"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cuba. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fidel Castro, invicto e imortal

Foto: Ladyrene Pérez/ Cubadebate
Fonte: Jornal Brasil Popular
Por Juliana Medeiros, especial de Havana (Cuba)

Se alguma dúvida havia sobre a gratidão e o respeito dos cubanos por Fidel Castro, as imagens que correram o mundo falam por si.

Mesmo aqueles cubanos críticos ao regime, se incorporaram ao silêncio respeitoso que tomou conta do país desde que o Comandante Raul Castro surgiu em todos os canais na noite de 25 de novembro confirmando a partida de Fidel aos 90 anos de idade.

Para quem conhece Cuba e seus cidadãos, sempre tão alegres e falantes, foi significativo ver o pesar que tomou conta da ilha socialista. Especialmente porque a notícia da morte de Fidel vinha sendo fonte de inúmeros boatos, todos os anos. Polêmico, Fidel de fato sofreu várias tentativas de assassinato e o comentário que mais se houve pelas ruas de Cuba é: "no lograron matarlo, murió invicto".

O destino final do funeral de 9 dias foi Santiago de Cuba, cidade cerca de 800km da capital e local onde Fidel declarou vitoriosa a Revolução e dali, partiu com os muitos guerrilheiros, além de Che Guevara, Camilo Cienfuegos e Raul Castro para Havana onde chegaram em 1º de janeiro de 1959, data que marca o aniversário da Revolução Cubana. Por isso, a comissão organizadora decidiu levá-lo de volta à esse local onde 57 anos atrás, Cuba deu início à um novo capítulo de sua história e segue desde então com seu modelo único de socialismo.

O povo de Santiago de Cuba e inúmeras pessoas de toda parte da ilha e também de vários países continuam prestando tributo ao Comandante em Chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro, visitando o cemitério de Santa Efigênia, onde foram depositadas as cinzas de Fidel dentro de um monólito em que há apenas uma placa de bronze com seu primeiro nome, FIDEL.

A cerimônia de inumação foi fechada aos familiares e amigos mais próximos e ocorreu neste último domingo, dia 4. Em seguida, longas filas de mais de 1 km se formaram desde o início da manhã, em torno do Memorial José Martí, onde as pessoas esperavam por horas para poderem render em silêncio sua última homenagem ao comandante.

O comboio que levava as cinzas de Fidel Castro - repetindo o trajeto da Caravana da Liberdade em 1959 - chegou a Santiago de Cuba no sábado, depois de passar por cidades do interior do país ao longo da carretera central da ilha.

No caminho, a multidão esperava por horas, assim que corria a notícia de que a caravana estava se aproximando. Gente de todas as idades, muito emocionadas portando cartazes, fotografias, bandeiras, flores, crianças com singelos desenhos feitos em homenagem ao comandante da Revolução, que partiu deixando um legado de resistência, solidariedade e internacionalismo.

A partida de Fidel Castro surpreendeu os cubanos não só pela reação do próprio país, mas também pela reação mundial e as diferentes homenagens que recebeu e continua recebendo. Líderes de vários países se manifestaram e muitos estiveram em Cuba durante esses dias de homenagens, incluindo Lula e Dilma que foram ao ato de massas na Praça de Santiago de Cuba para a derradeira despedida com milhares de cubanos e estrangeiros.

E não só estrangeiros de todo o mundo não param de chegar em Cuba, como também o Comitê de Imprensa em Havana informou que há mais que o dobro de jornalistas de todo o mundo na ilha, se comparado com os que vieram para a visita de Obama e do Papa.

A embaixadora cubana Ana Silvia Rodriguez também agradeceu as mensagens de solidariedade recebidas de mais de 140 países membros da ONU pela morte de Fidel. A entidade reconheceu a luta do comandante por levar saúde, educação, moradia, transporte e segurança para o seu povo, legados que até hoje fazem de Cuba o país com um dos melhores índices de desenvolvimento, apesar da pressão exercida pelo cruel embargo norte-americano à ilha que prejudica sobremaneira sua economia.

