"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X
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segunda-feira, 8 de junho de 2015

A Revolução não será televisionada - Hoje em Brasília!

Exibição do documentário "A Revolução não será televisionada"  e posterior debate com a participação da Embaixadora da República Bolivariana da Venezuela e do Jornalista Renato Rovai.


Clique para ampliar


Segunda-feira 08/06/2015 às 19h
Teatro dos Bancários 314/315 Sul
Entrada franca


Sobre o evento, na Rádio Cultura FM de Brasília:

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Embaixada do Irã comemora os 36 anos da Revolução Islâmica

Fonte: Iranews

Comemoração em Teerã (Iranews)

Em comemoração aos 36 anos da Revolução Islâmica, a Embaixada do Irã em Brasília recebeu nesta quarta-feira, 11/02, diplomatas, parlamentares e jornalistas, entre outros convidados e autoridades de diversos países.

O evento foi aberto com a execução dos hinos do Brasil e do Irã, pela banda da Marinha do Brasil. Na sequência, o embaixador Mohammad Ali Ghanezade fez um pronunciamento destacando os avanços e conquistas do Irã nesses 36 anos.

Discurso do Embaixador, Mohammad Ali Ghanezade

Em nome de Deus
Senhoras e Senhores ,
Honrosos Embaixadores,
Prezados convidados,

1. Sejam bem vindos à Cerimônia do 36º Aniversário da Vitória da Grande Revolução Islâmica sob a liderança do Eman Khomeini e a Data Nacional da República Islâmica do Irã.

2. O Sistema da República Islâmica do Irã foi constituído em 1979, baseado na democracia religiosa e num ambiente plenamente democrático com o voto favorável de 98,88% da população. Hoje, depois de 36 anos, declaramos firmemente que contando com o voto, o apoio e a força da população, o Irã se transformou no país mais estável da tumultuada região do Oriente Médio.

3. A República Islâmica do Irã, graças a Revolução Islâmica e à liderança intelectual do Reverendíssimo Aiatollá Khamenei, e com o respaldo da força popular de intelectuais e jovens estudiosos, obteve importantes conquistas nas áreas de ciência espacial, ciência nuclear pacífica, biotecnologia, nanotecnologia, células tronco, pesquisa aero-espacial, indústria pesada, indústria militar, entre outras. E um exemplo claro dessas conquistas é o lançamento bem sucedido do 5º Satélite de pesquisas da República Islâmica do Irã, denomidado “ FAJR”, que no dia 1º de fevereiro desse ano, foi colocada em órbita e logo começou a comunicação com o centro de controle de terra no país.

4.  A República Islâmica do Irã mostrou que a ameaça e o embargo não podem barrar o seu avanço tecnológico, seja na área nuclear ou na área científica. Reafirmamos que as atividades nucleares do Irã são pacíficas e não militares. Não existe nenhuma ameaça à sociedade mundial, e do ponto de vista religioso, a liderança do Irã declarou que é proibido ter armas de destruição em massa pois é contra as leis islâmicas.

Durante o ano passado tivemos os mais transparentes diálogos sobre o assunto nuclear com as nossas partes de negociações e acreditamos que o único caminho para eliminar as dúvidas bilaterais numa posição igualitária, e assim, solucionar o assunto é o diálogo.

Um acordo definitivo sobre o programa nuclear pacífico iraniano, será sem dúvida o início da cooperação abrangente no sentindo de instalação da segurança e da paz na região e no mundo.

Senhoras e Senhores,

5. Hoje em dia um dos grandes desafios do mundo é o fenômeno nefasto do terrorismo. A República Islâmica do Irã, como uma das vítimas do terrorismo, durante esses 36 anos sempre pautou em seu programa de ação a luta contra todo o tipo de terrorismo. Destacou nos seus programas o empenho pela paz mundial, solução de conflitos e crises por meio de diálogos, sem o uso da força e a luta contra qualquer tipo de violência.

Nesse sentido, A proposta do Exmo Sr. Dr. Rohani, Presidente da República Islâmica do Irã, sobre “Diálogo das Civilizações e o Mundo sem violência e sem extremismo”, em 2013, foi bem recebida e aprovada pela Organização das Nações Unidas. Em seguida, em novembro de 2014, a Conferência Internacional “O Mundo contra a violência e o Extremismo” foi realizada em Teerã com a presença de altas autoridades dos países, estudiosos e especialistas de todo o mundo. Conforme proferiu o Reverendíssimo Aiatolá Khamenei, infelizmente a luta contra o terrorismo transformou-se, por alguns, em pretextos à violência, imposição, acobertamento de intenções para dominação e acesso às riquezas e recursos naturais dos povos.

