"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Boletim do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero


Em apoio a Campanha contra a violência de gênero, reproduzo o boletim do: 

Página Inicial
Edição no. 30, ano 3

A edição de novembro do Boletim do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero destaca os resultados preliminares do Censo 2010, que apontam que as desiguldades de renda entre homens e mulheres ainda não foram superadas. No ano em questão, os homens ganhavam 42% mais que as mulheres. Os dados mostram ainda que as mulheres brasileiras estão tendo menos filhos e adiando a primeira gravidez.

Esta edição traz também iniciativas em prol da correta aplicação da Lei Maria da Penha nos estados brasileiros: o projeto “Mutirão da Penha”, da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados,  e a iniciativa da Comissão de Segurança Pública da casa, que debaterá, também nos estados, a aplicação da legislação.

Apresentamos ainda os resultados do Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), que faz parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2011, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD); e do Global Gender Gap Report, o ranking de desigualdade elaborado pelo World Economic Fórum.
 
Nesta edição são disponibilizados também comentários de José Eustáquio Diniz, Doutor em Demografia e Professor titular da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE/IBGE, sobre os resultados do Global Gender Gap Index.
 
Desejamos a todas e a todos uma boa leitura.

Secretaria Executiva do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero.

Notícias

  • Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados debaterá nos estados a aplicação da Lei Maria da Penha
    21.11.2011 – Reuniões externas foram aprovadas pela comissão, que realizará diligências, seminários, encontros ou mesas-redondas, de acordo com as peculiaridades de cada estado
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  • Relatório da CIDH analisa participação política das mulheres
    21.11.2011 – O relatório, lançado no dia 21 de outubro, faz recomendações para que Estados do continente americano fomentem a participação política das mulheres
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  • Homens ganham 42% a mais que mulheres
    21.11.2011 – Dados do Censo 2010 mostram que quadros de desigualdade econômica se mantêm
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  • Censo 2010 mostra que as brasileiras estão engravidando menos e mais tarde
    21.11.2011 – A média de filhos por mulher caiu de 2,38 em 2000 para 1,86 em 2010
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  • Procuradoria da Mulher inicia o projeto ‘Mutirão da Penha’
    21.11.2011 – O projeto consiste em visitas a todos os estados a fim de estudar formas de acelerar a aplicação da Lei Maria da Penha no país
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  • 2ª Conferência do Desenvolvimento apresenta em sua programação o Espaço de Gênero e Raça
    18.11.2011 – Conferência acontecerá entre os dias 23 e 25 de novembro em Brasília
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  • Publicação sobre Igualdade de Gênero e Raça é lançada pela OIT e Dieese
    11.11.2011 – O estudo analisa a evolução das cláusulas de gênero nos processos de negociação coletiva no país nos últimos 16 anos e das cláusulas relativas à igualdade racial nos últimos dez anos
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  • Comentários sobre o Ranking de Desigualdade de Gênero elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, por José Eustáquio Diniz Alves
    Comentários sobre o Ranking de Desigualdade de Gênero elaborado pelo Fórum Econômico Mundial
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  • Gestantes receberão R$ 32 a mais no programa Bolsa Família
    10.11.2011 – Previsão do governo é de repassar o benefício a partir do dia 21 de novembro
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  • Brasil não cumpre meta de reduzir a desigualdade entre mulheres e homens
    10.11.2011 – Movimentos sociais expressaram sua visão acerca da atuação do Estado Brasileiro durante Audiência Pública realizada nesta terça (08)
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  • Mulheres ocupam mais posições de gerência e supervisão
    07.11.2011 - Em cargos de diretoria e presidência, homens mantêm maior ocupação de espaço 
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  • Brasil fica na 80ª posição no Índice de Desigualdade de Gênero
    03.11.2011 – Medida faz parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2011, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
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  • Brasil ocupa 82ª posição em ranking de desigualdade entre mulheres e homens
    03.11.2011 – Publicação disponibilizada nesta terça-feira coloca Brasil atrás de países como Albânia, Gâmbia, Vietnã e República Dominicana
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Eventos