Na última semana, em que o Estado decretou 9 dias de luto nacional, os cubanos puderam reviver em vários momentos, o chamado "Conceito de Revolução", um texto que Fidel apresentou em um de seus famosos discursos na Praça da Revolução. A consigna legitimada por milhares de cubanos, se perpetua como testamento político de Fidel Castro. Essas palavras passaram a ser um juramento, um compromisso com as conquistas da Revolução Cubana. Você as encontra na ilha por todos os lados, em lojas, casas, nas ruas. Está tão inserido na cultura cubana que quando o presidente do Equador, Rafael Correa, começou a ler esse trecho, na Praça da Revolução, os milhares de cubanos que aí estavam o seguiram, repetindo cada palavra.

Esse texto é também uma boa síntese da grandeza de Fidel Castro e daquilo que faz os cubanos serem quem são:
O que é revolução?
Revolução é o sentido do momento histórico; é mudar tudo o que deve ser mudado; é igualdade e liberdade plenas; é ser tratado e tratar aos demais como seres humanos; é emancipar-nos por nós mesmos e com nossos próprios esforços; é desafiar poderosas forças dominantes dentro e fora do âmbito social e nacional; é defender os valores em que se crê, ao preço de qualquer sacrifício; é modéstia, desinteresse, altruísmo, solidariedade e heroísmo; é lutar com audácia, inteligência e realismo; é não mentir jamais, nem violar princípios éticos; é convicção profunda de que não existe força do mundo capaz de se sobrepor à força da verdade e das ideias. Revolução é unidade, é independência, é lutar por nossos sonhos de justiça para Cuba e para o mundo, que é a base de nosso patriotismo, nosso socialismo e nosso internacionalismo.
É a reafirmação dos princípios que construíram essa sociedade especial, de pessoas que deixam suas famílias e saem pelo mundo a lutar por liberdade, justiça, saúde, a distribuírem abraços.

Talvez por isso, na noite da última quarta-feira, quando ocorreu o Ato de Massas em Havana, apesar do cansaço e de estarem em pé por horas ouvindo discursos por vezes longos e que em nada se pareciam com aqueles cheios de energia de Fidel, o povo ficou até o fim, ouvindo cada presidente a dizer obrigado, Cuba, por tudo o que fizeram por nós, obrigado Fidel por nos inspirar. Da África, da Ásia, Europa, América, de pequenas ilhas distantes, de países que são quase um continente, todos queriam dizer: obrigado. Por lutar conosco na guerra, por nos enviar seus professores, por treinar nossos atletas, por seus médicos que nos salvam. Pelas palavras de estímulo, pelo compromisso jamais quebrado, pelo exemplo de resistência.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, perguntou "¿Donde está Fidel?” E a multidão inteira imediatamente respondeu "¡Aquí!" para logo em seguida começarem a gritar várias vezes "Yo soy Fidel!", uma sinergia impressionante e uma prova de que o comandante segue vivo em cada um dos cidadãos dessa ilha, que é exemplo para o mundo inteiro.

O último a se pronunciar foi Raul Castro que desde 2006, quando Fidel anunciou seu afastamento, conduz a ilha. Um silêncio tomou conta da praça de Santiago de Cuba, de tão embargada a voz e tão fortes as palavras do comandante-irmão, lembrando vários momentos duros nos quais o povo cubano esteve na defesa da revolução junto ao Comandante em Chefe. Memória identitária, gravada na pele de gerações inteiras, representadas naquela praça.

Mais do que um adeus a Fidel, o povo de Cuba, ao longo da carretera central, por onde passou o féretro de seu comandante, disse ao mundo que seguirá adiante e que Fidel Castro segue vivo com eles, tendo transcendido à imortalidade.

A pergunta que muitas emissoras por todo o mundo que estão por aqui, fazem é: o que vai acontecer com Cuba agora que Fidel se foi. O que posso dizer é que, ao menos por enquanto, essa pergunta é respondida pelos cubanos sempre da mesma maneira: "aquí, no pasa nada". Ou seja, Cuba segue tranquila, com os cubanos convictos de que agora é ainda mais importante manter o legado de Fidel Castro.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Cuba Money Project

O governo dos EUA tem gasto milhões de dólares todos os anos para impulsionar movimentos "pró-democracia" em Cuba. Na década de 60 a CIA conspirou para matar Fidel Castro explodindo charutos e até uma câmera de TV com uma metralhadora embutida. Décadas mais tarde, Castro já aposentado, o jogo de rancor da Guerra Fria sobre Cuba continua.

