"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quarta-feira, 6 de março de 2013

Chávez, o homem que viveu múltiplos personagens

POR BOB FERNANDES


Ele não foi um. Foi muitos. Assim costumam ser os humanos e suas personas, mas poucos, pouquíssimos deixam a vida com a dimensão, polêmica ou não, que deixaram Hugo Rafael Chávez Frías e os personagens que viveu e interpretou.
A mesma mídia do mundo que sempre buscou encolhê-lo, enquadrá-lo tão somente no papel de clown, de animador das massas, uma espécie de Chaves, o mexicano, passado o perigo –ele em vida- admite nas manchetes, linhas e entrelinhas:
- …o populista que reduziu a pobreza…o caudilho que tirou milhões da pobreza e da miséria…o homem que impactou a América Latina…o legado de Chávez…
Vladimir Putin, o presidente da Rússia, o conhecia bem. Empresas russas estão na Venezuela fazendo negócios, erguendo muitos dos milhares de apartamentos que o governo Chávez entregou, entrega de graça para pobres e miseráveis. Putin, como em breve mostrará a história, uma história, conheceu Chávez em situações limite. Conheceu a ponto de poder assim defini-lo após a morte:
- Chávez foi um homem extremamente exigente consigo mesmo…
Dito isso, o mais importante nessa história, Putin ateve-se ao protocolar:
- Chávez foi um homem fora do comum e forte, que olhava para o futuro…
Putin foi dos primeiros a telefonar para Chávez quando, em abril de 2002, o presidente voltou ao poder depois de pouco mais de 30 horas de um golpe de Estado midiático e militar. Ao telefone, Putin então confessou para Chávez sua perplexidade:
- Isso foi inexplicável.
Um privilégio, para um repórter, viver, testemunhar um golpe de Estado e um contragolpe. 
Ver pobres e miseráveis despencarem dos seus morros e favelas para defender o "seu" presidente. E ter a chance de entender profundamente porque fizeram isso com uma paixão e fúria que o jornalismo à distância, asséptico, tenta resumir e embrulhar nas expressões "caudilho"…"populista"…
Não que não possam caber as definições de prateleiras e gavetas, mas elas mais revelam quem delas se vale do que explicam o porquê da paixão e da fúria dos pobres e dos miseráveis. E eles, pobres e miseráveis, eram bem mais do que a metade dos 24 milhões de habitantes da Venezuela naquele março de 2002, exato um mês antes do golpe.
Às sete e quarenta da manhã de um domingo, tocou o telefone no quarto do hotel Tamanaco Intercontinetal. Marisete, assessora do presidente da República, comunicou:
- O senhor deve estar aqui às oito horas. O presidente vai viajar e o senhor irá junto.
A conversa, a entrevista, só começaria à noite, 13 horas depois. Ali, uma primeira lição de Venezuela. Quando alguém garantir que algo irá acontecer "tempranito, tempranito", prepare-se. Esse "cedinho, cedinho", ou "logo, logo", pode demorar. Ou nem acontecer.
A conversa só se deu à noite porque, antes, Chávez queria mostrar a "sua" Venezuela. E apresentar uma ou várias de suas personas.
No Forte Guaicapuro, a 55 quilômetros de Caracas, Hugo Chávez apresentou a alta cúpula militar ao enviado da revista Carta Capital. E apresentou, ao mesmo tempo, o animador de auditório, o comunicador de massas, Hugo Chávez, diretor e apresentador do programa dominical Alô Presidente.
Fundamental aquela manhã e tarde sob sol causticante. Ali estavam muitos dos generais, coronéis e almirantes que, um mês depois, dariam o golpe, ou executariam o contragolpe. As perguntas ao repórter no seu programa, as brincadeiras com a gravata vermelha, facilitariam o trabalho, abririam as portas do Palácio Miraflores um mês depois, no rastro do contragolpe.