  • Concurso Regional de Audiovisuais da Reunião Especializada da Mulher do MERCOSUL 
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  • I Encontro sobre Violência de Gênero Brasil - Espanha
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  • 1º Simpósio Prevenção e Combate à Violência Doméstica Contra a Mulher
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  • II Colóquio Latino Americano Interdisciplinar de Direitos Humanos e Cidadania
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  • Seminário ‘Oportunidades e vantagens na inclusão da perspectiva de gênero nas políticas e estratégias de superação da pobreza no Brasil’
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  • Programa 10.000 mulheres
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  • Seminário Direitos Humanos e Diversidade de Gênero
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  • Seminário A Mulher e a Mídia 8
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  • 21ª Campanha Internacional: 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero
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domingo, 27 de novembro de 2011

Exposição do artista plástico Darlan Rosa




O pintor e escultor Darlan Rosa expõe série de pinturas digitais na Galeria de Arte Digital da Câmara de Deputados. As obras foram criadas em meio digital e construídas por processos tecnológicos contemporâneosO artista faz uma ligação entre a cultura popular e as novas tecnologias, mostrando um Brasil que se destaca no cenário mundial enquanto preserva suas tradições.

A Câmara  dos Deputados sempre teve uma atenção muito especial com a formação de um acervo de Arte Brasileira, como forma de buscar representatividade da nossa cultura. Com este objetivo, foi criada a Galeria Digital, para exibição permanente da obra digital de Darlan Rosa, das quais doze foram doadas à esta Casa Legislativa. O artista vive e trabalha em Brasília desde 1967, onde seus trabalhos mantém grande relação com a cidade e seus habitantes.

Darlan nasceu em Coromandel, Minas Gerais, e, a partir de 1958, inicia o aprendizado com o pai no ofício de ornatista e escultor em mármore.

Na TV Brasília, durante quatro anos, todas as tardes, ele contou e desenhou histórias  para crianças. Sempre preocupado com a educação, incentivou os bons costumes e divulgou a arte em todas suas diversidades.  O programa foi fonte de inspiração para vários artistas, que hoje atuam nas artes visuais, dança, música, teatro e televisão.

Como professor de arte aplicada à publicidade, no CEUB, e desenho industrial na UnB, contribuiu para formação de vários profissionais da área. Criou para o Unicef e Ministério da Saúde várias campanhas em desenhos animados e livros infantis para a promoção da saúde da criança, dentre elas: Zé gotinha, campanha que erradicou a pólio no Brasil; Mr Iodine, campanha mundial de suplementação de iodo; e Kuia, campanha que erradicou a pólio em Angola. Também criou selos comemorativos para a Empresa Brasileira de Correios, que receberam vários prêmios no Brasil e exterior, inclusive o San Gabrielli, na Itália.

O artista mineiro participou dos principais salões brasileiros de artes, como a Bienal Internacional de São Paulo, em 1976. Suas esculturas estão instaladas em áreas públicas e centros culturais de Brasília, como no Memorial JK, Pontão do Lago Sul e Centro Cultural Banco do BrasilTambém estão em outras cidades, como Campo Grande (MS), Coromandel (MG), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). No exterior, a arte pública de Darlan pode ser vista na Alemanha, Holanda, França, Canadá, Estados Unidos, El Salvador, Jordânia e Palestina.