As táticas dos EUA evoluíram. Autoridades americanas abraçam abertamente estratégias para a mudança de regime em Cuba (como parte de um programa internacional que é aplicado também em outros países, como a Ucrânia, mas nenhum com tanta ênfase como acontece em Cuba) e já gastou mais de US$ 100 milhões nos últimos anos tentando minar o governo socialista.

Os defensores dos programas "pró-democracia" dizem que eles são a chave para ajudar os cubanos a alcançar uma maior liberdade. Os críticos dizem que os EUA não tem o direito de interferir nos assuntos internos de Cuba. O fato é que tais programas são uma das maiores fontes de tensão nas relações EUA-Cuba, mesmo hoje com a abertura diplomática.

O jornalista norteamericano Tracey Eaton* viaja com frequência para a ilha e tem procurado relatar sobre esta batalha pelos corações, mentes e a alma da nação cubana. Ele já recebeu dois subsídios do Centro Pulitzer para suas investigações jornalísticas. Um dos materiais está reunido neste website "Cuba Money Project":


Clique para acessar o website

* Tracey Eaton é professor assistente na Faculdade de Flagler. Ele leciona redação, comunicação e fotografia. Foi chefe do escritório do Dallas Morning News em Cuba, entre o ano 2000 e o início de 2005. É jornalista e fotógrafo desde 1983. Em 2008, criou um blog sobre Cuba chamado Along the Malecón. Em 2010 e em 2011, recebeu uma subvenção do Centro Pulitzer para apoiar suas reportagens em Cuba. Ele vem investigando programas de democracia financiados pelos US em Cuba.

terça-feira, 10 de março de 2015

Declaração de Cuba em apoio à Venezuela

Fonte: OlheparaCuba




Fidel e o Governo Revolucionário de Cuba com a Venezuela frente às agressões dos EUA



Carta de Fidel para Maduro


Caro Nicolás Maduro

Presidente da República Bolivariana da Venezuela,

Quero parabenizá-lo por seu discurso brilhante e corajoso frente aos planos brutais do governo dos EUA.

Suas palavras entrarão para a história como prova de que a humanidade pode e deve saber a verdade.

Fraternalmente,  

Fidel Castro Ruz

(09 de marco de 2015, 11:24 h)



Declaração do Governo Revolucionário da República de Cuba


O Governo Revolucionário da República de Cuba teve conhecimento da arbitrária e agressiva Ordem Executiva promulgada pelo Presidente dos Estados Unidos contra o Governo da República Bolivariana da Venezuela, que classifica o país como uma ameaça à sua segurança nacional, em retaliação às medidas adotadas em defesa de sua soberania, contra as ações intervencionistas de autoridades governamentais e do Congresso dos Estados Unidos.

Como a Venezuela ameaça os EUA? Estando a milhares de quilômetros de distância, sem armas estratégicas e sem o uso de recursos ou pessoal para conspirar contra a ordem constitucional estadunidense, a afirmação parece pouco plausível e desnuda os fins de quem as emite.

No entanto, tal afirmação em um ano em que haverá eleições legislativas na Venezuela reafirma, uma vez mais, o caráter intervencionista da política externa norte-americana.
A gravidade desta ação executiva tem colocado em alerta os governos da América Latina e do Caribe que em janeiro de 2014, na Segunda Cúpula da CELAC em Havana, declararam a região como uma Zona de Paz e repudiaram qualquer ato que atente contra ela, pois acumulam experiências suficientes de intervenção imperial em sua história.

O Governo Revolucionário da República de Cuba reitera mais uma vez o seu incondicional apoio e do nosso povo à Revolução Bolivariana, ao governo legítimo do presidente Nicolas Maduro e ao heroico povo irmão da Venezuela.

Ninguém tem o direito de intervir nos assuntos internos de um Estado soberano nem a declará-lo, sem fundamento algum, como uma ameaça à sua segurança nacional.

Como Cuba nunca esteve sozinha, a Venezuela também não estará.


Havana, 09 março de 2015


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Todos a Cuba em outubro!

Do blog Cuba Viva:


CONVOCATÓRIA


Cuba Solidariedade 2014



III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba de 27 a 29 de outubro de 2014.

Palácio de Convenções, Havana.

