"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

sábado, 5 de novembro de 2005

Ricardo Noblat e outras histórias

Noblat, há alguns anos, colocou na "geladeira" um conhecido cartunista de Brasília. A impressão que se deu, quando estourou o escândalo dos irmãos Passos (abafado no dia seguinte à sua saída) era de que ele estava sendo sacrificado politicamente para entrada do Ari Cunha, este, aliado do grupo que domina o poder local.

Na verdade, o Correio Braziliense não era, na época do Noblat, muito diferente do que é hoje. Tendencioso, omisso, muitas vezes irresponsável e orientado pelo grupo político da situação, tal como sabe qualquer brasiliense. Não à toa, sempre que há uma mudança de "coloração" da bandeira de governo, cai a diretoria do jornal, coisa que aconteceu na época em que ele saiu.

Interpretando o conflito no Oriente Médio, o chargista colocou um canhão (com o símbolo da bandeira de Israel) atirando na pomba da paz, numa interpretação ácida da quebra do acordo de paz perpetrada por Ariel Sharon e sua política de Estado genocida. No dia seguinte, visita na redação de representantes da embaixada e colônia judaica. Para azar maior do cartunista, acusado de anti-semita (!), a esposa de Noblat também é judia. O hoje "arauto do jornalismo livre", negou direito de resposta ao chargista e ainda usou o espaço da charge para um mea culpa público, em nome do jornal, se esquecendo da tão festejada liberdade de expressão.

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