"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

terça-feira, 25 de março de 2014

A União Europeia não anexará a Ucrânia

Por Pepe Escobar, Rússia Today

A nova Ucrânia de “Yats”, Tyahnybok e Yarosh assinou, na maior correria, os itens políticos de um acordo de associação com a União Europeia (EU) em reunião em Bruxelas, na 6ª-feira passada.

Nada menos de 30 burocratas (nomeados, não eleitos) da UE também assinaram o documento, entre os quais o presidente do Conselho Europeu Herman Van Rompuy e o presidente da Comissão Europeia (CE) Jose Manuel Barroso.

É o mesmo negócio que o ex-presidente Viktor Yanukovich decidira rejeitar em novembro passado – rejeição que, na sequência, levou aos protestos na praça Maidan, a um putsch apoiado pelos EUA apesar de recheado de atores fascistas e neonazistas, o que levou Moscou a assumir o controle da Crimeia sem disparar um tiro.

Assim, em teoria, é o negócio que deu início a tudo. Essa não-entidade sem cara, ao estilo de Magritte, que atende pelo nome Van Rompuy, disse que “reconhece as aspirações do povo da Ucrânia, que quer viver em país governado por valores, por democracia e sob o império da lei.”

Muita calma nessa hora. Contenham os cavalos (mongóis). Como mostra a história, “democracia” e “império da lei” nada têm a ver com o governo dos mudadores-de-regime, do Setor Direita ou do Partido Svoboda em Kiev.

Yanukovich rejeitou o negócio com a UE por duas razões essenciais: (1) o negócio destruiria a indústria ucraniana (abrindo a porta à invasão por produtos ocidentais e o saque dos ricos solos agricultáveis da Ucrânia, pelo agronegócio ocidental); e (2) o negócio forçaria a Ucrânia a obedecer aos protocolos militares da OTAN.

O que foi assinado na 6ª-feira não é o xis da questão; é só uma integração comercial (leia-se: “Agora, podem saquear a Ucrânia”). A UE deixou a parte essencial para depois. Antes, o FMI terá de polir os detalhes mais mortíferos de próximo “ajuste estrutural”. Mas o Conselho Europeu já está prometendo[1] um jardim de rosas.

Trata-se, sempre, da OTAN

‘Especialistas’ acadêmicos e midiáticos em surto histérico repetem, 24 horas por dia, sete dias por semana, que, amanhã cedo, a Ucrânia já estará integrada à União Europeia (já praticamente em bancarrota). Nada disso. O negócio final não passará de um acordo de associação; depois, ainda haverá estrada longa e sinuosa até o país ser admitido na UE (admissão que, por falar dela, a maioria absoluta dos estados-membros da UE não querem).

O artigo 7.2. do acordo de associação determina que a Ucrânia terá de submeter-se à política externa e de segurança comum (PESC) [orig. common foreign and security policy (CFSP)] e à política europeia de segurança e defesa (PESD) [orig. European security and defense policy (ESPD). As condições podem ser lidas nos próprios documentos.[2]

Essa obscura – inclusive para muitos europeus – PESD é, nada mais nada menos, que o pilar europeu chave da OTAN. Tradução: ali se detalha o modo como a União Europeia é e permanece subordinada aos EUA (que controlam a OTAN). Por exemplo: a UE só pode agir em algum determinado caso DEPOIS de a OTAN decidir não agir. Além disso, o acordo de março de 2003 +Berlim[3] permite que a União Europeia use maquinário e softwares da  OTAN para operações militares, se e somente se a OTAN declinar de usá-los.