O terrorismo se dividiu em duas partes, terrorismo bom e terrorismo ruim, e como consequência disso, surgiram sinais de islamofobia e a existência de um duplo critério de defesa da liberdade de expressão e a normalização da hostilidade contra os valores islâmicos. Por isso, o Líder Supremo enviando uma mensagem aos jovens europeus e americanos, perguntou: “Por que a política antiga de espalhar o medo e o ódio, agora com uma força sem precedentes, mirou o Islam e os muçulmanos? Porque a estrutura do poder mundial, no mundo atual, quer isolar o pensamento islâmico? Será que existem significados e valores islâmicos que prejudicam os objetivos das grandes potências? Quais interesses poderiam ser realizados expondo uma imagem falsa do Islam?"

Ele também pediu aos jovens que não permitam que hipócritas apresentem seus terroristas recrutados como representantes do Islam. E que os próprios jovens consultem diretamente o Alcorão.

Prezados,       
 
6. A estratégia de Políticas Exteriores da República Islâmica do Irã se baseia na interação construtiva com o mundo. O Governo da República Islâmica do Irã além de ter crescentes boas relações com seus vizinhos, sem nenhuma tensão, sempre tem pautado na sua política exterior o desenvolvimento de suas relações com outras regiões e países do mundo. O Exmo. Sr. Dr. Rohani, Presidente da República Islâmica do Irã, tem uma visão prática e pragmática em relação à política exterior e acredita na interação construtiva com o mundo e no diálogo para a solução das crises e conflitos.

Caros convidados,

7. Tenho a honra de dizer que as relações entre a República Islâmica do Irã e a República Federativa do Brasil têm mais de 110 anos. Os dois países durante esse tempo, baseando-se no respeito mútuo e reciprocidade, desenvolveram relações em várias áreas e tiveram cooperações estreitas nos fóruns internacionais. Hoje o volume de intercâmbio comercial entre os dois países, apesar dos embargos injustos do ocidente contra o Irã, alcança US$ 1.5 (um milhão e quinhentos mil dólares). As visitas das missões políticas, econômicas e comerciais entre o Brasil e Irã tiveram continuidade durante o ano passado, como por exemplo, a visita do Ministro de Agricultura e  o Abastecimento do Brasil e de três grupos de deputados e senadores brasileiros a Teerã, além das viagens de vários empresários industriais e investidores de setores privados ocorridos entre os dois países.

8. A República Islâmica do Irã e a República Federativa do Brasil têm grandes potências para desenvolverem suas relações nas dimensões bilaterais e multilaterais. As posições estreitas e convergentes nos assuntos como a democracia, a luta contra o terrorismo e o respeito aos  Direitos Humanos resultaram na cooperação conjunta nos fóruns e organizações internacionais dos dois países.

9.  Finalmente, agradecendo novamente a presença de todos os prezados convidados nessa cerimônia e com votos de bem-estar, saúde e prosperidade para os dois grandes povos, Brasil e Irã, convido vocês a degustarem da culinária iraniana.   

Muito Obrigado.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Todos a Cuba em outubro!

Do blog Cuba Viva:


CONVOCATÓRIA


Cuba Solidariedade 2014



III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba de 27 a 29 de outubro de 2014.

Palácio de Convenções, Havana.