SERVIÇO
Nome: Galeria Digital – Obras de Darlan Rosa – Acervo da Câmara dos Deputados
Inauguração: quarta-feira, dia 30 de novembro, às 14:40
Visitação: de  2ª a 6ª das 09 às 18 horas
Exposição permanente
Local: Corredor de acesso à TV Câmara
Edifício Principal da Câmara dos Deputados.– Entrada pela Chapelaria.
Entrada franca
Realização Câmara dos Deputados

sábado, 26 de novembro de 2011

Uma rosa para Danielle


Fonte: Portal Terra
Por Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)
A escritora Simone de Beauvoir abre seu livro referencial sobre o mito feminino, "O Segundo Sexo" (A Experiência Vivida), com uma frase lapidar: "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher".
A expressão da pensadora francesa pode servir para muitas outras figuras do gênero, em várias regiões do planeta. No entanto, se encaixa com perfeição máxima no perfil de duas grandes mulheres da França: no da própria autora, que partiu há décadas, e no de Danielle Mitterrand, a militante "gauche" das causas humanitárias - para alguns "das causas perdidas" -, que morreu esta semana em um hospital de Paris, aos 87 anos.
Uma existência exemplar e relevante sob qualquer aspecto. Na política, nas relações humanas, na resistência ou embates sociais. Na generosidade extrema com as pessoas e com os povos de tantos países. Com a América Latina em geral e com o Brasil em particular, onde ela esteve inúmeras vezes (com o marido François Mitterrand ou sozinha na maioria dos casos).
A morte da ex-primeira dama da França durante 15 anos (embora ela não gostasse nem um pouco de ser chamada assim), e principalmente a sua história como polêmica militante e mulher sempre presente e atuante, merecia na despedida mais atenção de defensores e adversários das suas ideias e práticas.
Danielle Mitterrand, ao ganhar outra dimensão como acreditam os espiritualistas, merecia as honrarias do governo da petista, mulher e ex-guerrilheira Dilma Rousseff; os discursos mais vibrantes dos políticos ditos "de esquerda", "socialistas" ou "progressistas" no poder. Merecia igualmente espaços mais generosos da imprensa brasileira.
Salvo raríssimas exceções, o que se viu esta semana? Uma sonora indiferença diante deste fato que teve expressivo destaque informativo e honras póstumas governamentais e políticas na Europa, na maioria dos países latino-americanos e em outras regiões do resto do mundo. Uma pena de dar vergonha aos que ainda não perderam a memória!
Por dever de justiça vale assinalar nestas linhas escritas na Bahia a imagem quase solitária da deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília. A parlamentar socialista elevou a voz para despertar o sonolento plenário em situações iguais a essa fora de pauta (que não envolvem polpudas verbas públicas ou espúrios "acordos de governabilidade") para prestar homenagem a Danielle Mitterrand, morta na madrugada de terça-feira, 22.
Em seu nome e do senador João Capiberibe, seu marido, Janete dirigiu emocionada mensagem à Fundação France Libertés, dirigida por Danielle até a morte. "Ela dedicou sua vida à causa dos oprimidos, foi-nos apresentada pelo casal Alain e Francoise Ruellan em 1997 e, a partir daí, tornou-se nossa amiga e amiga do Amapá", destacou a parlamentar.
Através de sua organização não-governamental ela financiou inúmeros projetos de desenvolvimento na África, na Ásia, na América Latina . No Brasil, dentre outros lugares (como a Bahia), o Amapá, recordou Janete Capiberibe.
Lembro da visita de Danielle a Recife em 1989, na companhia do marido François Mitterrand. Então, Miguel Arraes governava Pernambuco pela segunda vez, depois de retornar de largo exílio. Foi marcante a honrosa, afetuosa e agradecida recepção que o casal recebeu na capital pernambucana. De seus governantes, de seus políticos e de seu povo.
Mais recentemente, Danielle esteve duas vezes na Bahia, em 2008 e no ano passado, respectivamente. Em uma das vezes foi homenageada pela Universidade Federal da Bahia, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa, por sua contribuição através da France Libertés à ciência e às pesquisas no Estado, principalmente na área do cacau. E aplausos de professores e alunos da UFBA por sua luta em defesa da justiça e dos direitos humanos.
Palmas merecidas, bem merecidas de verdade. Nascida em Verdun, em 1924, de pais professores de escola pública, começaria a atuar aos 16 anos na resistência contra a ocupação nazista ao seu país. "Eu tive que sair da minha indiferença para medir a minha capacidade de revolta contra a injustiça, a que sofreram os meninos judeus meus colegas de escola, e a que sofreu meu pai, afastado do magistério por não entregar a lista com seus nomes pedida pelos nazis", contou Danielle Mitterrand em entrevista ao Le Monde.
Era o começo apenas da longa e aguerrida militância "daquela jovem garota, formosa e com uns olhos de gata admiráveis, fixos além dos limites e acidentes os quais ignoro", como descreveu um apaixonado François Mitterrand.
O mais este espaço é pequeno para caber. Mas está tudo registrado na história da França, da Ásia, da África, da América Latina, nos inumeráveis relatos sobre a vida desta mulher extraordinária chamada Danielle Mitterrand.
Ou nas imagens poderosamente tocantes do momento em ele acolhe com altivez e doce generosidade na hora do sepultamento do marido, a filha de Mitterrand fora do casamento, que ela não conhecia e nem sabia da existência.
Agora, na despedida, só resta a exemplo "das flores dos anônimos" depositadas na calçada da residência do casal quando da morte de François, deixar também minha rosa vermelha no tumulo de Danielle Mitterrand.
Que mulher!
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site-blog Bahia em Pauta (http://bahiaempauta.com.br/).