Tudo isso significa, essencialmente, isso sim, que a Ucrânia já está com o pé na estrada na direção de ser legalmente subordinada ao projeto da OTAN. Como outros analistas independentes, também tenho escrito, desde o início, que todo esse drama geopolítico visa, em primeiro lugar e sobretudo, à anexação da Ucrânia pela OTAN, não por alguma União Europeia.[4]

O pervertido caso de amor entre OTAN e Ucrânia começou no início dos anos 2000s. Depois de muito discutir-a-relação, ficou resolvido que OTAN-sim ou OTAN-não seria algum dia votado em referendo nacional. No encontro de Bucarest em 2008, a OTAN abriu os braços: declarou que a Ucrânia poderia vir e unir-se, no instante em que cumprisse as exigências. Em 2010 Yanukovich anunciou que a Ucrânia mudara de ideia, que perdera o interesse. Mesmo assim, a Ucrânia foi mantida como membro muito forte de uma Parceria para a Paz [orig. Partnership for Peace (PfP)], iniciativa da OTAN.[5]

Não surpreende que a OTAN esteja agora fazendo horas-extras no serviço de vender ao mundo a noção de que a Ucrânia está(ria) “sob ameaça” – e que deve unir-se “à aliança” o mais rapidamente possível. O secretário-geral da OTAN – aquele espantosamente medíocre poodle dos EUA, Anders Fogh Rasmussen – disse que estaríamos vivendo hoje a mais grave ameaça à segurança da Europa desde o fim da Guerra Fria: “Esse é o toque de despertar. Para a comunidade euro-atlântica. Para a OTAN. E para todos que se sintam comprometidos com uma Europa una, livre e em paz.”

Esqueceu de acrescentar: uma Europa livre e pacificamente submetida ao Pentágono.

O principal comandante militar da OTAN – não surpreendentemente, é norte-americano –, o general Philip Breedlove, anda espalhando por aí a ‘notícia’ de que a Rússia teria reunido força militar “muito, muito, muito considerável e muito, muito, muito pronta” nas fronteiras leste da Ucrânia. Moscou nega e repete que todos esses soldados lá estão conforme os exatos termos de acordos internacionais.[6]

Alguém, é claro terá de ceder. O ministro de Defesa da Rússia, general Sergey Shoigu conversou pelo telefone com Chuck Hagel, el supremo do Pentágono. Estão discutindo uma “desescalada das tensões”. Mas parece que burocratas e políticos da União Europeia e empregados da OTAN não foram informados.

Agora... será a vez da Transdnístria?[7]

A conversa da imprensa-empresa ocidental e dos ‘especialistas’ midiáticos na UE é que o incansavelmente demonizado presidente Putin deseja(ria) “desestabilizar” a Ucrânia e criar uma esfera de influência russa no sul e leste da Ucrânia até Odessa. Claro. Oh yes. E quer também anexar a Transdnístria.

Nada disso. De fato, foi o presidente do parlamento da Transdnístria, Mikahil Burla, quem pediu que Moscou incorporasse à Federação Russa a região de língua russa, no oeste da Moldávia. Afinal de contas, já em 2006, 97,2% dos que votaram em referendo então realizado declararam exatamente o mesmo desejo. Qual é o problema?

O problema é que a Moldávia – exatamente como aconteceu à Ucrânia – está às vésperas de assinar um acordo de associação e livre comércio com a União Europeia. E a Transdnístria (como, há poucos dias, a Criméia) não quer ser incluída no tal acordo.

Falta agora ver como a UE – essencialmente mediante o FMI – conseguirá ‘salvar’ a monstruosamente falida economia ucraniana. Um acordo de associação só tornará as coisas ainda piores e mais sombrias para os ucranianos médios. Venha o dinheiro que vier para Kiev, virá necessariamente condicionado a fatídicas cláusulas de ‘austeridade’.

Moscou não precisa “anexar” ou “invadir” coisa alguma. Moscou só precisa recostar-se à poltrona, relaxar e assistir aos movimentos do ocidente que tenta gerir a confusão monstro que o próprio ocidente criou. Exceto a retórica metida a feroz da OTAN e o papel assinado em Bruxelas na 6ª-feira, que não é importante, há poucos sinais de que os EUA (perdidos eles mesmos na confusão de tantos ‘pivôs’ que inventaram, para lá e para cá) e uma depauperada União Europeia terão capacidade, habilidade e disposição para cumprir o difícil trabalho de apoiar sem interrupção o governo dos mudadores-de-regime em Kiev.