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), as organizações sociais e de massas cubanas e o capítulo cubano da Rede em Defesa da Humanidade, convocamos ao III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba, “Cuba Solidariedade 2014”.
Este encontro do Movimento de Solidariedade com Cuba, dando seguimento as suas duas edições anteriores, confirmará o respaldo internacional à vigência do modelo de justiça social que Cuba simboliza e sua viabilidade como alternativa para esse “outro mundo melhor e possível” pelo qual lutamos os povos do mundo.
Em meio a uma constante agressão, desinformação midiática e crise global, este será um encontro que facilitará um espaço de construção de iniciativas, propostas e intercâmbios de estratégias a favor da solidariedade com Cuba, em prol de aperfeiçoar nossos instrumentos e mecanismos de luta para dar a conhecer mais efetivamente a verdade, sustentá-la como bandeira e levá-la aonde mais se necessite.
No momento de convocar nosso III Encontro Mundial, o povo de Cuba segue recebendo o impacto de 50 anos de guerra econômica e desumano bloqueio, o qual seguiremos resistindo e vencendo, além dos falidos porém inalteráveis intentos imperialistas de isolar internacionalmente nossa Revolução. Nosso povo seguirá unido, construindo e melhorando seu socialismo e aportando suas modestas experiências aos processos de integração deste hemisfério, que oferecem alternativas viáveis mirando o futuro de nossos filhos e ante o demonstrado e rotundo fracasso do capitalismo neoliberal.
Acompanhados do pensamento anti-imperialista, visionário e humanista de Martí e Fidel, guias e eternos expoentes de nossas tradições, Cuba ratifica sua vocação internacionalista e solidária com todas as causas nobres que beneficiam os povos e o gozo de seus mais elementares direitos: a liberdade, a paz e a justiça social.
Desde esta ilha afro-asiática, latino-americana e caribenha, no 55° aniversário de sua Revolução, convidamos todas as forças, movimentos, grupos, personalidades e pessoas de bem, a fomentar tudo o que nos une, respeitando nossas diferenças que, em última instância, constituem outra de nossas riquezas: a diversidade. Assim, os esperamos de 27 a 29 de outubro de 2014.
Será o Encontro da “jura de milhões” que convocou o Heroi da República de Cuba, Gerardo Hernández Nordelo, na qual estaremos enraizados, ainda, na luta que não terminaremos até termos de volta os nossos Cinco lutadores antiterroristas.

Nos vemos em 2014!

Comitê Organizador



PROGRAMA

Programa do III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba de 27 a 29 de outubro de 2014.


Segunda-feira 27 de outubro

07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00-09:45 Ato de inauguração no teatro Karl Marx.
09:45-10:00 Recesso
10:00-11:30 Conferência sobre a atualização do modelo econômico e social da Revolucão Cubana.
11:30-13:00 Conferência sobre a política exterior da Revolução Cubana e da integração latino-americana e caribenha.
13:00-15:00 Tempo livre para almoço
15:00-16:30 Conferência sobre a cooperação internacional da Revolução Cubana.
16:30-17:00 Recesso
17:00-19:30 Intervenção das delegações.
21:00 Noite cubana com os Comitês de Defesa da Revolução.

Terça-feira 28 de outubro.
07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00- 13:00 Encontros Regionais por áreas geográficas em salas (em comissões).
13:00-14:30 Almoço incluído
15:00-17:30 Homenagem a Camilo Cienfuegos. Desfile desde a Praça da Revolução até o Malecón.
18:00-19:30 Encontro de Parlamentares na Casa da Amizade.
18:00-19:30 Oficina: “Redes Sociais e Meios Alternativos” no Palácio das Convenções.
18:00-19:30 Oficina: “O turismo socio-político em Cuba” no Palácio das Convenções.
20:00 Cerimônia de condecoração com a Medalha da Amizade a personalidades amigas. Atividade com os condecorados e convidados na Casa da Amizade.
Atividades opcionais para os demais participantes.


Quarta-feira 29 de outubro.

07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00-13:00 X Colóquio pela Libertação dos Cinco e contra o Terrorismo. (Teatro K. Marx)
09:00-13:00 Encontro de estudantes e egressos de outras nacionalidades. (P. C.)
09:00-13:00 Colóquio: “A paz, necessidade imperiosa da Humanidade” (P.C.)
13:00-15:00 Almoço incluído
15:00-16:30 Leitura e aprovação da Declaração Final e plano de ação para o trabalho (Teatro K. Marx)
16:30-17:00 Recesso.
17:00-19:00 Ato de encerramento.
21:00 Hrs Concerto pela amizade de Cuba com o mundo. (Teatro K. Marx)


Quinta-feira 30 de outubro

Regresso das delegações aos seus países ou incorporação às atividades opcionais propostas pelo evento.

Nota: No domingo 26 de outubro, na sede do ICAP, acontecerá um intercâmbio com os líderes do movimento de solidariedade com Cuba que estejam presentes neste momento em nosso país.


