"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Insistindo ( contra) na questão do voto nulo

Continua, pela Internet, a campanha pelo voto nulo. Considero-o um equívoco mas são respeitáveis e compreensíveis as razões dos que insistem nele. Por isso tudo resume-se, de um lado à turma do protesto, do desencanto, da descrença geral, que acusam os políticos ( os existentes e os que tentam chegar a mandatos! ) de ladrões; do outro, uma minoria consciente e o TSE tentando mostrar como o voto é importante e como ele tem relação direta coma vida cotidiana pós eleições.

Essa discussão é em grande medida bloqueada pela personalização da discussão. A turma do voto nulo sustenta que todos os politicos são ladrões e, preconceituosamente, que também os que não têm mandatos mas tentam, obtê-lo, são ladrões também.! Portam-se como Diógenes desiludidos cuja lanterna já gastou a bateria e não acharam ninguém honesto. Daí, desligaram a lanterna e voltam para seus barris.

Acontece que o problema da política NÃO É achar pessoas honestas, embora elas sejam imprescindíveis. Mas sim, empurrar o barco na direção certa. Para isso, há uma saída possível: O voto de legenda orientado.

Exemplo: votar na legenda ( só no nº do partido) dos partidos que não produziram nem deram legenda para nenhum mensaleiro ou sanguessuga. Dentre os que sobram ( uns 4 ou 5) escolher aquele cujas idéias gerais mais se aproximam das nossas e votar no nº deles (dos partidos) nas eleições legislativas. É eficaz, faz diferença e pode ser um poderoso incentivo e prêmio para os partidos que se esforçaram para oferecer nomes limpos para o eleitor e pagam um preço por isso. . É que no Brasil, os dados eleitorais comprovam, o eleitor não premia os partidos que têm esse tipo de preocupação.

Sem partidos não há democracia. Sem punições e recompensas aos partidos nenhum sistema de escolha democrático funcionará e , em última instância, só o eleitor pode premiar ou punir. Citei mensaleiros e sanguessugas só como exemplo, mas pode-se criar e usar qualquer critério visando os partidos e NÃO os candidatos.

O voto majoritário ( no Executivo) é um voto mais unipessoal, mais personalista, em pessoas, mas o voto proporcional no Legislativo é, ou devia ser, o voto em idéias, posturas, comportamentos e atitudes. Quando se pensa assim, descobre-se que decidir como votar bem é menos difícil do que parece. Quem vota assim raramente se arrepende. Fica a sugestão.

Carcará

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