Todos esses 15 anos que transcorreram depois que a OTAN bombardeou[8] a ex-Iugoslávia – levaram a surto serial de mudação de regimes; à balcanização do país; e a um “grande prêmio” (Kosovo convertido em Mafialândia; e a principal instalação imobiliária do país, “Camp Bondsteel”, item chave do Império Norte-americano de Bases). Agora, Rasmussen quer na Ucrânia um replay da OTAN na Iugoslávia?! Só imbecis entram correndo onde até os anjos temem tropeçar. A Rússia não é o Kosovo. ********


Tradução Vila Vudu


[4] 25/2/2014, Pepe Escobar, “A OTAN anexará a Ucrânia?”, Russia Today, traduzido em http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/02/pepe-escobar-otan-anexara-ucrania.html
[7] “Transdnístria”, “região além do rio Dniester” (mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Transn%C3%ADstria) [Nts].

domingo, 23 de março de 2014

Sanções, Vladimir Putin e talvez... um novo sistema financeiro, livre de Wall Street e da City de Londres?

Por Umberto Pascali, Entrevista ao Global Research

Na Ucrânia trata-se, basicamente, do exato oposto do que a imprensa-empresa e políticos não param de repetir nos EUA e na Europa. O que dizem é que uma suposta ‘comunidade internacional’ teria ‘isolado’ a Rússia e Vladimir Putin. De fato, quem está isolado são, isso sim, os patrocinadores do golpe de estado e de toda a violência na Ucrânia; e não estão isolados só moralmente: estão isolados também estrategicamente.


E é Putin, o primeiro que fez frente e derrotou a estratégia norte-americana de dominação, quem recebe o mais entusiasmado apoio de seu próprio povo e a crescente admiração de todo o mundo. A imprensa-empresa sempre dependente do grande (e também do pequeno) capital e políticos ‘midiáticos’ de todos os tipos não admitem nem ouvir tal coisa. Mas essa é a realidade. Sem exagero, pode-se comparar a resistência que se vê hoje à resistência contra Napoleão e contra Hitler.

Bem poucos sabem exatamente o quanto a situação foi perigosa. O quanto se chegou perto de uma verdadeira guerra.

Os incompetentes representantes da tal ‘comunidade internacional’ perderam completamente o senso de realidade e usaram armas de desestabilização social, insurreição armada, assassinato por matadores profissionais, uma marcha fascista em Kiev em tudo semelhante à Marcha sobre Roma de Mussolini, tomando como alvos a população russa.

Tentaram dar à Rússia o tratamento que deram a Líbia – e sequer fizeram segredo de seus ‘planos’.

Depois da garantia que George H W Bush deu a Mikhail Gorbachev de que a OTAN não seria usada para avançada militar contra o Leste, sucessivos governos dos EUA fizeram repetidamente exatamente o que os EUA haviam-se comprometido a não fazer... O objetivo é cercar a Rússia. Com a sorridente hipocrisia das hienas, deixaram bem claro que não haveria alternativa além de a Rússia render-se ao poder militar e às capacidades de propaganda da OTAN.

Nada de concessões, nada de negociações. Ou, melhor dizendo, tão logo houve negociações e as negociações levaram a um acordo, dia 21/2, as gangues neonazistas em Kiev foram incitadas a escalar a violência armada, tomar o Parlamento e outros prédios do governo, espancar e intimidar quem não aceitasse...

‘Diplomatas’ ocidentais imediatamente reconheceram o golpe de estado neonazista como ‘governo legítimo’. Yatsenyuk, candidato de Victoria Nuland, declarou-se primeiro-ministro, enquanto membros do Parlamento estavam sendo brutalmente espancados na rua, suas residências invadidas, suas famílias aterrorizadas... no caso de não apoiarem o processo democrático...

Esses criminosos levaram a situação até bem próximo de uma verdadeira guerra nuclear. Putin deixou bem claro que a Rússia – que perdeu importante parcela de sua população na guerra contra o nazismo e aceitou ver Moscou em chamas, para conseguir derrotar as forças de Napoleão – não se renderia. Aquele foi momento ainda mais perigoso que a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. Mas Putin denunciou o blefe.

Então, quando a população da Crimeia (e não só os crimeanos) pediu ajuda e proteção contra as gangues armadas e apoiadas pela OTAN, a máquina de propaganda entrou em alta rotação no ocidente. Mas já era tarde demais.  Nesse sentido, Putin não salvou só a Rússia: Putin deu uma chance a toda a Europa, como a Rússia já fizera antes, na 2ª Guerra Mundial.