OFERTAS DE PREÇOS
III Encontro Mundial de Solidariedade de 26 a 30 de outubro de 2014 (4 noites).
Preços do pacote em CUC por pessoa.
Preços alojamento pré e pós evento por pessoa por noite em CUC, válidos para antes de 26 de Outubro e até a noite de 31 de outubro.
Hoteis
Plan
DBL
SGL
TPL
Plan
DBL
SGL
TPL
Hoteis 1 *
CP
155,00
180,00
145,00
CP
14,00
20,00
13,00
Hoteis 2**
CP
175,00
200,00
170,00
CP
20,00
25,00
18,00
Hoteis 3***
CP
190,00
240,00
185,00
CP
25,00
35,00
20,00
Hoteis 3*** plus
CP
250,00
305,00
240,00
CP
25,00
35,00
20,00
Hoteis 4****
CP
300,00
395,00
290,00
CP
30,00
40,00
25,00
Hotel Palco
CP
300,00
395,00
290,00
CP
45,00
55,00
x
Hoteis 5*****
CP
345,00
480,00
325,00
CP
70,00
90,00
65,00
Hotel MELIA HABANA
CP
395,00
565,00
380,00
CP
70,00
90,00
65,00
Hotel MELIA COHIBA
CP
460,00
655,00
445,00
CP
70,00
90,00
65,00
Acreditação do evento
25.00 CUC por pessoa

Serviços incluídos no pacote através da  Agência de Viagens AMISTUR CUBA
INCLUI
ALOJAMENTO
4 noites de alojamento com café da manhã incluido de 26 a 30 de Outubro no hotel segundo solicitação do cliente.
OUTROS SERVIÇOS INCLUÍDOS
  • Almoço com 1 bebida incluida no dia 28 de Outubro.
  • Almoço com 1 bebida incluida no dia 29 de Outubro.
  • Ônibus para traslado segundo programa do Evento.
  • Assistência direta permanente por guias de turismo.
  • Traslado de chegada e saida desde o aeroporto internacional Jose Martí ao hotel escolhido e do hotel ao aeroporto.
NÃO INCLUI
  • Apólice de seguro
  • Acreditação no evento (25 CUC por participante).
  • Refeições adicionais.
  • Vôos Domésticos e/ou Internacionais.
  • Taxas aeroportuárias. 
  • Excesso de bagagem.
  • Bebidas alcoólicas, refrigerantes ou água mineral engarrafada adicionais.
  • Chamadas telefônicas pessoais nacionais ou internacionais.
  • Acesso a Internet.
OUTRAS NOTAS
Deve enviar sua solicitação aos seguintes contatos: infoicap@icap.cu, amistur@amistur.cu ,3encuentromundial@icap.cu , coventas2@amistur.cu com seu nome e sobrenomes completos, número de passaporte, data de chegada e saída do país com confirmação de vôos e hotel solicitado. As vagas se confirmam na medida que se envíe a informação solicitada.
De forma obrigatória todos os viajantes estrangeiros e cubanos residentes no exterior, para ingressar ao país, devem contar com uma apólice de seguro de viagem, com cobertura de gastos médicos, expedida por entidades seguradoras reconhecidas em Cuba assim como o cartão de entrada ao país.
Durante o evento poderão desfrutar das seguintes ofertas de excursões
e atividades opcionais:
Dia 28 de Outubro a noite
Cabaret Tropicana, " Um paraíso sob as estrelas" Oferta especial de Eventos; desfrute das diferentes manifestações culturais cubanas, show artístico com oferta gastronômica por pessoa que inclui: ¼ Garrafa de Rum Habana Club Añejo 3 años +1 refrigerante e 1 salgadinho
Cabaret Parisién, desfrute do Show e coquetel de Boas-vindas
Cabaret Habana Café, 1/4 Garrafa de rum Havana Club por pessoa, com 1 refrigerante e 1 salgadinho.
Visita noturna ao Complexo Morro Cabaña, desfrute cerimônia do Canhonaço das 9h00 da noite
Club Jazz Café, inclui 4 doses de Rum Havana Club Añejo Blanco, 1 Refrigerante de cola por pessoa.
Club La Zorra y el Cuervo, desfrute de espetáculo de jazz, inclui 2 coqueteis por pessoa.