Naquela manhã e início da tarde, o presidente/locutor, o "populista" atendeu dezenas de associações de bairro, de comunidades, de sindicatos. Ouviu e respondeu aos remediados, aos pobres e miseráveis.
Ao vivo, depois do programa, ou por telefone durante, autorizou empréstimos bancários, postou-se em favor da senhora enganada na compra de um automóvel, de outra tapeada numa farmácia, entrevistou longamente um corneteiro do Exército.
Diante das câmeras, pediu ao corneteiro o toque da hora do almoço e lembrou: "Vamos às arepas". Arepa, a panqueca que é o feijão com arroz dos venezuelanos.
Naquele Alô Presidente de número 99, ao tempo em que entrevistava o corneteiro, Chávez anunciou uma linha de crédito para militares, no valor de US$ 100 milhões:
- Não é justo que vocês permaneçam sem chances de ascensão nas Forças Armadas, é preciso dar lugar aos jovens que vêm das classes baixas…
Era tarde. O golpe contra ele já estava em andamento. E seria dado por alguns dos que estavam ali, no Forte Guaicapuro.
À noite, na entrevista feita no gabinete presidencial, Chávez, um apaixonado por História, deixaria claro ter a percepção do que se avizinhava.
- O senhor conhece História. (…) Não parece claro que haverá um confronto final?
A essa pergunta, o tenente-coronel eleito presidente quatro anos antes, respondeu:
- (…) teremos o trabalho de derrotar a guerra suja inimiga.
- (…) o senhor cederá?
- Não cederei, não podemos ceder…
Em meio à conversa, a frase que iria para a capa de Carta Capital. Frase profética, não sabíamos o quanto até esse 5 de Março de 2013:
- Sou um soldado. Fico até 2013, ou…
Naquela conversa, outro Chávez. Num lique-lique, tradicional traje que lembra os safáris de Jânio Quadros e as fardas maoístas, ladeado por óleos com Simón Bolívar, António Paes… heróis da Libertação. Em quase tudo diferente do líder de massas, daquele quase "Chaves", do animador de programa de televisão que não poupava nem a si mesmo nos momentos de galhofa.
À noite, no Palácio, um homem de olhar arguto, duro, mas sereno. Algo de acuado que o entorno militarizado e extremas regras de segurança no acesso a ele não negam. Em apenas um momento, uma concessão ao personagem da manhã. E logo à primeira pergunta, também, uma citação a quem seria inspirador e cada vez mais um parceiro estratégico:
- Quem é Hugo Chávez?
- "Sou um tipo que anda por aí". Isso me disse Fidel em certa ocasião e eu gostei da frase: "Sou um tipo que anda por aí".
Um mês depois, na noite do golpe, Chávez receberia um telefonema e conselhos de Fidel Castro. Conselhos que se revelariam sábios:
- Não se imole nem aos seus homens. Venha para Cuba e o receberemos com um milhão de homens e mulheres nas ruas. Isso não terminará assim…
Não terminou. Chávez foi preso, em alguns momentos viveu ações, a tensão e a expectativa de quem seria assassinado, mas voltou ao Palácio Miraflores na noite do sábado, 13 de abril.
Dos 37 chefes de Estado de quem recebeu ligações e cumprimentos, o primeiro foi Fidel Castro.
O experimentadíssimo homem que liderou a queda de Fulgêncio Batista, que, em 2002, desafiava há 43 anos a maior potência da Terra, os Estados Unidos, e que sobreviveu há mais de uma centena de tentativas de riscá-lo do mapa, assim como Putin confessou a Chávez:
- Isso foi incrível. Estou estupefato.
A brincadeira com a gravata vermelha um mês antes, a curiosidade, o desejo de conhecer por dentro um golpe e um contragolpe levariam a quatro dias, noites e madrugadas no Palácio Miraflores. A ouvir quem tivesse histórias para contar naqueles momentos em que as línguas ainda estão soltas pela euforia da vitória.