domingo, 20 de novembro de 2011

A defesa do pré-sal e a mensagem da Líbia


Fonte: Carta Maior
Beto Almeida
Se quiser de fato ter soberania nacional sobre o petróleo pré-sal, o
Brasil deve investir, até 2030, nada menos que 223,5 bilhões de reais
para dotar o país de poder naval do porte das riquezas a defender. Foi
esta a tônica de audiência pública realizada na Comissão de Relação
Exteriores do Senado, nesta semana, com depoimentos de autoridades
militares. O tema: “Como defender o pré-sal?”, Despertou vivo
interesse corpo diplomático, lá presente. Mas, não teve cobertura da
mídia convencional à altura da envergadura dos temas ali tratados,
afinal, decisivos para os destinos da Nação, mesmo para quem tem
reservas, políticas ou filosóficas, a temas militares.

Vale constatar: defesa nacional não é debate prioritário na sociedade
brasileira hoje, para o que contribui, em boa medida, o não
fornecimento de informações objetivas por parte da mídia à sociedade,
em contraste do estardalhaço sensacionalista da overdose de coberturas
sobre violência e criminalidade, sob clichê de segurança pública.
Tampouco é tema com presença regular na agenda das forças
progressistas, muito embora o Governo Lula tenha dado uma boa mexida
na Política Nacional de Defesa.

As autoridades militares deram o tamanho do problema: o Brasil precisa
ter 20 novos submarinos convencionais e pelo menos seis nucleares.
Precisa ainda de uma segunda esquadra. Sem esquecer, a continuidade do
Programa Nuclear, que recebeu novos aportes durante o governo Lula.
Enfatizou-se: isto não é megalomania, mas indispensável poder de
dissuasão em tempos de paz para evitar o conflito armado. Leia-se,
tempos em que o mundo dispõe de reservas petrolíferas para apenas mais
45 anos e os EUA para apenas mais 10 anos. Tempos em que os EUA estão
tomando na marra as riquezas energéticas de quem as possui, invadindo
o Iraque, o Afeganistão e agora, com carnificina selvagem, a Líbia.

Um dos expositores, o professor da Escola Superior de Guerra, Simon
Rosental, desenvolveu um pouco mais o quadro internacional em que
deve ser programada e planejada a forma mais adequada para garantir a
soberania nacional sobre as riquezas do pré-sal. “ O Brasil descobriu
o pré-sal quando no mundo as reservas declinam. O que devemos fazer?
Utilizar as três Forças conjuntamente para garantir poder de dissuasão
sobre toda essa área e defender a soberania e a integridade do país. É
comum ouvir que não há necessidade de recursos para as Forças Armadas,
pois estamos no Atlântico Sul, o lugar mais tranquilo do planeta. Há
certa verdade nisso, mas o erro é o foco. A ameaça vem da linha do
Equador para cima” — alertou o especialista.

