assírios, os babilônios, os persas e os árabes. Estes conquistaram o território e tornaram-se parte dele, influenciaram tanto quanto foram influenciados pela cultura que encontraram; no fim, enraizaram-se. Os antigos israelitas classificam-se no segundo tipo. Embora haja dúvida sobre o Êxodo do Egito narrado nos Livros de Moisés, ou sobre a Conquista de Canaã narrada no Livro de Josué, pode-se aceitar que fossem tribos que vieram do deserto e infiltraram-se nas cidadelas fortificadas de Canaã que não poderiam conquistar, como se lê em Juízes1.

Mas os sionistas eram diferentes. Os sionistas foram invasores do primeiro tipo. Trouxeram com eles a visão de mundo de cabeça-de-ponte, de linha de frente da Europa. Esta visão de mundo impôs-se e erigiu o Muro, como símbolo nacional de Israel. Isto tem de mudar.

UMA DAS PECULIARIDADES nacionais dos israelenses é uma modalidade de discussão na qual todos os participantes, sejam de esquerda ou de direita, argumentam 'por clinch', como no boxe: "Se não fizermos tal e tal coisa, desaparecerá o Estado de Israel!" Alguém imagina este argumento na França, na Inglaterra, nos EUA? Este argumento é sintoma da ansiedade "de Cruzado". Embora tenham permanecido por quase 200 anos e produzido oito gerações de "nativos", os Cruzados jamais tiveram certeza de que permaneceriam em Israel.

A existência do Estado de Israel não me preocupa. O Estado de Israel existirá enquanto existirem Estados. O problema é: que tipo de Estado haverá em Israel? Um Estado de guerra permanente, de terror contra os países vizinhos, de violência que degrada todas as esferas da vida, onde os ricos florescem e os pobres só conhecem a miséria; um Estado do qual desertam os melhores filhos? Ou um Estado que vive em paz com os Estados vizinhos, para benefício mútuo; uma sociedade moderna com direitos iguais para todos e sem miséria; um Estado que investe seus recursos em ciência e cultura, na indústria e na preservação do meio ambiente; no qual as futuras gerações desejarão viver; fonte de orgulho para todos os cidadãos? Que este seja o objetivo de Israel para os próximos 60 anos. Acho que este também seria o desejo de Issar, para o futuro de Israel.


*Uri Avnery,85 anos, é membro fundador do Gush Shalom (Bloco da Paz israelense). Adolescente, Avnery foi combatente no Irgun e mais tarde soldado no exército israelita. Foi três vezes deputado no Knesset (parlamento). Foi o primeiro israelense a estabelecer contato com a liderança da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) em 1974. Foi durante quarenta anos editor-chefe da revista noticiosa Ha'olam Haze. É autor de numerosos livros sobre a ocupação israelense da Palestina, incluindo My Friend, the Enemy (Meu amigo, o inimigo) e Two People, Two States (Dois povos, dois Estados).
NOTAS [4][3] O Estado judeu, 1896.
* URI AVNERY, 3/5/2008, "…Namely, the State of Israel", em Gush Shalom (GRUPO DA PAZ), na Internet, em http://zope.gush-shalom.org/home/en/channels/avnery/1209841842/ . Copyleft. Reprodução autorizada pelo autor e pela tradutora.
[1][1] O texto da Declaração do Estabelecimento do Estado de Israel (14/5/1948) pode ser lido, em inglês, em http://www.mfa.gov.il/MFA/Peace%20Process/Guide%20to%20the%20Peace%20Process/Declaration%20of%20Establishment%20of%20State%20of%20Israel
[2][2] Entidades do folclore da região, que aparecem tanto na Bíblia hebraica quanto no Corão. Sobre "Gog e Magog" ver http://en.wikipedia.org/wiki/Gog_and_Magog (em inglês).