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), as organizações sociais e de massas cubanas e o capítulo cubano da Rede em Defesa da Humanidade, convocamos ao III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba, “Cuba Solidariedade 2014”.
Este encontro do Movimento de Solidariedade com Cuba, dando seguimento as suas duas edições anteriores, confirmará o respaldo internacional à vigência do modelo de justiça social que Cuba simboliza e sua viabilidade como alternativa para esse “outro mundo melhor e possível” pelo qual lutamos os povos do mundo.
Em meio a uma constante agressão, desinformação midiática e crise global, este será um encontro que facilitará um espaço de construção de iniciativas, propostas e intercâmbios de estratégias a favor da solidariedade com Cuba, em prol de aperfeiçoar nossos instrumentos e mecanismos de luta para dar a conhecer mais efetivamente a verdade, sustentá-la como bandeira e levá-la aonde mais se necessite.
No momento de convocar nosso III Encontro Mundial, o povo de Cuba segue recebendo o impacto de 50 anos de guerra econômica e desumano bloqueio, o qual seguiremos resistindo e vencendo, além dos falidos porém inalteráveis intentos imperialistas de isolar internacionalmente nossa Revolução. Nosso povo seguirá unido, construindo e melhorando seu socialismo e aportando suas modestas experiências aos processos de integração deste hemisfério, que oferecem alternativas viáveis mirando o futuro de nossos filhos e ante o demonstrado e rotundo fracasso do capitalismo neoliberal.
Acompanhados do pensamento anti-imperialista, visionário e humanista de Martí e Fidel, guias e eternos expoentes de nossas tradições, Cuba ratifica sua vocação internacionalista e solidária com todas as causas nobres que beneficiam os povos e o gozo de seus mais elementares direitos: a liberdade, a paz e a justiça social.
Desde esta ilha afro-asiática, latino-americana e caribenha, no 55° aniversário de sua Revolução, convidamos todas as forças, movimentos, grupos, personalidades e pessoas de bem, a fomentar tudo o que nos une, respeitando nossas diferenças que, em última instância, constituem outra de nossas riquezas: a diversidade. Assim, os esperamos de 27 a 29 de outubro de 2014.
Será o Encontro da “jura de milhões” que convocou o Heroi da República de Cuba, Gerardo Hernández Nordelo, na qual estaremos enraizados, ainda, na luta que não terminaremos até termos de volta os nossos Cinco lutadores antiterroristas.

Nos vemos em 2014!

Comitê Organizador



PROGRAMA

Programa do III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba de 27 a 29 de outubro de 2014.


Segunda-feira 27 de outubro

07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00-09:45 Ato de inauguração no teatro Karl Marx.
09:45-10:00 Recesso
10:00-11:30 Conferência sobre a atualização do modelo econômico e social da Revolucão Cubana.
11:30-13:00 Conferência sobre a política exterior da Revolução Cubana e da integração latino-americana e caribenha.
13:00-15:00 Tempo livre para almoço
15:00-16:30 Conferência sobre a cooperação internacional da Revolução Cubana.
16:30-17:00 Recesso
17:00-19:30 Intervenção das delegações.
21:00 Noite cubana com os Comitês de Defesa da Revolução.

Terça-feira 28 de outubro.
07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00- 13:00 Encontros Regionais por áreas geográficas em salas (em comissões).
13:00-14:30 Almoço incluído
15:00-17:30 Homenagem a Camilo Cienfuegos. Desfile desde a Praça da Revolução até o Malecón.
18:00-19:30 Encontro de Parlamentares na Casa da Amizade.
18:00-19:30 Oficina: “Redes Sociais e Meios Alternativos” no Palácio das Convenções.
18:00-19:30 Oficina: “O turismo socio-político em Cuba” no Palácio das Convenções.
20:00 Cerimônia de condecoração com a Medalha da Amizade a personalidades amigas. Atividade com os condecorados e convidados na Casa da Amizade.
Atividades opcionais para os demais participantes.


Quarta-feira 29 de outubro.