Área sensível
Ampliando este raciocínio, o presidente da Comissão Coordenadora do
Programa Aeronave de Combate, ­brigadeiro do ar Carlos de Almeida
Baptista Junior, sustentou em sua exposição que a região onde estão
localizadas as reservas do pré-sal será uma "área sensível" do
território brasileiro, e que o país precisará estar preparado para
garantir "pronta resposta" a qualquer ameaça externa.

“O pré-sal é e será ponto de cobiça. Trata-se de uma riqueza que
precisa ser defendida, por isso a dissuasão deve ser permanente”
ressaltou Baptista.

Informando que na região será construído um dos mais modernos sistemas
de controle de tráfego aérea do mundo, o Brigadeiro, destacou que
Aeronáutica aguarda ansiosa a decisão sobre a compra dos jatos
supersônicos. Recentemente, em entrevista á TV Senado, Ozires Silva,
fundador da Embraer, disse que estes contratos para a compra de aviões
devem ser dados não a estrangeiros, mas àquela indústria
aeronáutica nacional, assegurando que ela teria plenas de fabricar
aqui mesmo os caças indispensáveis. “A Boeing também terceiriza parte
do que produz. Nenhuma empresa produz todos os componentes
fundamentais, Se derem a oportunidade a Embraer dá conta do recado”,
assegurou. Construir aqui gera emprego, tecnologia e, especialmente,
independência tecnológica.

“Armas, o último argumento” ? 
Diante da magnitude do volume de recursos mencionados para de verdade
organizar uma defesa soberana do petróleo do fundo do mar, o senador
Cristovam Buarque, que presidiu a audiência pública, assinalou que, se
os investimentos para defesa dos recursos do pré-sal forem maiores do
que os previstos para a defesa do país, isso deve ser feito com
recursos provenientes dessas próprias riquezas e "não da nação
brasileira como um todo. Nenhuma menção foi feita ao fato de Brasil
esterilizar, anualmente, uma verdadeira montanha de recursos para o
pagamento dos encargos da dívida - já chamada de a Bolsa Selic,
regiamente paga aos que odeiam o Bolsa Família - muito embora
problemas cruciais continuem a ser não enfrentados, entre eles o da
defesa do país. Isto é, o Brasil se dá ao luxo de direcionar enorme
fluxo de recursos orçamentários para os rentistas, em que pese não
ter recursos para controlar o tráfico de armas e, pior ainda, em que
pese a gravidade do cenário internacional hoje, com crescentes
intervenções militares imperiais, de multiplicação de seus orçamentos
bélicos.

Assim, o que se pode dizer pode-se dizer após uma audiência com
duros alertas de especialistas é que , diante do porte do país e das
riquezas a defender, o Brasil ainda anda desarmado. A audiência foi
encerrada com citação de provérbio romano: “Nossa soberania termina
onde finda o alcance de nossas armas”. Tudo indica, na caserna
entendeu-se com mais realismo a Mensagem da Líbia, enviada pelo
império, consumidor viciado em petróleo. Não devem as forças
progressistas agendar concretamente, sob a sua ótica, o debate da
sinistra Mensagem da Líbia? Ao participar, em julho, de uma reunião
ampliada na Escola Superior de Guerra, quando estava em curso o
bombardeio sobre a Líbia, Lula sintetizou numa frase: “se fizeram com
a Líbia, podem fazer com outro país depois”.

