"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

terça-feira, 19 de maio de 2009

Atrito gera movimento


Hoje conversando com um colega de trabalho, percebi o quanto os brasileiros, mesmo tendo a indignação sempre presente no peito, não percebem o quanto são responsáveis até por sua omissão. Esse papo do "Cansei" é balela. Brecht é que tinha razão porque a lógica das relações é que determina quem é protagonista da sua própria vida e quem se cala e tem sua vida determinada por outros. Não há meio termo.

Às vezes acho que as pessoas irão, como um balão que vai enchendo, estourar a qualquer momento e a revolução irá acontecer. Nem que seja a do comportamento. Mas de repente, me deparo com a acomodação. E, claro, velhos clichês do tipo: "eu não me misturo porque é tudo podre", para explicar como é mais confortável viver apenas em função do próprio umbigo.

E olha que bastava, pra início de conversa, prestar atenção em quem se votou. O que ele está fazendo e, dentro do processo democrático, não o eleger novamente se assim fosse sua avaliação final. Esse panfleto que já circula na internet e que encontrei no blog do Marcelo Tas, mostra como as coisas podem caminhar até pra um discurso mais "radical", mas que forçam um atrito. E, diz a física, atrito é o que gera movimento.

A conquista do processo democrático foi longa, dolorosa e muitos morreram nesse caminho. O Congresso Nacional, por incrível que pareça, é símbolo dessa luta. Por isso também acho que é importante pegar leve porque as instituições públicas não podem ser desmoralizadas simplesmente porque existem alguns que não conseguem gerir a tal "coisa pública". Talvez, discutindo as ferramentas de escolha (olha a Reforma Política aí), talvez iniciando esse debate coletivo que pode gerar outros movimentos... Conversar sobre o que nos incomoda, encontrar soluções para entender o que está ou não ao nosso alcance, já é um grande começo.

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