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A BARCA POÉTICA VAI PARTIR E VOCÊ NÃO PODE PERDER ESSA VIAGEM



O grupo poético OI POEMA, de Brasília – Cristiane Sobral, Luis Turiba, Amneres, Nicolas Behr e Bic Prado com a participação especial do cantor e violonista Paulo Djorge – vai inaugurar a BARCA BRASÍLIA POÉTICA, com um recital-happening em pleno Lago Paranoá.
O espetáculo inédito será nos próximos dias 17 e 18 de Maio (sábado e domingo), com saída às 17 horas, e a navegação terá a duração média de três horas pelas águas do Paranoá. O "OI POEMA" é um encontro de poetas brasilienses. Ele existe há cinco anos, já fez várias intervenções na cidade e também no festival de Poesia no Circo Voador, Rio de Janeiro. O "OI POEMA" será uma das atrações da I Bienal Internacional de Poesia de Brasília, que acontecerá no segundo semestre.
O espetáculo "A Barca Poética" tem uma hora e meia de duração e os poetas recitarão e cantarão textos e músicas de suas autorias sobre temas comuns e extraordinários, como lendas de Brasília, natureza, samba, negritude, linguagem poética, etc. Ao longo do passeio, inúmeras surpresas animarão o happening que começará durante o pôr-do-sol – lindo e maravilhoso nesta época do ano. Mas atenção: se você não sabe nadar, traga um poema salva-vidas!
Os passageiros da Barca Brasília podem usufruir, além de ótimos poemas, do excepcional cardápio com vinhos, drinks e petiscos variados. Durante o passeio, na Rota do Charme do Lago Paranoá, a Barca passa por vários monumentos de Brasília e garante, através de sua equipe, um atendimento diferenciado.

Serviço:

A Barca Poética no Happy Hour flutuante da Barca Brasília
Dias: 17 e 18 de maio (sábado e domingo).
Saída da Barca: 17h00 com retorno às 20h30.
Cais do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05.
Valor do passeio: R$ 40,00 por pessoa.
Couvert artístico: R$ 10,00. Comidas e bebidas à parte.
Evento não indicado para menores de 16 anos.
Obs: recomenda-se ter à mão um agasalho.

Reservas e mais informações:
8419-7192 Edmilson Figueiredo
8432-6234 Amon Trajano
passeio@barcabrasilia.com.br
http://www.barcabrasilia.com.br/

Pontos de venda autorizados:
Recepção do Bay Park Hotel: SHTN Trecho 02 Lote 05.
Café com Letras: SCLS 203 sul BL. C loja 19, 61-33224070, aberto de 10h às 2h.
Flor de Lótus: SCLN 102 norte BL. A loja 102, 61-33269763.

Informações à imprensa:
9999-8843 Juliana Medeiros
imprensa@barcabrasilia.com.br
juliana_msouza@yahoo.com.br

sábado, 10 de maio de 2008

JOSÉ REZENDE JR. NO PAPO COM LETRAS



Qual a verdadeira história das histórias inventadas? O que é realidade, invenção e memória na literatura? Como nasce a ficção? Por mais de vinte anos, o repórter José Rezende Jr. (O Globo, JB, IstoÉ e Correio Braziliense) tentou arrancar estes e outros segredos de escritores como Luis Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Sérgio Sant´Anna, Murilo Rubião e Paulo Coelho. Agora, é a vez dos leitores fazerem as mesmas perguntas ao escritor José Rezende Jr., que estará no Café com Letras em 17 de maio (sábado), participando do "Papo com Letras".

Mineiro de Aimorés, mas brasiliense há duas décadas, o escritor e jornalista José Rezende Jr. estreou na literatura em 2005, com o livro de contos A Mulher-Gorila, publicado pela 7 Letras. Acaba de concluir o segundo, Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras histórias de amor) e se prepara para recomeçar a batalha por uma editora.