Outras ofertas de excursões para os dias 30, 31 de Outubro e 1° de Novembro, para pessoas que permaneçam no país
Excursão a Cidade de Santa Clara, memorial Che Guevara e trem Blindado, 1 noite de alojamento no hotel Santa Clara Libre; Segundo dia: visita a Playa Girón, museu Playa Girón e almoço.
Cabaret Tropicana, " Um paraíso sob as estrelas" Oferta especial de Eventos; desfrute das diferentes manifestações culturais cubanas, show artístico com oferta gastronômica por pessoa que inclui: ¼ Garrafa de Rum Habana Club Añejo 3 años +1 refrigerante e 1 salgadinho
Excursão a Cidade de Santa Clara, memorial Che Guevara e trem Blindado, com almoço em restaurante local.
Excursão ao polo turístico de Varadero. Desenvolvimento turístico e sua harmonia com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável assim como o investimento estrangeiro, dia em Hotel tudo incluido (All Inclusive).
Excursão a localidade de Playa Girón, Museu Playa Girón, almoço em restaurante local e tempo de praia.
Excursão ao Polo turístico de Viñales, Passeio en bote, Cueva del Indio, almoço em restaurante local.
Excursão ao polo turístico de Varadero. Desenvolvimento turístico e sua harmonia com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável assim como o investimento estrangeiro, almoço no Complexo Praça América.
Excursão à Comunidade de Desenvolvimento Sustentável “Las Terrazas”, almoço em restaurante local.
Cabaret Parisién, desfrute de Show y coquetel de Boas-vindas
Excursão ao Complexo Turístico das Praias do Leste da Havana com almoço incluido em restaurante local.
Caminhada pelo centro histórico de Havana Velha, suas praças, ruas e lugares de interesse social e cultural, com almoço incluido em restaurante local.
Cabaret Habana Café, 1/4 Garrafa de rum Havana Club por pessoa, com 1 refrigerante, 1 salgadinho.
Visita noturna a Complexo Morro Cabaña, desfrute cerimônia do Canhonaço das 9h00 da noite
Club Jazz Café, inclui 4 doses de Rum Havana Club Añejo Blanco, 1 Refrigerante de cola por pessoa.
Club La Zorra y el Cuervo, desfrute de espetáculo de jazz, inclui 2 coqueteis por pessoa.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mandela e Cuba - por Beto Almeida

Mesmo na morte de um gigante da humanidade como o revolucionário Nelson Mandela, o imperialismo não deixa de exibir sua baixeza incorrigível ao buscar manipular a imagem deste líder para mostrá-lo como um conciliador abstrato. A revista Veja, que tem como acionistas empresários sul-africanos  apoiadores do apartheid, o apresenta como “o guerreiro da paz”, o mesmo a quem prenderam e torturaram. Seria o segundo sequestro de Mandela depois de 27 anos de prisão: o da sua imagem, para que não se saiba tratar-se de um dirigente comunista, revolucionário,  que apoiou a luta armada contra o regime racista da África do Sul e a revolução no mundo.

É obrigatório lembrar a posição de Mandela sobre Cuba, sempre sonegada pela mídia do capital, para mostrar seu pensamento por inteiro. Logo após Angola ter conquistado sua independência, em 1975,  foi alvo de agressão militar da África do Sul, que ocupou grande parte de seu território, com o apoio dos EUA e Inglaterra, que hoje fazem declarações hipócritas sobre Mandela. O presidente de Angola, Agostinho Neto, solicitou diretamente a Fidel Castro o apoio militar de Cuba. Imediatamente, se organizou uma das maiores operações de ajuda militar internacionalista, com 400 mil cubanos,  homens e mulheres, tendo lutado em solo angolano, ao longo de  um década, derrotando a agressão  imperialista e libertando Angola e Namíbia. A Batalha decisiva foi a de Cuito Cuanavale quando,  derrotadas, as tropas do regime racista bateram  em retirada.  Mandela a declara: “a Batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do Apartheid. Nós devemos a destruição do Apartheid a Cuba!”

Hoje, Cuba, que foi o único país a se levantar em armas em defesa de Angola e Namíbia e contra o Apartheid, continua a compartilhar internacionalmente, médicos, professores, vacinas e exemplos. Com o reconhecimento e solidariedade do revolucionário Nelson Mandela, que, neste episódio, mostrou sua integridade e grandeza!