Daquela história emergiu um outro extraordinário personagem. O general Raúl Isaías Baduel.
Baduel comandava a 42ª Brigada de Paraquedistas, em Maracay, a uma hora e meia de Caracas.
Maracay, onde estavam os caças, a força com capacidade de bombardear, de decidir aquele ensaio de guerra civil. O general entraria para a História com suas ações, e com uma frase.
Final da manhã do sábado. O governo de Pedro Carmona Estanga, o empresário depois conhecido como "El Breve", em menos de 24 horas havia dissolvido todos os poderes.
A oposição que acusava Chávez de ser um ditador, que detonara o golpe liderado por militares e por grande porção da mídia, em especial emissoras de televisão, ao tomar o Poder, fechou a Assembleia Nacional, o Judiciário, o Ministério Público…
Estão todos no Miraflores neste final de manhã do sábado, 13 de abril de 2002, inclusive a mais alta cúpula da influente Igreja Católica. Não mais os mestiços, os descendentes de negros, índios e mulatos, os zambos de até a antevéspera. Os novos ocupantes do Palácio, está na pele, têm traços caucasianos.
Senhores em trajes de fino corte, senhoras de vestes e joias faiscantes, tudo registrado pelas câmeras de um casal de jovens irlandeses. Que flagram o momento em que as taças de champanhe, garrafas e copos são abandonados sobre as mesas. O telefonema do general Baduel é decisivo:
- Eu não negocio. Eu me apego à Constituição. O presidente Chávez me garantiu que não renunciaria, eu acredito nele. E, se ele renunciasse, o vice-presidente é quem deveria tomar posse. Vocês golpearam o presidente. Isso é um golpe de Estado…
No telefonema, dado para um militar de patente superior à sua, Baduel, que moveu-se todo o tempo atento aos ensinamentos de A Arte da Guerra, de Sun Tzu, dá a estocada final:
- Meu general, se vocês não devolverem vivo o presidente Hugo Rafael Chávez Frías, faltarão postes na Venezuela para pendurá-los.
O general Raúl Baduel é hoje, e já há quatro anos, um prisioneiro do governo que foi de Chávez e agora é de Nicolás Maduro. 
Amigo pessoal há mais de 30 anos, colega de Academia Militar, compadre de Chávez, ministro do Exército e da Defesa depois do golpe, Baduel está condenado e preso em Ramo Verde, prisão em Los Teques, a uma hora de Caracas.
Acusado de corrupção, Baduel nega com veemência. Em 2007, ele se opôs – e venceu – à mudança da Constituição que permitiria outra reeleição. Baduel, hoje diz ser "um preso de consciência". Um preso político.
Terra Magazine tem ouvido personagens decisivos da História recente e atual da Venezuela. Nos próximos dias, Baduel contará aqui detalhes da história e do rompimento do amigo e presidente que ajudou a salvar do golpe de 2002.
Nesse sábado, 13 de abril, o contragolpe se completa na sequência do telefonema de Baduel.
Vindos pelo subterrâneo que liga ao outro lado da Avenida Urdaneta e ao Palácio Branco, onde se aquartelam, jovens oficiais e soldados da guarda pessoal de Chávez tomam de volta o Miraflores.
No início da tarde de sábado, via CNN, a imagem corre o mundo. No telhado do Miraflores, o tenente K, 39 anos, fuzil numa das mãos, faz o V da vitória.
Amontoada, espremendo-se contra as grades do palácio, a multidão enlouquecida. Eles, como se diz com uma ponta de respeito e temor, "baixaram dos cerros". Desceram das montanhas, das favelas de Caracas, para defender seu líder:
- Devuelvan Chávez… Con Chávez hasta la muerte… Chávez, muero por ti…
Pouco mais de dois anos depois. Quinze de agosto de 2004. Onze e meia da noite. No mesmo gabinete presidencial, acompanho com Chávez os minutos finais do Referendo que, de maneira arrasadora, confirma seu mandato.