A insurreição fascista armada e o golpe em Kiev não foram guerra contra a Rússia, ou, pelo menos, não foram guerra só contra a Rússia. A insurreição fascista armada e o golpe em Kiev foram também guerra contra a Europa. Não só contra a burocracia na União Europeia (UE), cuja lealdade corre sempre na direção das grandes instituições financeiras, mas contra a Europa dos vários países reduzidos à miséria e ao desespero pelas medidas de austeridade e pelo saqueio econômico operado por Wall Street e pela City de Londres.

A Ucrânia foi desestabilizada, como tentativa para conseguir que a Europa entrasse em guerra perene contra a Rússia.

De fato, os interesses de ambos, da Europa e da Rússia, estão postos num plano econômico comum a esses dois lados, de desenvolvimento de toda a área. Esse plano foi proposto por Putin e por ex-líderes alemães, como os ex-chanceleres Helmut Kohl e Gerhard Schroeder. Esse projeto, precisamente, é que teve de ser ‘contido’ com os $5 bilhões que Victoria Nuland consumiu para ‘ajudar a democracia’. E agora, apesar de toda a retórica, a propaganda, o dinheiro e o barulho em geral, aquele plano inicial ainda é a melhor e mais óbvia direção a seguir.

O ponto mais importante a compreender é que essa guerra e a correspondente política dos EUA, de saque e ‘loteamento’ de parte do mundo não interessam aos europeus e nem, menos ainda, aos próprios norte-americanos.

Esse é o grande segredo que já ninguém conseguirá manter oculto. Os governos de EUA e países europeus NÃO SÃO entidades independentes, não são soberanos, não mandam no próprios destinos. Não têm o desejo político e nem, sequer, a competência e a habilidade para agir em benefício dos próprios cidadãos. Esses governos são controlados por bancos poderosos e seus poderosos interesses. São governos que foram já tomados, ocupados, pelas forças de dois centros financeiros que pouca importância dão à economia real. Wall Street e a City só se interessam por especulação e saqueio.

Em resposta, dia 4/3, Sergey Glaznyev, conselheiro econômico de Putin, declarou abertamente que, se os abutres financeiros insistirem, a Rússia pode criar um sistema financeiro independente, separado do dólar norte-americano. Glazyev explicou aos urubus vampiros:

“A Rússia mantemos maravilhosas relações econômicas e de comércio e trocas com nossos parceiros do sul e do oriente. Haveremos de encontrar meio para pôr fim à nossa dependência dos EUA, e, também, arrancaremos lucros dessas sanções. Se se aplicarem sanções contra a estruturas do estado russo, seremos obrigados a nos deslocar para outras moedas e a criar nosso próprio sistema de compensação. Seremos forçados a reconhecer a impossibilidade de pagar empréstimos que bancos norte-americanos fizeram a estruturas estatais russas. Sanções sempre são facas de dois gumes. Se os EUA resolverem congelar nossos bens, ‘congelaremos’ alguns de nossos negócios em dólares...”

Essa estratégia está sendo chamada de “Opção Nuclear Financeira”. Pode reduzir a cinzas e ruínas todo o sistema de predação e saque de Wall Street.

Os parceiros do sul e do oriente dos quais falou Glazyev são, é claro, os países BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul – a parte saudável, não podre, da economia mundial, o futuro.

E isso, exatamente é o que o porta-voz oficial do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou em entrevista à BBC:

“Sanções contra a Rússia podem ser o gatilho que falta para forçar muitos países a criar um sistema financeiro novo, independente, baseado na economia real. O mundo está mudando rapidamente. Quantas civilizações nasceram e morreram no curso da história? Quem saberá resistir contra a pressão de sistemas moribundos, e indicar ao povo o caminho para o futuro?”

A possibilidade de um novo sistema financeiro independente do império já em colapso do dólar, como consequência das sanções anti-Rússia também foram assunto de influentes veículos da imprensa-empresa russa, entre os quais Russia Today (ver “Sanctions effect: Rússia to change its economic partners…for the better” [Efeito das sanções: Rússia trocará de parceiros econômicos (para melhor)], RT (
http://rt.com/op-edge/russia-switches-to-brics-sanctions-357/).