07:00-07:45 Café da manhã no hotel.
08:00 Saida do hotel
09:00-13:00 X Colóquio pela Libertação dos Cinco e contra o Terrorismo. (Teatro K. Marx)
09:00-13:00 Encontro de estudantes e egressos de outras nacionalidades. (P. C.)
09:00-13:00 Colóquio: “A paz, necessidade imperiosa da Humanidade” (P.C.)
13:00-15:00 Almoço incluído
15:00-16:30 Leitura e aprovação da Declaração Final e plano de ação para o trabalho (Teatro K. Marx)
16:30-17:00 Recesso.
17:00-19:00 Ato de encerramento.
21:00 Hrs Concerto pela amizade de Cuba com o mundo. (Teatro K. Marx)


Quinta-feira 30 de outubro

Regresso das delegações aos seus países ou incorporação às atividades opcionais propostas pelo evento.

Nota: No domingo 26 de outubro, na sede do ICAP, acontecerá um intercâmbio com os líderes do movimento de solidariedade com Cuba que estejam presentes neste momento em nosso país.


OFERTAS DE PREÇOS
III Encontro Mundial de Solidariedade de 26 a 30 de outubro de 2014 (4 noites).
Preços do pacote em CUC por pessoa.
Preços alojamento pré e pós evento por pessoa por noite em CUC, válidos para antes de 26 de Outubro e até a noite de 31 de outubro.
Hoteis
Plan
DBL
SGL
TPL
Plan
DBL
SGL
TPL
Hoteis 1 *
CP
155,00
180,00
145,00
CP
14,00
20,00
13,00
Hoteis 2**
CP
175,00
200,00
170,00
CP
20,00
25,00
18,00
Hoteis 3***
CP
190,00
240,00
185,00
CP
25,00
35,00
20,00
Hoteis 3*** plus
CP
250,00
305,00
240,00
CP
25,00
35,00
20,00
Hoteis 4****
CP
300,00
395,00
290,00
CP
30,00
40,00
25,00
Hotel Palco
CP
300,00
395,00
290,00
CP
45,00
55,00
x
Hoteis 5*****
CP
345,00
480,00
325,00
CP
70,00
90,00
65,00
Hotel MELIA HABANA
CP
395,00
565,00
380,00
CP
70,00
90,00
65,00
Hotel MELIA COHIBA
CP
460,00
655,00
445,00
CP
70,00
90,00
65,00
Acreditação do evento
25.00 CUC por pessoa

Serviços incluídos no pacote através da  Agência de Viagens AMISTUR CUBA
INCLUI
ALOJAMENTO
4 noites de alojamento com café da manhã incluido de 26 a 30 de Outubro no hotel segundo solicitação do cliente.
OUTROS SERVIÇOS INCLUÍDOS
  • Almoço com 1 bebida incluida no dia 28 de Outubro.
  • Almoço com 1 bebida incluida no dia 29 de Outubro.
  • Ônibus para traslado segundo programa do Evento.
  • Assistência direta permanente por guias de turismo.
  • Traslado de chegada e saida desde o aeroporto internacional Jose Martí ao hotel escolhido e do hotel ao aeroporto.
NÃO INCLUI
  • Apólice de seguro
  • Acreditação no evento (25 CUC por participante).
  • Refeições adicionais.
  • Vôos Domésticos e/ou Internacionais.
  • Taxas aeroportuárias. 
  • Excesso de bagagem.
  • Bebidas alcoólicas, refrigerantes ou água mineral engarrafada adicionais.
  • Chamadas telefônicas pessoais nacionais ou internacionais.
  • Acesso a Internet.
OUTRAS NOTAS
Deve enviar sua solicitação aos seguintes contatos: infoicap@icap.cu, amistur@amistur.cu ,3encuentromundial@icap.cu , coventas2@amistur.cu com seu nome e sobrenomes completos, número de passaporte, data de chegada e saída do país com confirmação de vôos e hotel solicitado. As vagas se confirmam na medida que se envíe a informação solicitada.
De forma obrigatória todos os viajantes estrangeiros e cubanos residentes no exterior, para ingressar ao país, devem contar com uma apólice de seguro de viagem, com cobertura de gastos médicos, expedida por entidades seguradoras reconhecidas em Cuba assim como o cartão de entrada ao país.
Durante o evento poderão desfrutar das seguintes ofertas de excursões
e atividades opcionais:
Dia 28 de Outubro a noite
Cabaret Tropicana, " Um paraíso sob as estrelas" Oferta especial de Eventos; desfrute das diferentes manifestações culturais cubanas, show artístico com oferta gastronômica por pessoa que inclui: ¼ Garrafa de Rum Habana Club Añejo 3 años +1 refrigerante e 1 salgadinho
Cabaret Parisién, desfrute do Show e coquetel de Boas-vindas
Cabaret Habana Café, 1/4 Garrafa de rum Havana Club por pessoa, com 1 refrigerante e 1 salgadinho.
Visita noturna ao Complexo Morro Cabaña, desfrute cerimônia do Canhonaço das 9h00 da noite
Club Jazz Café, inclui 4 doses de Rum Havana Club Añejo Blanco, 1 Refrigerante de cola por pessoa.
Club La Zorra y el Cuervo, desfrute de espetáculo de jazz, inclui 2 coqueteis por pessoa.