Afinal, convém lembrar que face ao seqüestro do Conselho de Segurança
da ONU pelos poderes imperiais, atropelando qualquer vestígio de
legalidade e arrancando resoluções na marra, o que pode estar sendo
colocado em prática é outro provérbio romano: “Armas, o último
argumento”.
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Jornalista, Membro da Junta Diretiva da Telesur.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Comunidade Kaiowá Guarani sofre massacre

Os Guaranis são uma das nações indígenas que mais sofrem desde o início do processo de colonização.
É nosso dever, como brasileiros, fazer o que for possível para a proteção dos povos indígenas. Inadmissível que coisas como essas continuem acontecendo.

Compartilho aqui denúncia publicada no blog Tecedora:

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Do CIMI
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No início da manhã desta sexta-feira (18), por volta das 6h30, a comunidade Kaiowá Guarani do acampamento Tekoha Guaviry, município de Amambaí, Mato Grosso do Sul, sofreu ataque de 42 pistoleiros fortemente armados.



Nizio Kaiowá, via @henyobarretto



O massacre teve como alvo o cacique Nísio Gomes, 59 anos, (centro da foto) executado com tiros de calibre 12. Depois de morto, o corpo do indígena foi levado pelos pistoleiros – prática vista em outros massacres cometidos contra os Kaiowá Guarani no MS.

As informações são preliminares e transmitidas por integrantes da comunidade – em estado de choque. Devido ao nervosismo, não se sabe se além de Nísio outros indígenas foram mortos. Os relatos dão conta de que os pistoleiros sequestraram mais dois jovens e uma criança; por outro lado, apontam também para o assassinato de uma mulher e uma criança.

“Estavam todos de máscaras, com jaquetas escuras. Chegaram ao acampamento e pediram para todos irem para o chão. Portavam armas calibre 12”, disse um indígena da comunidade que presenciou o ataque e terá sua identidade preservada por motivos de segurança.


Conforme relato do indígena, o cacique foi executado com tiros na cabeça, no peito, nos braços e nas pernas. “Chegaram para matar nosso cacique”, afirmou. O filho de Nísio tentou impedir o assassinato do pai, segundo o indígena, e se atirou sobre um dos pistoleiros. Bateram no rapaz, mas ele não desistiu. Só o pararam com um tiro de borracha no peito.

Na frente do filho, executaram o pai. Cerca de dez indígenas permaneceram no acampamento. O restante fugiu para o mato e só se sabe de um rapaz ferido pelos tiros de borracha – disparados contra quem resistiu e contra quem estava atirado ao chão por ordem dos pistoleiros. Este não é o primeiro ataque sofrido pela comunidade, composta por cerca de 60 Kaiowá Guarani.

Decisão é de permanecer

Acampamento antes do massacre
Desde o dia 1º deste mês os indígenas ocupam um pedaço de terra entre as fazendas Chimarrão, Querência Nativa e Ouro Verde – instaladas em Território Indígena de ocupação tradicional dos Kaiowá.
A ação dos pistoleiros foi respaldada por cerca de uma dezena de caminhonetes – marcas Hilux e S-10 nas cores preta, vermelha e verde. Na caçamba de uma delas o corpo do cacique Nísio foi levado, bem como os outros sequestrados, estejam mortos ou vivos.

“O povo continua no acampamento, nós vamos morrer tudo aqui mesmo. Não vamos sair do nosso tekoha”, afirmou o indígena. Ele disse ainda que a comunidade deseja enterrar o cacique na terra pela qual a liderança lutou a vida inteira. “Ele está morto. Não é possível que tenha sobrevivido com tiros na cabeça e por todo o corpo”, lamentou.

A comunidade vivia na beira de uma Rodovia Estadual antes da ocupação do pedaço de terra no tekoha Kaiowá. O acampamento atacado fica na estrada entre os municípios de Amambaí e Ponta Porã, perto da fronteira entre Brasil e Paraguai.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Netanyahu, o irracional


Por Gianni Carta, na CartaCapital

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se revela um péssimo estrategista ao ameaçar um ataque contra o Irã. A intimidação, por conta do desenvolvimento de armas atômicas naquele país, também demonstra o elevado grau de irracionalidade do premier. Isso porque a ameaça é, na verdade, um blefe bastante arriscado – e com consequências catastróficas para o mundo, e não somente para Israel.

