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domingo, 27 de novembro de 2011

Exposição do artista plástico Darlan Rosa




O pintor e escultor Darlan Rosa expõe série de pinturas digitais na Galeria de Arte Digital da Câmara de Deputados. As obras foram criadas em meio digital e construídas por processos tecnológicos contemporâneos. O artista faz uma ligação entre a cultura popular e as novas tecnologias, mostrando um Brasil que se destaca no cenário mundial enquanto preserva suas tradições.

A Câmara  dos Deputados sempre teve uma atenção muito especial com a formação de um acervo de Arte Brasileira, como forma de buscar representatividade da nossa cultura. Com este objetivo, foi criada a Galeria Digital, para exibição permanente da obra digital de Darlan Rosa, das quais doze foram doadas à esta Casa Legislativa. O artista vive e trabalha em Brasília desde 1967, onde seus trabalhos mantém grande relação com a cidade e seus habitantes.

Darlan nasceu em Coromandel, Minas Gerais, e, a partir de 1958, inicia o aprendizado com o pai no ofício de ornatista e escultor em mármore.

Na TV Brasília, durante quatro anos, todas as tardes, ele contou e desenhou histórias  para crianças. Sempre preocupado com a educação, incentivou os bons costumes e divulgou a arte em todas suas diversidades.  O programa foi fonte de inspiração para vários artistas, que hoje atuam nas artes visuais, dança, música, teatro e televisão.

Como professor de arte aplicada à publicidade, no CEUB, e desenho industrial na UnB, contribuiu para formação de vários profissionais da área. Criou para o Unicef e Ministério da Saúde várias campanhas em desenhos animados e livros infantis para a promoção da saúde da criança, dentre elas: Zé gotinha, campanha que erradicou a pólio no Brasil; Mr Iodine, campanha mundial de suplementação de iodo; e Kuia, campanha que erradicou a pólio em Angola. Também criou selos comemorativos para a Empresa Brasileira de Correios, que receberam vários prêmios no Brasil e exterior, inclusive o San Gabrielli, na Itália.

O artista mineiro participou dos principais salões brasileiros de artes, como a Bienal Internacional de São Paulo, em 1976. Suas esculturas estão instaladas em áreas públicas e centros culturais de Brasília, como no Memorial JK, Pontão do Lago Sul e Centro Cultural Banco do Brasil. Também estão em outras cidades, como Campo Grande (MS), Coromandel (MG), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Salvador (BA). No exterior, a arte pública de Darlan pode ser vista na Alemanha, Holanda, França, Canadá, Estados Unidos, El Salvador, Jordânia e Palestina.

SERVIÇO
Nome: Galeria Digital – Obras de Darlan Rosa – Acervo da Câmara dos Deputados
Inauguração: quarta-feira, dia 30 de novembro, às 14:40
Visitação: de  2ª a 6ª das 09 às 18 horas
Exposição permanente
Local: Corredor de acesso à TV Câmara
Edifício Principal da Câmara dos Deputados.– Entrada pela Chapelaria.
Entrada franca
Realização Câmara dos Deputados

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CCBB Rio de Janeiro abre a exposição "Islã" em outubro

Astrolábio - Museu de Teerã

Fonte: ICARABE

O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro apresenta a partir de 11 de outubro a exposição “Islã”, que traz mais de 300 obras dos principais museus da Síria e do Irã, que, em sua quase totalidade, nunca saíram desses países, e abrangem 13 séculos de arte islâmica – do século VIII ao início do XX.  Além desses conjuntos, a mostra compreende obras do norte da África, de países como Nigéria, Mali, Niger, Mauritânia, Marrocos, Líbia, Burkina Faso e da cultura Tuaregue e povos nômades do Saara.
O projeto idealizado por Rodolfo Athayde foi iniciado há mais de dois anos, com o objetivo de oferecer ao publico um contato direto com uma das mais importantes culturas da humanidade. “Para ilustrar 13 séculos de uma civilização que conseguiu criar uma arte de caráter tão próprio e diverso, ao mesmo tempo com traços inconfundíveis de homogeneidade, foi negociado um conjunto de obras que abrangem um amplo leque de objetos úteis e decorativos, através dos quais é possível admirar o refinamento e os conceitos estéticos aplicados pelos artistas-artesãos em sua maioria anônima”, afirma Athayde.