Outras ofertas de excursões para os dias 30, 31 de Outubro e 1° de Novembro, para pessoas que permaneçam no país
Excursão a Cidade de Santa Clara, memorial Che Guevara e trem Blindado, 1 noite de alojamento no hotel Santa Clara Libre; Segundo dia: visita a Playa Girón, museu Playa Girón e almoço.
Cabaret Tropicana, " Um paraíso sob as estrelas" Oferta especial de Eventos; desfrute das diferentes manifestações culturais cubanas, show artístico com oferta gastronômica por pessoa que inclui: ¼ Garrafa de Rum Habana Club Añejo 3 años +1 refrigerante e 1 salgadinho
Excursão a Cidade de Santa Clara, memorial Che Guevara e trem Blindado, com almoço em restaurante local.
Excursão ao polo turístico de Varadero. Desenvolvimento turístico e sua harmonia com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável assim como o investimento estrangeiro, dia em Hotel tudo incluido (All Inclusive).
Excursão a localidade de Playa Girón, Museu Playa Girón, almoço em restaurante local e tempo de praia.
Excursão ao Polo turístico de Viñales, Passeio en bote, Cueva del Indio, almoço em restaurante local.
Excursão ao polo turístico de Varadero. Desenvolvimento turístico e sua harmonia com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável assim como o investimento estrangeiro, almoço no Complexo Praça América.
Excursão à Comunidade de Desenvolvimento Sustentável “Las Terrazas”, almoço em restaurante local.
Cabaret Parisién, desfrute de Show y coquetel de Boas-vindas
Excursão ao Complexo Turístico das Praias do Leste da Havana com almoço incluido em restaurante local.
Caminhada pelo centro histórico de Havana Velha, suas praças, ruas e lugares de interesse social e cultural, com almoço incluido em restaurante local.
Cabaret Habana Café, 1/4 Garrafa de rum Havana Club por pessoa, com 1 refrigerante, 1 salgadinho.
Visita noturna a Complexo Morro Cabaña, desfrute cerimônia do Canhonaço das 9h00 da noite
Club Jazz Café, inclui 4 doses de Rum Havana Club Añejo Blanco, 1 Refrigerante de cola por pessoa.
Club La Zorra y el Cuervo, desfrute de espetáculo de jazz, inclui 2 coqueteis por pessoa.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mandela e Cuba - por Beto Almeida

Mesmo na morte de um gigante da humanidade como o revolucionário Nelson Mandela, o imperialismo não deixa de exibir sua baixeza incorrigível ao buscar manipular a imagem deste líder para mostrá-lo como um conciliador abstrato. A revista Veja, que tem como acionistas empresários sul-africanos  apoiadores do apartheid, o apresenta como “o guerreiro da paz”, o mesmo a quem prenderam e torturaram. Seria o segundo sequestro de Mandela depois de 27 anos de prisão: o da sua imagem, para que não se saiba tratar-se de um dirigente comunista, revolucionário,  que apoiou a luta armada contra o regime racista da África do Sul e a revolução no mundo.

