"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quinta-feira, 16 de março de 2006

De motoristas e recepcionistas, o inferno-astral de Palocci

Do blog do Noblat 16/03/2006 ¦ 16:45

A promotora de eventos Jeany Mary Corner está em pânico. Telefonou há pouco para um senador da oposição. Disse que aumentaram as ameaças de morte contra ela e suas recepcionistas depois do depoimento do motorista Francisco Chagas Costa na CPI dos Bingos há uma semana. O motorista confirmou que viu Palocci na alegre mansão da "República de Ribeirão" duas ou três vezes. Jeany não pôde assistir, hoje, ao depoimento do caseiro Francenildo Santos Costa que disse ter visto Palocci na mansão de 10 a 20 vezes. E que uma vez falou com ele. Jeanny tinha uma consulta médica. Mas leu a entrevista do caseiro publicada pelo jornal Estado de S. Paulo na última segunda-feira. E, ao senador, manifestou seu receio de ser vítima de alguma retaliação. O senador conversou por telefone com três assustadas recepcionistas de Jeanny. E soube que uma quarta foi morar na Espanha com medo de permanecer em Brasília.
Enviada por: Ricardo Noblat


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É... A batata tá assando. Como Palocci se sairá dessa enrascada, não se sabe, mas a história do país mostra que, de fato, se vc for político, deve tomar muuuito cuidado c/motoristas, recepcionistas, empregados em geral que venha a contratar. O preço de tais "serviços" pode sair altíssimo...Por outro lado, a decisão do STF em suspender o depoimento do caseiro Francenildo dos Santos Costa, vem manchar mais uma vez a reputação já comprometida do Congresso Nacional. A decisão foi concedida a partir de liminar solicitada pelo PT. Antes de entrar com o mandado de segurança, os petistas tentaram fazer com que a sessão fosse fechada. Os integrantes da CPI decidiram fazê-la aberta.
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Conforme informações da Agência Folha:
O caseiro, apelidado de Nildo, trabalhou na casa alugada pelos ex-assessores Rogério Buratti e Vladimir Poleto entre 2003 e 2004. Como a liminar foi concedida após o início do depoimento, o caseiro voltou a contradizer o ministro. Palocci negou à CPI ter freqüentado a casa. No depoimento, o caseiro disse que presenciou a entrega de um envelope de dinheiro para Ademirson Ariosvaldo da Silva, assessor especial de Palocci. Segundo ele, o envelope foi entregue no estacionamento do Ministério da Fazenda. Ademirson atua como secretário particular do ministro. Segundo ele, Palocci era chamado de "chefe" pelos freqüentadores da casa. Ele disse ainda que Palocci utilizava um Peugeot prata pertencente a Ralf Barquete, então assessor da presidência da Caixa, morto em 2004, para ir à casa. Barquete possuía um carro com essas características, vendido em 2004 para Poleto. Os oposicionistas alegam que querem saber se a casa era usada pelos integrantes da chamada "república de Ribeirão Preto" para fazer lobby dentro do governo em favor de determinados grupos empresariais.


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O fato de Palocci estar pressionando grupos políticos e a justiça para que o depoimento não seja realizado, demonstra o medo do Ministro e seu grupo dos efeitos deste acontecimento. Politicamente, o erro de avaliação foi terrível já que se não tivessem feito isso, ficaria a palavra do caseiro contra a do Ministro. Agora, a opinião pública volta novamente suas atenções para as acusações à Palocci que, de certa forma, já haviam sido esquecidas.

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