Estamos a sós, por quase uma hora. O Chávez apaixonado por História aponta para o óleo com António Paes e discorre sobre seu desejo de fazer reparos na saga da libertação da América Espanhola:
- Esse nasceu pobre e morreu rico, em Nova York. Traiu o bolivarianismo. Quando fazendeiro, foi contra a libertação dos escravos. Já procurei um pintor. Falei: "Você faz um quadro no mesmo estilo". Estou pensando em tirá-lo daí, em colocar Ezequiel Zamora ou Francisco de Miranda no lugar de Paes…
O resultado é proclamado extra-oficialmente. César Gaviria, secretário-geral da OEA, a Organização dos Estados Americanos, não quer aceitar a vitória de Chávez. Ouve a oposição e fala em fraude.
Jimmy Carter, presente em mais de 50 países com seu Centro Carter, está em Caracas como observador internacional. Para atestar, ou não, a legalidade da eleição. Carter fala com Chávez ao telefone e o felicita pela "vitória limpa". E segue para um encontro com Gaviria.
O ex-presidente dos Estados Unidos diz ao secretário-geral da OEA que não existem "sequer indícios" de fraude:
- O processo foi limpo, nós acompanhamos.
Quarenta e oito horas depois, ao entrar no Limoncello, fino restaurante da capital, Carter é vaiado.
Néstor Kirchner, o presidente argentino, telefona. Fidel Castro também. E Lula?
- Ele me ligou ontem à noite, de Brasília, ia para a República Dominicana e depois ao Haiti, onde vai jogar a seleção brasileira. Ele me convidou para ir ao futebol, mas nesse jogo não dá para ganhar dos brasileiros…
Chávez considera seus erros:
- O mais grave, no exercício do poder, foi descuidar da comunicação lá no início.
- Reconheço que, nesse cenário, radicalizamos demais, porque sem ter como falar com as classes médias, perdemos um bom pedaço delas. Por isso, ao voltar do golpe, com o crucifixo nas mãos, pedi perdão ao povo venezuelano e me declarei mais aberto do que nunca ao diálogo.
Dois anos antes, grande parte da mídia embarcou no golpe, ajudou a patrociná-lo. Hugo Chávez teve então todas as provas legais para cassar a concessão de canais de televisão. Por que não o fez?
- Porque as coisas, no poder, não se movem assim, de maneira linear – é a resposta na noite do Referendo.
A propósito. Dois meses antes, num encontro secreto costurado por Jimmy Carter, Chávez conversou com Gustavo Cisneros, o maior milionário da Venezuela e o segundo na América Latina.
Dono da rede de TV Venevisión, e da DirecTV/América Latina, distribuidor da Coca-Cola, etc. Na conversa, Cisneros informou ao presidente Chávez:
- De agora em diante, a minha televisão vai mudar, mas pouco a pouco, porque de outra maneira não seria possível.
A TV de Cisneros, pouco a pouco, mudou.
Chávez me leva à Sala de Crise, onde, com dezenas de televisores, ministros, equipes de analistas e de hackers acompanham, rastreiam a eleição por todo o país.
Chávez consulta aos seus assessores mais próximos. O que fazer primeiro? Falar com os 132 jornalistas estrangeiros e outros 50 venezuelanos credenciados, ou dirigir-se à multidão?
Convocar uma cadeia nacional de rádio e TV? O presidente surpreende o repórter:
- Vou de terno ou sem terno?
Não me cabe responder. Chávez contraria à quase totalidade dos assessores. De camisa vermelha e tênis, discursa no balcão interno do Palácio. Ali, convidados estrangeiros, e milhares dos seus mais próximos amigos e seguidores. No outro lado do Miraflores, a multidão acompanha o discurso em telões.
Pouco antes, o presidente que falava em "conciliação" ouve a sugestão de Jesse Chacon, ministro da Comunicação e antigo companheiro de armas:
- Seja magnânimo.