É obrigatório lembrar a posição de Mandela sobre Cuba, sempre sonegada pela mídia do capital, para mostrar seu pensamento por inteiro. Logo após Angola ter conquistado sua independência, em 1975,  foi alvo de agressão militar da África do Sul, que ocupou grande parte de seu território, com o apoio dos EUA e Inglaterra, que hoje fazem declarações hipócritas sobre Mandela. O presidente de Angola, Agostinho Neto, solicitou diretamente a Fidel Castro o apoio militar de Cuba. Imediatamente, se organizou uma das maiores operações de ajuda militar internacionalista, com 400 mil cubanos,  homens e mulheres, tendo lutado em solo angolano, ao longo de  um década, derrotando a agressão  imperialista e libertando Angola e Namíbia. A Batalha decisiva foi a de Cuito Cuanavale quando,  derrotadas, as tropas do regime racista bateram  em retirada.  Mandela a declara: “a Batalha de Cuito Cuanavale foi o começo do fim do Apartheid. Nós devemos a destruição do Apartheid a Cuba!”

Hoje, Cuba, que foi o único país a se levantar em armas em defesa de Angola e Namíbia e contra o Apartheid, continua a compartilhar internacionalmente, médicos, professores, vacinas e exemplos. Com o reconhecimento e solidariedade do revolucionário Nelson Mandela, que, neste episódio, mostrou sua integridade e grandeza!

Beto Almeida

Diretor de Telesur

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sobre "Os Últimos Soldados da Guerra Fria" e sobre porque eu torço por Cuba - Rita de Cássia de Araújo Almeida


psicanalista

Os Últimos Soldados da Guerra Fria de Fernando Morais é um livro extraordinário. Caso não soubéssemos que tudo que está sendo contado nele é fruto de anos de trabalho de campo feito pelo autor, poderíamos considerá-lo apenas um excelente romance de espionagem. Entretanto, não se trata de uma ficção. A intenção do autor é retratar (partindo de evidências, registros, documentos, notícias de jornal e relatos dos próprios personagens) o cenário político mundial no final da Guerra Fria, tendo Cuba e Estados Unidos como protagonistas, o que torna a obra ainda mais cativante. 

Conta a história que, após a queda da União Soviética, Cuba se dedicou a estimular o turismo, numa tentativa de minorar a crise econômica que se agravava na ilha, já que aquele país era seu principal parceiro comercial. Durante esse período, grupos anticastristas radicais da Flórida aproveitaram para promover atentados terroristas a Cuba com a clara intenção de assustar os turistas enfraquecer o Governo de Fidel Castro. Em cinco anos foram 127 ataques e apesar das dezenas de reclamações oficiais enviados por Cuba ao Governo Americano, nenhuma medida foi tomada para reprimi-los. Fidel chega a enviar uma carta a Bill Clinton, então presidente, denunciando organizações de extrema direita que funcionavam em território americano, tendo como pombo-correio ninguém menos que Gabriel Garcia Marques. Nesta carta Fidel faz praticamente uma profecia. Ao pedir que Clinton se empenhe em abortar as ações terroristas que estão sendo maquinadas em território americano, Fidel defende que se medidas não forem tomadas, “em breve qualquer país do mundo poderá ser vítima de tais atos”. Anos mais tarde, como sabemos, os Estados Unidos seriam a vítima de atentados terroristas.

Sem o apoio dos EUA e das organizações internacionais, Cuba decide tomar providências por si e cria a Rede Vespa: um grupo seleto de doze homens e duas mulheres que recebem a missão de se infiltrarem em algumas das 41 organizações terroristas de extrema direita nos EUA, a fim de colherem informações que pudessem antecipar possíveis ataques. O livro conta, justamente, a incrível história desses “soldados” enviados por Fidel aos EUA, todos travestidos de desertores do regime cubano.

O livro de Morais nos provoca inúmeras emoções, sendo que algumas delas atingirão com mais força a nós, militantes ou partidários de esquerda. E o maior mérito do livro é contar a história das relações entre EUA e Cuba de uma outra perspectiva, diferente da americana que a grande maioria acredita ser a única versão, apenas por ser considerada a versão oficial. Terminada a leitura, mesmo os menos críticos ou pouco entendedores de política internacional, vão compreender melhor os motivos de algumas conduções do Governo Cubano, e o bloqueio americano a Cuba lhes soará ainda mais insano e cruel.

O livro também lança luz sobre uma questão que intriga a muitos de nós: porque essa pobre e minúscula ilha do caribe, sem nenhum poder no cenário político internacional incomoda tanto o poderoso EUA? E que ninguém venha me dizer que o interesse americano é pela “defesa da democracia”. Todos sabemos que esse mesmo governo defendeu e sustentou, durante muito tempo, a ditadura cruel de Fulgêncio Batista na ilha caribenha, assim como fez por outras ditaduras pelo mundo.