O que Netanyahu almeja é angariar o apoio da comunidade internacional. De fato, após a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) ter publicado um relatório no qual diz ter “sérias preocupações com as possíveis dimensões militares do programa nuclear do Irã”, Netanyahu e outras autoridades israelenses arrefeceram a retórica bélica.

E assim confirmaram que a ameaça não passa de um perigoso blefe.

Outros irracionais como o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, ao lado do qual o falcão Netanyahu vira uma pequena pomba, estressou a necessidade de novas “sanções paralisantes contra o Irã”. Em miúdos, Lieberman e Netanyahu, entre outros, buscam o apoio do Conselho de Segurança da Onu e da chamada comunidade internacional. No entanto, Lieberman emendou: “A opção militar é a última possível e a pior, mas ela tem de continuar sobre a mesa e pronta para ser colocada em prática”.

Aí mora o problema.

E se a China e a Rússia, como é esperado desses dois membros permanentes do Conselho de Segurança, vetassem novas sanções contra Teerã? Israel teria então de atacar o Irã. Caso contrário perderia sua credibilidade no Oriente Médio e mundo afora.

Um ataque contra o Irã seria, não resta a menor sombra de dúvida, uma missão suicida. Na quarta-feira 9, o general Massud Jazyeri, chefe do estado maior das forças iranianas contra-atacou: o Irã, em caso de ataque às suas instalações militares, “destruirá” Israel.

Pior: a resposta iraniana “não se limitará ao Oriente Médio”. O motivo? Simples: as autoridades consideram que Israel está agindo em sintonia com os Estados Unidos. E, claro, não é preciso ser especialista em Oriente Médio para deduzir que Barack Obama, como todos presidentes norte-americanos desde a criação em 1948 de Israel, agem em uníssono com o estado israelense.

Obama, impotente no seu país e globo afora, está tão desnorteado quanto Netanyahu cercado por revoltas nos países vizinhos. Por isso, vale especular, ele é conivente com a falta de lógica, ou de irracionalidade, por parte do governo israelense. Novos assentamentos israelenses continuam a pipocar em terras palestinas; Israel se engajou em uma nova queda-de-braço com a Autoridade Palestina. Onde está a lógica de comprar briga com a Turquia? E por ai vai.

Nesse quadro negro, Netanyahu não é o único a padecer de falta de racionalidade. A nova onda começou com o presidente Shimon Peres, outrora um político aparentemente capaz. No domingo 6, Peres declarou: “A possibilidade de um ataque militar contra o Irã está mais próxima do que uma opção diplomática”.
Esse cenário de irracionalismo se estende ao povo. Numerosos israelenses sabem que um ataque contra Israel será o início de um conflito global.

E, no entanto, a maioria dos israelenses daria sinal verde a um ataque contra o Irã.

Segundo o cientista político iraniano Hesam Houryaband, “o discurso de Ahmadinejad de destruir Israel não reflete a política exterior do país”. O Irã, me disse Houryaband, ‘’quer armas nucleares para proteger seu regime”. A razão? Teerã viu a invasão do Iraque, da Líbia. “Qual será o próximo da lista?” Ninguém atacará a Coréia do Norte e o Paquistão, ambos com programas nucleares avançados. E Israel, vale estressar, também é uma potencia atômica, embora jamais tenha confirmado ou desmentido dispor de um arsenal nuclear.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Why?




 B.Y.O.B. 


Why do they always send the poor? 