“Islã” terá peças de ourivesaria, mobiliário, tapeçaria, vestuário, armas, armaduras, utensílios, mosaicos, cerâmicas, objetos de vidro, iluminuras, pinturas, caligrafia e instrumentos científicos e musicais.  A exposição é comemorativa dos 21 anos de aniversário do CCBB, e ocupará todo o espaço expositivo do primeiro andar, além da rotunda e dos foyers, no térreo. 
Para Athayde, o interesse pela cultura islâmica é proporcional ao lugar que ela ocupa no panorama dos acontecimentos contemporâneos. Importantes espaços europeus – , como Caixa Fórum da Espanha, e o Instituto do Mundo Árabe, em Paris – fizeram recentemente mostras de arte islâmica. O Museu do Louvre se prepara para abrir galerias dedicadas ao tema em 2011. Nos Estados Unidos, o Museu de Boston e o LACMA de Los Angeles exibem importantes acervos recém-adquiridos, assim como Toronto, no Canadá, prepara a abertura do Museu Aga Khan.
Os acervos que compõe a exposição são provenientes dos mais importantes museus da Síria e do Irã: Museu Nacional de Damasco, do Palácio Azem (Museu das Tradições Populares) e Museu da Cidade de Aleppo, na Síria; e Museu Nacional do Irã, Museu Reza Abassi e Museu dos Tapetes, em Teerã.
A EXPOSIÇÃO, POR SALAS

A mostra que será apresentada no CCBB do Rio de Janeiro, e que vai a itinerar pelos CCBBs de São Paulo e Brasília, está organizada por salas temáticas e ao mesmo tempo respeita um sentido cronológico, sem se submeter ao rigor temporal.  A idéia é proporcionar um passeio por um período de 13 séculos pela historia da cultura islâmica, que nasce na da Península Arábica e se expande com uma velocidade histórica incomum, até dominar um vasto território, que foi da península Ibérica até o pé dos Himalaias, absorvendo e sincretizando culturas diversas dos povos conquistados ou convertidos. As salas terão a paleta típica da arte do Islã, nas cores verde e azul (no mesmo tom que originou os azulejos portugueses).

TÉRREO

Na cenografia do térreo do CCBB serão usados padrões retirados do nicho direito da Grande Mesquita de Damasco (Omíadas), que é um marco da primeira etapa da arte islâmica, decorada sob influência bizantina. A Grande Mesquita foi construída entre 706 e 715 pelo Califa Al-Walid, que mandou vir operários bizantinos para manter o estilo existente na igreja sobre a qual foi construída a mesquita.  Será criado, na rotunda do CCBB, um típico pátio interno da arquitetura islâmica, onde se verá um chafariz, e a marca da exposição “Islã”, criada pela designer Bete Esteves com base na caligrafia árabe.
PRIMEIRO ANDAR
Um portão cenográfico da arquitetura muçulmana receberá o visitante na entrada da exposição, em uma sala que terá um caráter introdutório ao universo da cultura islâmica.  Diferentes mapas contarão os períodos de expansão territorial do Islã, acompanhados de uma linha do tempo que percorre do século VII ao século XX, destacando os mais importantes acontecimentos históricos vinculados ao mundo islâmico. Alguns objetos selecionados destacarão para o público  o conteúdo do  restante da exposição.

Uma pequena sala de passagem mostrará plantas arquitetônicas das mais importantes mesquitas, como a Mesquita dos Omíadas em Damasco, a Mesquita da Rocha, em Jerusalém, entre outras, e azulejos históricos serão recriados, e ressaltada a estrutura básica dos seus padrões.

A seguir, a sala dominada pelo trabalho em pedra, que começa com fragmentos originais do Palacio Al Gharbi, na Síria, onde nos primórdios da arte islâmica é possível identificar as influências greco-latinas, e será possível ver peças do século VIII e vitrines com objetos de cerâmica e vidro, de períodos do séc.VII ao XIII, como uma lâmpada de azeite em forma de cabra de porcelana azul e outras pequenas lâmpadas de azeite em cerâmica azul esmaltada.  O fundo da sala é dominado por uma peça de madeira maciça com inscrições, usada como parte de uma barreira no séc. XI.