Beto Almeida

Diretor de Telesur

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MADIBA

É preciso libertar Nelson Mandela

AO LONGO DE DÉCADAS, Nelson Mandela liderou um movimento de combate ao Apartheid racial da África do Sul por meio de diversos métodos, com destaque para os de ação direta, como greves, manifestações de massas e, inclusive, para se contrapor à violência sistemática do governo, resistência armada. Madiba participou da fundação do braço guerrilheiro do Congresso Nacional Africano (CNA), o “Umkhonto we Sizwe” (Lança da Nação). Preso por 27 anos, recusou-se a aceitar a “liberdade” em troca da rejeição incondicional da violência como instrumento de luta política. Enquanto o governo prosseguisse reprimindo violentamente a população negra, não poderia aceitar tal condição. A luta de Madiba e de milhões de sul-africano(a)s, afinal, era por sua libertação coletiva, e não simplesmente pela liberdade de lideranças individuais.
Não por acaso, Mandela permaneceu como preso político por tanto tempo. Não por acaso, Margaret Thatcher, a poderosa Primeira-Ministra Britânica, amiga e aliada de ditadores como Augusto Pinochet e ícone do neoliberalismo, não apenas recusava-se a sancionar o regime do Apartheid, mas declarou, em 1987, que o CNA (partido de Mandela) era “uma típica organização terrorista”. Parlamentares do partido conservador da “Dama de Ferro” chegaram a pedir publicamente pela morte do líder da resistência ao Apartheid, na mesma época. Um ano antes, em 1986, o Partido Republicano de Ronald Reagan, nos EUA, votara contra uma resolução para reconhecer o CNA como partido político e apelar ao governo para libertar Nelson Mandela. O líder da luta contra o regime de segregação racial só saiu da lista de terroristas do governo norte-americano em 2008.
Esse Mandela, o radical, é o que faço questão de lembrar, hoje, em tempos nos quais, no Brasil, a luta coletiva por direitos ganha cada vez mais corações, mentes, pés e braços; em tempos nos quais um morador de rua, Rafael Vieira, é condenado à prisão por porte de pinho sol em manifestação; tempos nos quais uma gari, Cleonice Vieira de Moraes, morre em Belém do Pará, em junho, como uma das vítimas do gás lacrimogêneo jogado aos montes pela PM contra manifestantes; tempos nos quais partidos governistas e da oposição conservadora mobilizam-se para aprovar, no Congresso, uma lei que cria o tipo penal de “TERRORISMO CONTRA COISA” e agrava penas de “incitação ao terrorismo” (contra coisa?) quando cometidas pela internet…
Quem quer mudar o mundo, quem quer resistir a esta ordem injusta na qual vivemos, precisa estar pronta para ser chamada de terrorista, ainda que seja o oposto disso. Deve preparar-se para ser marginalizada e seguir em luta contra todas as formas de marginalização. Mandela e a vitoriosa luta coletiva contra o Apartheid na África do Sul nos ensinam: “não é da docilidade dos poderosos, mas dos ardores irredutíveis da insubmissão” (como dizia García Linera, outro ex-guerrilheiro e preso político), que nascem os direitos, a liberdade igualitária, a dignidade.
O que temos a aprender com o Mandela conciliador, bem comportado, muitas vezes o único mostrado e incensado pelos discursos oficiais e grande mídia? A estratégia da conciliação com o capitalismo tem sido capaz de aprofundar as conquistas democráticas e em oposição ao racismo, às desigualdades sociais e ao neocolonialismo na África do Sul e no continente africano? Parece-me que não. Não entro nesta discussão agora, porém.
Tampouco interessa-me idealizar acriticamente o Mandela guerrilheiro, ou o movimento armado de que participou. Certamente, ele acertou e errou em diversas medidas em vários momentos, e devemos aprender com suas vitórias e fracassos – não como indivíduo quase beatificado, mas como alguém profundamente comprometido com a ação política coletiva.
É preciso promover a libertação póstuma de Nelson Mandela. Agora, da falsa imagem que têm buscado construir para ele nas últimas décadas e mais ainda na hora de sua morte, enquadrando-o como representante máximo de impotentes exortações morais de combate bem comportado, disciplinado e conciliador ao racismo. Não podemos deixar que se oculte e silencie a memória do Madiba insurgente, militante político da luta coletiva contra o racismo entranhado na colonialidade capitalista.
***************************

Libertem Mandela (das grades da mentira)! 
20/7/2005, Tony Karon (nos 87 anos de Nelson Mandela) [excertos]
http://tonykaron.com/2005/07/20/free-mandela-from-the-prison-of-fantasy/


2ª-feira, Nelson Mandela completou 87 anos e, cá nessas praias, eu às vezes sinto que ele continua preso, precisando de que o libertem de algumas fantasias bizarras que nada têm a ver com a história ou a política deMandela.