Chávez arranca gargalhadas ao repetir, em forma de pergunta, a sugestão:
- Magnânimo…?
Antes do discurso, peço licença por alguns minutos. Para ver o que se passa na Avenida Urdaneta, onde o povo começa a chegar junto com as notícias da vitória. Ao meu lado, o deputado argentino Miguel Bonasso, amigo pessoal do presidente Néstor Kirchner.
Os olhos de Bonasso se arregalam diante da multidão que, passada a meia noite, avança pela Urdaneta em direção ao palácio. Ali, um extrato de uma porção do chavismo.
Como se num filme do realismo italiano, homens e mulheres em cadeiras de roda, homens-tronco, descamisados ou em farrapos vermelhos avançam no início da madrugada na violenta Caracas.
Dos alto-falantes vazam os épicos de Alí Primera, o finado poeta e cantor da Revolução Bolivariana. A horda de desdentados ou quase grita, chora, chama por Chávez. O deputado Bonasso gargalha diante de tanta alegria, tanta paixão, e concorda:
- Imaginemos se a bebida estivesse oficialmente liberada nesta eleição.
Dois anos depois, em 2006, novamente no mesmo palácio, na mesma sala, outro longo dia. Outra noite e madrugada com mais uma vitória de Hugo Chávez, a da reeleição.
Outra entrevista. Outras conversas, como muitas outras ainda viriam. Mais revelações, bastidores para uma história a ser contada.


 
Quarta-feira, 6 de março deste 2013. Dez e quarenta e cinco da manhã, hora de Caracas. O corpo de Hugo Rafael Chávez Frías está no caixão coberto pela bandeira da Venezuela. O caixão, carregado pela Guarda de Honra, vai deixar o Hospital Militar.
Hugo Chávez será velado com honras na Academia Militar, dentro do Forte Tiuna, a maior guarnição militar do país. Desde a madrugada, milhares e milhares de venezuelanos fazem fila para, pela última vez, ver o seu presidente.
No hospital, a família se despede do filho, do pai, do irmão. Um Pai Nosso, e o hino que Hugo Chávez tanto amou e que às vezes, sem o perceber, cantarolava em meio a reflexões:
- Gloria al bravo Pueblo que el yugo lanzó/ la ley respetando la virtud y honor…
O povo, à frente do Hospital Militar, em silêncio. Silêncio e lágrimas. Quem lá está ouve, de quando em quando, o grito, puro desconsolo, desespero:
- Que Viva Chávez!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dossier Yoani Sánchez (Para uso de la prensa)

Fonte: Midiacrucis


Verdades irrefutables de los vínculos de Yoani Sánchez con los servicios de inteligencia norteamericanos
Recientes:


De los archivos:
Otos:
Videos de Cubainformación TV sobre Yoani Sánchez:
Descargue los cables de Wikileaks (originales en inglés) y la “entrevista” de Barack Obama:
  • 09HAVANA527: Preguntas (y respuestas redactadas por la SINA) de Yoani Sánchez a Obama (PDF,  98Kb)
  • 09HAVANA695: Bloguera emocionada por respuestas de Obama (redactadas por la SINA) (PDF, 90Kb)
  • Las “respuestas de Obama”, en inglés (PDF, 582 Kb )
    Denuncias falsas
    Yoani Sánchez ha protagonizado, además, numerosos casos de denuncias probadamente falsas. Su denuncia, en 2009, de un secuestro de veinte minutos, en el que habría sido golpeada por desconocidos, se demostró una completa farsa. En 2010, denunció el bloqueo por parte del Gobierno cubano de sus mensajes a Twitter, cuando había sido esta empresa estadounidense la responsable del corte del servicio. En septiembre de 2011, un cable revelado por Wikileaks demostró que su entrevista al presidente Barack Obama, publicada dos años antes en su blog, y que supuso un gran espaldarazo mediático para la bloguera, fue en realidad cocinada en la oficina diplomática de EEUU en La Habana. Recientemente, la bloguera cubana, financiada por Estados Unidos, encabezó una campaña contra Cuba “denunciando” la muerte de un reo por huelga de hambre. El propio Fidel Castro desmintió esa manipulación en una reflexión que recibió amplia repercusión de la prensa internacional.