No "Papo com Letras", José Rezende Jr. falará sobre seu processo de criação e as relações entre jornalismo e literatura, além de outros temas, e fará também a leitura de contos do novo livro, ainda inédito.


Serviço:

Papo com Letras com José Rezende Jr.
Local: Café com Letras, SCLS 203 sul bloco C loja 19 – Asa Sul.
Data: 17 de maio, sábado.
Horário: a partir das 20h30.
Entrada franca.

Maiores Informações:
cafe.letras@gmail.com
(61) 3322-4070 / 3322-5070
joserezendejr@gmail.com
(61) 9975-4423

Informações para a Imprensa:
Juliana Medeiros
(61) 9100-6065 / 9999-8843
juliana_msouza@yahoo.com.br

terça-feira, 6 de maio de 2008

ÀS ESCOLHAS QUE FAREMOS

Na mesma noite, dei de cara c/esses dois textos em situações diferentes. Não gosto muito de ficar apenas repoduzindo textos alheios, mas não resisti em postar os dois...



A SERENATA
(Adélia Prado)

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mãos incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobro
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
— só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?
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ESCOLHAS DE UMA VIDA


A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões". Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida". Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto-conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.

Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!
(Pedro Bial)

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Manoel (para os amantes de poesia)

Uma grande amiga e professora de literatura, Icléia, me ensinou a entender a beleza de Manoel de Barros. Isso já tem alguns anos. Desde então, me apaixonei por ele perdidamente.

"(...) essa estrada melhora muito de eu ir sozinho nela. Eu ando por aqui desde pequeno. E sinto que ela bota sentido em mim (...)"

Foi redigindo cartas que ele se tornou um dos maiores poetas brasileiros do século 20. Esse simpático e despojado senhor, que já passou dos 90 de idade, escreve com a simplicidade e delicadeza dos que foram criados no campo. Tudo que não presta serve para a poesia de Manoel de Barros. O primeiro que li - "Matéria de poesia" - é uma construção, um retalho de palavras, incluindo o que ele chama de "inutensílios" ou "desobjetos" (expressões que ele criou para os pertences abandonados que se tornam poesia sob seu olhar).

"Uso as palavras para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão, tipo água pedra sapo (...)"

Daí que ganhei de alguém muito especial "Memórias inventadas - A infância", uma caixinha linda com folhas soltas como os versos de Manoel e iluminuras de Martha Barros, sua filha. Ganhei há pouco e já li várias vezes. Fico emocionada porque esse livro fala de lembranças que, prafraseando o próprio, me "dão saudade do que não fui". Passei muitos momentos em fazendas, beiras de rio, praias de pé descalço, vento no cabelo... No verso em que relata a observação de um pente, deixado sob uma árvore, ele desperta o leitor para a liberdade de experimentar de forma ingênua, descomprometida até, a construção dos versos com as palavras. Algo que para ele é simples, natural. Para quem lê, é mágico, emocionante, singular... Recomendo muito a aquisição desta singela caixinha de palavras, folhas e versos soltos. Para si, para presente, para guardar.... vai por mim gente, é inesquecível. Mesmo.

"(...) E o menino deu pra imaginar que o pente, naquele estado, já estaria incorporado à natureza como um rio, um osso, um lagarto. E acho que as árvores colaboravam na solidão daquele pente (...)."

P.S.: Aqui em Brasília, pode-se adquirir no Café com Letras (SCLS 203 sul, lj. 19).

domingo, 4 de maio de 2008

Inveja é fogo

O Botafogo ficou com inveja do Vasco:
"Eu também quero ser vice do Flamengooo, eu também quero ser freguês!"




Sou, time de tradição, raça, amor e paixão, ó meu mengoooooooooooooooooooooo!!!!!!
E a massa rubro-negra vai a louuuucuuuuraaa no Maracanããããã!!!!!...................

Conceito Arendtiano


"Todo poder tem lastro na consciência coletiva.
A violência não tem poder"
Hanna Arendt

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