Declaro aqui, para que todos saibam desde já: Nelson Mandela é o único político no qual algum dia votei; que o celebro como um gigante de nosso tempo e que mil vezes o declarei meu comandante (quase sempre, cantando, desafinado, cantos xhosa), ao longo dos dez anos durante os quais lutei no movimento de libertação dos negros na África do Sul. Por isso, provavelmente, o “Mandela” que tantas vezes encontrei nas fábulas da mitologia norte-americana me parece absolutamente irreconhecível. Comento aqui as duas das mais repetidas versões dessas fábulas:


Mandela inventado #1: “Como Gandhi, Martlin Luther King e Nelson Mandela…”
Quantas vezes ouviu-se essa frase, aplicada a algum político que, em algum canto do mundo, pregue o pacifismo contra regime assassino! Quem duvide, que pesquise no Google a exata frase (em inglês).

Compreendo a compulsão de associar figuras de grande autoridade moral, mas, aí, há erro importante. Nelson Mandela jamais foi pacifista. Quando a via da desobediência civil não violenta de Ghandi só gerou mais violência do estado, Mandela declarou: “Chega a hora, na vida de qualquer nação, quando só há duas escolhas – submeter-se ou lutar. Essa hora chegou para a África do Sul. Não nos submeteremos e não nos resta escolha além de responder, pelos meios que haja, na defesa de nosso povo, nosso futuro e nossa liberdade.”

Mandela teve papel de liderança na construção do braço armado do Congresso Nacional Africano,[1] e viajou pelo mundo para obter apoio e recursos; ele próprio recebeu treinamento para guerra de guerrilhas na Argélia, de comandantes da FLN que, pouco tempo antes, despachara de lá os franceses colonialistas.


Mas Mandela nunca foi terrorista: sob o comando dele, o braço armado do movimento só atacou símbolos e estruturas do governo da minoria branca e soldados de suas forças de segurança. Jamais atacou civis brancos ou outros não combatentes. E, o mais importante, Mandela sempre viu a ala armada do movimento como diretamente e essencialmente subordinada à liderança política.

Permaneceu, consistente e orgulhoso, sempre fiel a essas ideias. Mesmo quando oposição não violenta de massas tornou-se dominante, como orientação do Congresso Nacional Africano, nos anos 1980s, Mandelareafirmou sua conexão com a ala armada. Escreveu, de uma mensagem enviada clandestinamente de dentro da prisão, que “entre o martelo da luta armada e a bigorna da ação de massas, o inimigo será esmagado.” (Claro que nem sempre funcionou assim – a luta armada jamais foi muito efetiva, e a ação de massas, combinada com sanções internacionais fizeram mais, para derrubar o regime do apartheid.)

E Mandela, como as demais lideranças do movimento, nunca deixaram passar qualquer oportunidade de adotar solução política, para benefício de todos os sul-africanos. Mas esse era o mesmo espírito com o qual embarcou em sua luta armada, como disse à corte: “Durante minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Combati contra a dominação dos brancos, e contra a dominação dos negros. Sempre acalentei o ideal de uma sociedade democrática e livre na qual todos vivessem em harmonia e com oportunidades iguais. É ideal pelo qual espero viver e que espero alcançar. Mas também estou preparado para morrer por ele.”


Mandela e sua organização só suspenderam a luta armada depois que o regime do apartheid cedeu à democracia. Mas, não: nunca foi pacifista. Bem diferente disso, jamais hesitou ao pegar em armas, quando percebeu que seu povo estava obrigado a escolher entre a submissão à tirania e a resistência armada. Contudo, jamais foi militarista: sempre que pôde, preferiu a via política. Quanto a isso, também, tem muito a ensinar ao mundo.

Mandela inventado #2: O “Milagre Mandela”
Junte na pesquisa pelo Google “Mandela” e “milagre”: há pelo menos 86 mil citações.[2]  Essa ideia entrou no imaginário norte-americano na seguinte versão: a África do Sul teria explodido numa guerra racial, e os brancos teriam sido afogados no mar, não fosse a “miraculosa” generosidade de espírito de Nelson Mandela, que supostamente teria contido as hordas vingativas.

Ah... Por onde começar?!

A ideia de que negros vingam-se da violência que sofram nas mãos de brancos é horrivelmente racista. (Lembrem-se da resposta demolidora de Gandhi, quando um jornalista perguntou-lhe o que pensava da civilização ocidental: “É uma boa ideia...”, mais ou menos nessas palavras.) 

Mas nem precisa tanto. Essa mentira racista ignora a cultura política do Congresso Nacional Africano, que Mandela ajudou a formar e que também o formou, que jamais dependeu só de Mandela ou de qualquer outro indivíduo, por mais força de caráter que tivesse. 