Conclusión
Conclusiones a las que llegó Salim Lamrani, periodista que investigó las relaciones de Yoani Sánchez con Washington.
Casi medio siglo después de su elaboración, la política estadounidense que consiste en crear y apoyar a una oposición interna en cuba sigue vigente. Esta estrategia, clandestina durante cerca de treinta años, es ahora reivindicada y pública, aunque el derecho internacional la considera ilegal. Así, la financiación de la oposición cubana por parte de Estados Unidos alcanza varios millones de dólares al año. Frente a la erosión de la disidencia tradicional que representan Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, Vladimiro Roca, Marta Beatriz Roque, Guillermo Fariñas y las Damas de Blanco, Washington apuesto ahora por la nueva generación de opositores cuya figura emblemática es la bloguera cubana Yoani Sánchez.
Los contactos diplomáticos de la bloguera disidente le permiten llegar hasta la Casa Blanca y se reúne regularmente con los altos funcionarios estadounidenses tales como Bisa Williams. Para evitar las críticas, Estados Unidos diversifica su apoyo a la oposición cubana. Además de la ayuda financiera directa que propone ha elaborado, gracias a la poderosa red política y mediática de la que dispone, un sistema de financiación “legal” que consisten en recompensar la oposición al gobierno de La Habana mediante premios dotados de varias decenas de miles de dólares, como lo ilustra la avalancha de distinciones que ha recibido Sánchez, la nueva ninfa Egeria de Washington, en el espacio de algunos meses.
El objetivo de Washington ya no es federar a la población cubana alrededor de estas personas que preconizan un cambio de sistema en Cuba, pues sabe que su discurso no es audible entre los habitantes de la isla, cuya mayoría permanece fiel al proceso revolucionario a pesar de las dificultades y vicisitudes cotidianas. La oposición aliada a Estados Unidos, en el mejor de los casos, suscita la indiferencia entre los cubanos, y muchas veces el rechazo. La guerra es más bien de orden mediático. Al mantener la presencia de una oposición interna, incluso sin envergadura y carente de toda base popular, permite justificar su política de aislamiento y de sanciones contra el gobierno de La Habana en nombre de la lucha por “los derechos humanos y la democracia”.
Yohandry Fontana
La Habana
Nota:
Los textos y fuentes aquí citadas pueden ser utilizados por la prensa nacional e internacional; y los amigos de Cuba que deseen difundir estas verdades irrefutables de los vínculos de Yoani Sánchez con los servicios de inteligencia norteamericanos.
Para cualquier otra información escribir a yohandry8780@gmail.com
Fonte: Yohandry

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Lideranças guarani-kaiowá repudiam reportagem em revista Veja

Do Blog do Nassif


Lideranças da comunidade indígena Guarani-kaiowá emitiram, nesta segunda-feira (5), uma nota de repúdio à reportagem publicada na revista Veja sobre a situação dos indígenas no Mato Grosso do Sul. Para eles, a matéria assinada por Leonardo Coutinho é racista e discriminatória.
“Fica evidente que o jornalista Leonardo Coutinho não procura compreender e divulgar a realidade dos Guarani e Kaiowá, faltando com a verdade total consigo mesmo, ou melhor, se desrespeitando e mentindo para todos cidadãos do Brasil”, escreveram as lideranças.
A revista, publicada na sexta-feira (2), teria argumento que ONGs e antropólogos manipulam a luta dos indígenas pela retomada de suas terras. O texto exalta a produtividade do agronegócio no MS e diz, de forma irônica, que índios ameaçam tomar todo o território brasileiro.