Depois de ler Os Últimos Soldados da Guerra Fria, meu respeito por Cuba e pela Revolução Cubana aumentou ainda mais. A despeito de todos os erros que o Governo Cubano possa ter cometido, não podemos deixar de respeitar um país minúsculo, pobre e desprovido de poder político no cenário mundial que, mesmo com toda a pressão e perseguição sofrida e vítima de um bloqueio econômico de meio século, tem conseguido manter índices de desenvolvimento humano de fazer inveja a qualquer país do mundo. Pra quem não sabe: Cuba tem uma taxa de alfabetização de 99,8% (a maior do mundo segundo as Nações Unidas), uma taxa de mortalidade infantil de um para cada 5.000.000 nascidos (inferior a do EUA) e uma expectativa de vida média de 78 anos (maior que a dos EUA). 98% dos cubanos recebem energia elétrica e tem acesso a água potável e saneamento básico, e o acesso à saúde e a educação é universalizado e gratuito. Não fosse a medição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) levar em conta o PIB per capta (e nesse caso, Cuba perde pontuação por ter um PIB baixo), Cuba estaria entre os primeiros no IDH. Ou seja, ainda tem o mérito de conseguir fazer mais que o próprio EUA, com muito, muito menos. 

Depois de alguns dias necessários para digerir o impacto desse livro sobre minhas convicções o que posso dizer hoje é que eu torço imensamente por Cuba. Torço por esse país que tem se mantido como o único ponto de resistência ao capitalismo liberal, praticamente hegemônico no mundo atual. Torço pelo povo cubano que tem suportado com força e altivez meio século de embate e embargo, lutando contra um império. Torço para que Cuba continue na sua busca por melhores condições para seu povo, e que o faça como tem feito, a seu próprio modo, a partir de suas próprias convicções e ideologias e não por influência de outrem.

Marx concebia o comunismo como movimento que reage aos antagonismos do capitalismo e não como um modelo de sociedade ideal. Sendo assim, enquanto o capitalismo existir, com suas contradições e desigualdades, a “hipótese comunista”, como diz Alain Badiou, permanecerá viva. Badiou afirma ainda: “se essa hipótese tiver de ser abandonada, então não vale mais a pena fazer nada na ordem da ação coletiva. (...) Cada indivíduo pode cuidar de sua vida e não se fala mais nisso.”

É importante esclarecer que não se pode confundir a “hipótese comunista” com quaisquer atrocidades cometidas em nome do comunismo. Também, vale lembrar que inúmeras atrocidades têm sido cometidas ao longo da história em nome das mais nobres causas; em nome da paz, em nome de Deus ou Alá, em nome da democracia...a lista é longa. 

Sendo assim, não existe sociedade ideal, todas, a seu modo, possuem suas virtudes e pecados. Mas a maior virtude de Cuba, a meu ver, é a de ainda se manter como esse ponto de resistência; uma “pedra no sapato” do capitalismo mundial. Cuba cumpre a missão de ainda manter acesa a hipótese de um mundo no qual somos considerados seres humanos e não apenas consumidores, onde a natureza seja vista como uma Mãe Generosa e não como matéria prima para ser moída na máquina consumista (segundo o último relatório do WWF Cuba é o único país do mundo com desenvolvimento sustentável), e no qual a noção de solidariedade não seja engolida pela sua versão pervertida: a caridade – quem tem mais (dinheiro) dá a quem tem menos (a mídia não divulga, mas, depois do terremoto que devastou o Haiti em 2008, apesar das nações mais ricas do mundo prometerem missões humanitárias monumentais, depois de alguns meses, só continuaram por lá os Médicos Sem Fronteiras e a brigada de 1.200 médicos cubanos, especializada em desastres e emergência, brigada que foi rejeitada pelos norteamericanos após o furacão Katrina e a primeira a chegar e última a sair do Paquistão, após o terremoto de 2005).

É por tudo isso que reforço aqui minha torcida por Cuba, torço para que esse minúsculo e grandioso país continue nos livrando de um mundo onde o capitalismo seja a única hipótese possível.

Feed do Substantivu Commune