Sanções ocidentais podem empurrar a Rússia na direção de aprofundar a cooperação com os estados BRICS, em especial podem levar o país a estreitar laços com a  China – o que, adiante, pode acabar por ser grande catástrofe para EUA e Europa.


Dia 18/3, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia trocaria de parceiros, caso lhe fossem impostas sanções pela União Europeia e pelos EUA. Lembrou que o mundo contemporâneo já não é unipolar e a Rússia tem fortes laç~ços também com outros estados, por mais que a Rússia deseje manter-se em boas relações com os parceiros ocidentais, especialmente com a União Europeia, dados o volume de comércio e os projetos conjuntos em andamento.

Esses ‘novos parceiros’ não são, de fato, novos, dado que a Rússia já vive intimamente conectada com eles há mais de 13 anos. Trata-se, é claro, dos chamados países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Os BRICS representam 42% da população do planeta e cerca de ¼ da economia mundial, fatores que fazem do bloco de estados um importante ator global.

Os países BRICS pensam de modo semelhante no apoio e no respeito aos princípios da lei internacional, sobre o papel central do Conselho de Segurança da ONU e os princípios que mandam não usar a força nas relações internacionais; por isso estão tão ativos na esfera do encaminhamento e solução de conflitos regionais. Mas a cooperação entre Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul vai além dos aspectos políticos e se evidencia também num comércio dinâmico e em muitos projetos em várias áreas.

Hoje, há no total mais de 20 formatos de cooperação em desenvolvimento entre os países BRICS. Por exemplo, em fevereiro os estados-membros firmaram acordo sobre 11 possíveis projetos de cooperação científica e técnica, da aeronáutica à bio e nanotecnologia.

Para modernizar o sistema econômico global, no centro do qual estão EUA e a União Europeia, os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul criaram a BRICS Stock Alliance [2011[1]] e estão criando um banco próprio de desenvolvimento, para financiar grandes projetos de infraestrutura. No total, apesar das ferozes críticas contra os BRICS, como organização sem futuro, aqueles países estão desenvolvendo e ampliando a cooperação entre seus membros e, sim, os BRICS têm mostrado resultados bastante bons.

Com a suspensão da participação da Rússia no G-8 e o reforço de sanções econômicas contra a Rússia, indústrias específicas podem vir a ser atingidas, inclusive com limites à quantidade de bens importados. Enquanto o ocidente dedica-se a agredir duramente a Rússia, é boa hora para começar a ver que a Rússia há muito tempo se prepara para mudar-se para outros mercados, dentre os quais os países BRICS, sempre pensando em expandir suas alternativas comerciais. ********


Tradução Vila Vudu



* Trechos transcritos de entrevista de Umberto Pascalli, dia 19/3/2104, ao programa “The People Voice”, TV Macedonia, apresentado por Slobodan Tomic.
[1] 18/10/2011, Gazeta Russa (com matéria das agências): “Bolsas dos BRICS anunciam aliança”: A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros do Brasil, BM & F BOVESPA; a Bolsa Interbancária de Câmbio de Moscou (MMVB, na sigla em russo); a corporação de bolsas de Hong Kong; a Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE); a Bolsa indiana NSE; e a Bolsa de Valores de Bombay, anunciaram, durante a 51ª reunião anual geral da World Federation of Exchanges (WFE), em Joanesburgo, sua intenção de criar uma aliança. Há notícia também no Boletim Interno da BV de São Paulo (em http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/noticias/2011/Bolsas-BRICS-anunciam-alianca-durante-a-51-reuniao-anual-geral-da-WFE-2011-10-13.aspx?tipoNoticia=1&idioma=pt-br). MAS PARECE ABSOLUTAMENTE NÃO HAVER NOTÍCIA ALGUMA SOBRE ISSO nos noticiosos e em lugar algum, EM NENHUM dos veículos do Grupo GAFE (Globo-Abril-Folha de S.Paulo-Estadão) [NTs]. 

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