"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Foi sem querer mesmo?

As pessoas que tentaram acessar o site do Ministério do Trabalho e Emprego para consultar o andamento da solicitação do seguro-desemprego, tiveram a desagradável surpresa de ver as letras dispostas na tela (tipo "caça-palavras") pelo sistema de verificação para consulta de dados, formarem palavras como "vagabundo", "potranca", "frouxo" e outras do mesmo nível.

Um economista, desempregado há um mês, escreveu para o Eu-Repórter, a seção de jornalismo participativo do jornal O GLOBO. Claro, virou notícia.


"Se é uma forma de evitar consultas por robôs, tudo bem. Mas ter a infeliz idéia de colocar essa palavra numa consulta que será feita por alguém que está desempregado é um desrespeito. Lembro que o PT não gostou quando o (ex-presidente) Fernando Henrique chamou os aposentados com menos de 50 anos de vagabundos. Agora, o atual governo faz o mesmo com quem está desempregado no meio de uma crise econômica mundial?", escreveu Costa.

Segundo a Datamec, desenvolvedora do aplicativo, o sistema apresentava na tela uma folha semelhante a um caça-palavras com códigos circulados, dos quais apenas um forma uma palavra em português. O usuário deveria identificá-la e digitá-la. Eles afirmaram que a geração dos códigos era feita de forma aleatória, a partir de um repertório composto por aproximadamente quatro mil palavras coletadas de um dicionário eletrônico.

Depois que a reportagem mostrando a ocorrência de palavras constrangedoras foi publicada no site do GLOBO, ontem à tarde, o Ministério do Trabalho alterou a forma de consulta às informações do seguro-desemprego. E procurou se retratar publicamente: "Pedimos desculpas aos trabalhadores usuários pelos inconvenientes, e comunicamos que o objetivo do MTE é sempre prestar o melhor serviço aos cidadãos, corrigindo os eventuais erros neste atendimento". Além disso, a partir do fim da tarde, o sistema de "caça-palavras" tinha sido substituído por combinações aleatórias.

Bom, como progamadora, posso afirmar que existe um recurso de filtros que pode evitar esse tipo de problema. Além disso, considero que, estatísticamente, a ocorrência frequente de palavras ofensivas, me pareceu não ser tão "aleatória" assim.

Quem desenvolve sistemas, vai concordar comigo que "aleatório" em informática é aleatório mesmo. Num universo de quatro mil palavras, para aparecer somente esse tipo de palavra, é porque foi utilizado um banco de palavras em que essas de nível duvidoso, eram maioria. Além disso, é muito mais eficiente um sistema que combina letras e números.

Mas é aquela coisa, eles explicaram assim né... vamos acreditar!

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