A arquitetura política básica do processo de reconciliação sempre esteve inscrita na política interna do Congresso Nacional Africano, que sempre foi movimento não racial, do qual participavam inúmeros brancos, e cujas políticas distinguiam claramente entre a minoria branca governante e os sul-africanos brancos. 

Nenhum historiador de respeito poderá jamais subestimar o papel do Partido Comunista da África do Sul na constituição e no aprofundamento dessa cultura. 

Já várias vezes escrevi contra o Partido Comunista da África do Sul, mas ninguém pode negar que os comunistas foram a primeira, e por muito tempo a única organização na África do Sul, que pregava um governo da maioria negra; dentro do Congresso Nacional Africano, os comunistas tiveram papel chave na análise e na modelagem do não-racialismo e de incluir brancos na luta contra o governo colonialista da minoria branca.

Quando alguns jovens furiosos, que se haviam juntado às forças da guerrilha armada, quiseram responder com ataques terroristas aos ataques cada vez mais sangrentos do regime contra favelas e guetos da maioria negra nos anos 1980s, foram os comunistas – liderados por Chris Hani, comandante do braço militar do Congresso Nacional Africano e, depois, presidente do Partido Comunista da África do Sul – que conseguiram resgatar o Congresso Nacional Africano, então já muito próximo da beira do abismo.

E, por paradoxal que pareça a muitos, foram os intelectuais comunistas do Congresso Nacional Africano e suarealpolitik leninista, que conseguiram encaminhar o movimento na direção de uma solução política negociada; a crítica de que seriam “rejeicionistas” foi muito fraca, praticamente desprezível. (...)

O que realmente interessa destacar aqui é que não foi alguma epifania que se teria manifestado pela boca de Nelson Mandela, o que levou a África do Sul para o bom rumo que tomou. Não havia massas de negros clamando por vingança. Todos entendiam o que significa a liberdade, e que liberdade nada teria jamais a ver com vingança. Pretender que teria acontecido outra coisa é insultar os milhões de sul-africanos do povo, que lutaram e sacrificaram-se para libertar Mandela e, depois, o levaram ao poder. (...)


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[1] “O Congresso Nacional Africano é uma aliança entre o Partido Comunista da África do Sul (PCAS) e o Congresso dos Sindicatos da África do Sul [orig. South African Trade Unions (COSATU)]. Cada membro dessa aliança é organização independente, com estatutos, membros e programas próprios. A Aliança baseia-se no compromisso de todos com os objetivos da Revolução Nacional Democrática e na necessidade de reunir a maior frente possível de sul-africanos, alinhados com aqueles objetivos” (http://www.anc.org.za/show.php?id=3763). O Congresso Nacional Africano foi declarado “organização terrorista” pelo presidente Reagan, dos EUA, em 1986 (http://www.policymic.com/articles/52029/the-surprising-republican-civil-war-that-erupted-over-nelson-mandela-and-apartheid).
[2] Hoje, 6/12/2013, oito anos depois desse artigo, a mesma pesquisa oferece “Aproximadamente 37.900.000 resultados (0,48 segundos)”, muitas das quais relacionadas ao filme “Reconciliation: Mandela Miracle” (http://www.imdb.com/title/tt1664818/) [NTs]. 

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Do blog do Bourdokan:

Morre o amigo dos palestinos

 Arafat e Mandela, eternos amigos

Nelson Mandela, o homem mais odiado pelos governantes de Israel partiu aos 95 anos.

Nelson Mandela, deixou como legado o apoio incondicional ao povo palestino.

Ficou indignado com a invasão da Líbia e assassinato de Kadafi.

Kadafi, o líder que esteve presente em todas as revoluções de independência das jovens nações africanas.

E dos movimentos revolucionários de todo o mundo, inclusive brasileiros, e que foi barbaramente assassinado pelos truculentos euro-estadunidenses.

É claro que você não lerá uma linha sobre Kadafi e nem sobre o fato de um dos netos de Mandela receber o nome do líder líbio.

Mandela declarou inúmeras vezes que o apartheid israelense contra os palestinos era mais brutal que o apartheid dos brancos sul-africanos contra os negros.

Mas como vivemos num mundo cínico, dominado por monstros travestidos de seres humanos, essas declarações de Mandela serão ignoradas olimpicamente.

Mandela e Kadafi
                      

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