A viagem ao interior do Islã segue por uma pequena sala que guarda a Miniatura de Shahnameh e outros desenhos similares cuidadosamente ilustrados com textos que narram histórias do séc. XV, que pertenceram à livraria Real de Teerã, e uma série de objetos científicos como o astrolábio plano proveniente do Palácio Golestan em Teerã, ou o curioso astrolábio esférico de Isfahan, do século XI, que representa um globo celeste. Estas peças se relacionam com um painel sobre o saber no mundo islâmico: as aventuras da Casa do Saber criada em Bagdá no séc. IX, os feitos do filósofo e médico Avicena, o resgate de Aristóteles pelo filósofo andaluz Averroes, entre outras mentes brilhantes que fizeram florescer essa civilização. Um cofre guardará os tesouros da ourivesaria, com jóias da Síria do séc. XI, como os brincos de ouro em forma de pássaros, jóias do Irã, pratas dos Tuaregues do deserto e uma exclusiva coleção de moedas antigas de várias épocas, que vai do período Omíadas ao Império Otomano.

Depois surge a sala da palavra e a escrita, pois “sem escrita não há arte, nem sequer Islã, sem o valor transcendental da palavra e sua materialização, a escrita”, observa Athayde. Esta sala receberá o visitante com uma coleção de livros entre Alcorões e outros exemplares que mostram a arte da caligrafia árabe na sua complexidade e riqueza.  Um antigo exemplar de uma página de Alcorão em letras Kuficas, escrito sobre pele de gazela, divide a atenção com as páginas douradas de outro Alcorão do séc XVII, e um tecido bordado em ouro, que repete o padrão de uma “Sura” (versículo do Alcorão), vindo do Irã do século XVII.  Há ainda uma pequena pedra com inscrições em árabe, talvez um dos mais antigos testemunhos da língua  árabe, datada do séc. VIII, do período Omíada, na Síria.  Tábuas de escritura tuaregues e objetos para talhar e escrever também estão nesta sala, em que tudo gira em torno da palavra, essencial a uma cultura letrada, “onde o sagrado Alcorão é a própria palavra de Deus”.
A sala a seguir se distingue pelos famosos tapetes persas, arte popular levada ao máximo requinte, que ainda sobrevive em cidades como Tabriz e Isfahan.  São tapetes de várias épocas, alguns deles típicos tapetes de oração, que dividem os espaço com vitrines que exibem trabalhos em metal e um nicho dominado por uma armadura de cota de malha de ferro do séc XII, usada na época dos Cruzados, “quem sabe numa batalha das batalhas que o grande Saladino lutou pela conquista da Terra Santa”. Uma vitrine central é dedicada à típica cerâmica azul, comum em todo o mundo islâmico.

A última sala nos leva ao interior do palácio Azem, residência do Paxá, governador da Síria durante o período Otomano, o último dos grandes impérios muçulmanos. Destaque para o mobiliário de poltronas e o baú crivados de madrepérolas, artesanato típico da Síria, e para as roupas que ocupam o centro da sala, assim como instrumentos musicais que são obras de arte do século XIX, fetos pelo mais famoso luthier da Síria na época.

CICLO DE DEBATES
Haverá ainda um ciclo de debates com convidados internacionais, representantes dos museus envolvidos na exposição, e autoridades nacionais que tratarão de temas como a importância da civilização islâmica no contexto mundial, suas contribuições em diversas áreas do conhecimento, o desenvolvimento científico e as manifestações artísticas de localidades onde é expressiva a presença dessa religião. Esses debates tratarão também temas como o papel histórico da comunidade muçulmana e árabe no Brasil, desde a época do Império até a atualidade. 

Serviço: Islã
Abertura: 11 de outubro de 2010, às 19h
Exposição: 12 de outubro a 26 de dezembro de 2010 - Entrada franca
Idealização: Rodolfo Athayde
Curadoria: Rodolfo Athayde e Prof.Dr. Paulo Daniel Farah
Coordenação e Produção: Arte A Produções
CCBB Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro
Tel: 21 3808.2020
De terça a domingo das 9h às 21h
Do dia 12 ao dia 31 de outubro, em função do período comemorativo de aniversário, o CCBB estará aberto, excepcionalmente, das 9h às 22h.

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