Barbarisms by Barbaras 


With pointed heels 
Victorious victories kneel 
For brand new spankin' deals 


Marching forward hypocritic and Hypnotic computers 
You depend on our protection 
Yet you feed us lies from the tablecloth 


Everybody's going to the party have a real good time 
Dancing in the desert blowing up the sunshine 
Kneeling roses disappearing into Moses' dry mouth 
Breaking into Fort Knox stealing 
Our intentions 


Hangers sitting dripped in oil 
Crying freedom 
Handed to obsoletion 
Still you feed us lies from the tablecloth 


Everybody's going to the party have a real good time 
Dancing in the desert blowing up the sunshine 


Everybody's going to the party have a real good time 
Dancing in the desert blowing up the sunshine 


Blast off 
It's party time 
And we don't live in a fascist nation 


Blast off It's party time 
And where the fuck are you? 
Where the fuck are you? 
Where the fuck are you? 


Why don't presidents fight the war?
Why do they always send the poor? 
Why don't presidents fight the war? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 


Kneeling roses disappearing into Moses' dry mouth 
Breaking into Fort Knox stealing 
Our intentions


Hangers sitting dripped in oil 
Crying freedom 
Handed to obsoletion, Still you feed us lies from the tablecloth 


Everybody's going to the party have a real good time 
Dancing in the desert blowing up the sunshine 


Everybody's going to the party have a real good time 
Dancing in the desert blowing up the sun 


Where the fuck are you? 
Where the fuck are you? 
Why don't presidents fight the war? 
Why do they always send the poor? 
Why don't presidents fight the war? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor? 
Why do they always send the poor?


They always send the poor 
They always send the poor

Wa Libya Obas!


Mapeamento da Resistência Líbia


A chamada grande imprensa não vai divulgar a informação a seguir, transmitida por jornalistas independentes que acompanham a guerra de agressão à Líbia pela OTAN, a mando de potências imperialistas.
Mesmo após os bombardeios terroristas da OTAN que destruiu diversas cidades líbias, assassinando mais de 150.000 pessoas, o povo árabe líbio não está disposto a se submeter a um governo fantoche dos imperialistas. Tudo mostra que a luta pela libertação da Líbia do domínio estrangeiro será longa e renhida. A situação atual pode ser melhor compreendida a partir das cores do mapa publicado acima:
O sul da Líbia (cor verde) é local de resistência, graças às tribos Tuareg e Tubruk, partidários da Jamahiriya (o Poder Popular). O Exército Popular de Libertação da Líbia, comandado por Saif Al Islam Al Kadafi, está se deslocando pela região e se fortalecendo com o apoio de outras tribos e povos do deserto.
O centro do país (cor branca) é a zona disputada pelo CNT e Exército Popular de Libertação da Líbia. Sem o apoio das bombas da OTAN os rebeldes da CNT sofrem baixas diárias e não tem perspectiva alguma de controlar o país.
O norte da Líbia (cor preta) é território aparentemente dominado pela CNT, forças especiais (mercenários) da OTAN e grupos fundamentalistas islâmicos, comandados pela Al Qaeda.
As manchas vermelhas representam as forças de resistência líbia atomizadas no território ocupado pela CNT. A guerrilha urbana, organizada em células independentes, provoca baixas entre os rebeldes e evitam – por enquanto - o enfretamento corpo a corpo.
Tudo isto ocorre enquanto as promessas dos imperialistas que invadiram a Líbia não são cumpridas. Os mercenários estrangeiros e rebeldes não estão recebendo os salários prometidos pelos dirigentes do CNT (o dinheiro está sendo desviado para paraísos fiscais porque eles sabem que não se manterão no poder por muito tempo). A situação é explosiva e ninguém pode prever o que pode acontecer nas próximas horas.
O governo fantoche da Líbia, CNT, pediu ao governo dos Estados Unidos da América que mantenha a OTAN no país, bombardeando a população civil líbia, para tentar evitar o crescimento da resistência. Mas os governos dos países que comandam a OTAN não estão dispostos a continuar gastando fortunas com a guerra de ocupação porque o que eles desejavam já conseguiram: gerentes (traidores) para administrar o roubo do petróleo líbio.

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