“A revista Veja, como sempre, não perdeu a oportunidade de apresentar a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como se nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes, fomos considerados como selvagens e truculentos”, afirmam os indígenas em nota.
Os Guarani-kaiowá aproveitaram a carta para agradecer aos cidadãos brasileiros que demonstraram apoio a sua causa através das redes sociais.
Confira a carta na íntegra aqui.
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Esta nota das lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowá visa destacar a importância das manifestações públicas conscientes de cidadão (ã) do Brasil em defesa da vida Guarani e Kaiowá.
Além disso, pretendemos repudiar reiteradamente a divulgação e posição racista e discriminante de jornalista Leonardo Coutinho da REVISTA VEJA.
Observamos que na última semana, a REVISTA VEJA divulgou os temas: “VISÃO MEDIEVAL DE ANTROPÓLOGOS DEIXA ÍNDIOS NA PENÚRIA” E “NAÇÃO” GUARANI. Autor-jornalista é o Leonardo Coutinho.
A princípio, nós lideranças Guarani e Kaiowá entendemos que os cidadãos (ãs) brasileiros (as) merecem respeito, em geral, esperam de um jornalismo democrático um resultado da investigação justa e séria dos fatos para divulgá-los com ética e responsabilidade, demonstrando fielmente versões das partes envolvidas de modo a que a opinião pública possa construir conhecimento isento a respeito do tema divulgado, não é o que se constata na REVISTA VEJA diante da situação do Guarani e Kaiowá em foco.
Em primeiro lugar, constatamos que na divulgação mencionada de REVISTA VEJA há manifestação de racismo, preconceito e discriminação. Assim, fica evidente que o jornalista Leonardo Coutinho é racista, ele não procura compreender e divulgar a realidade dos Guarani e Kaiowá, faltando com a verdade total consigo mesmo, ou melhor, se desrespeitando e mentindo para todos (as) cidadãos (ãs) do Brasil. Visto que esse jornalista racista da REVISTA VEJA nem se preocupa em fazer o trabalho de jornalista a partir de uma aproximação minimamente científica, mas ele fez e divulgou o tema Guarani e Kaiowá de modo distorcida a partir de corpus de informações sem fundamento, meramente embasado em senso comum e sem valores científicos.
No contexto atual, é importante se observar que diante da manifestação contínua dos cidadãos (ãs) do Brasil em favor da demarcação e devolução de territórios tradicionais aos Guarani e Kaiowá, a imprensa REVISTA VEJA, como sempre, não perdeu a oportunidade de apresentar, mais uma vez, a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes, fomos considerados como selvagens e truculentos; assim, nesta manchete da REVISTA VEJA há, antes de tudo, incitação ao preconceito, a discriminação e ao ódio o que acaba por colocar em risco total toda a população Guarani e Kaiowá, alimentando violências, racismo, discriminação e estigmas sobre os Guarani e Kaiowá, por isso, nós lideranças da Aty Guasu pedimos as autoridades competentes para realizar uma investigação rigorosa e punição cabível ao autor, Leonardo Coutinho que foi responsável pela divulgação de imagem negativa Guarani e Kaiowá na REVISTA VEJA.
Diante dessa divulgação infundada da REVISTA VEJA a respeito de luta Guarani e Kaiowá, nós lideranças indígenas não acreditamos que a maioria dos cidadãos (ãs) do Mato Grosso do Sul e do Brasil tenha conhecimento sobre Guarani e Kaiowá somente a partir do senso comum a distância, porém compreendemos que todos (as) brasileiros (as) manifestantes são educados e adquirem os seus conhecimentos sobre a situação atual Guarani e Kaiowá a partir de observações diretas da realidade do grupo social que por isso têm fundamentos para refletir e se manifestar como cidadão (ã). De fato, é isso que está ocorrendo no último mês no Brasil, cidadãos (ãs) conscientes se manifestaram e ainda se manifestam, através das redes sociais e em espaços públicos, em favor da vida dos Guarani e Kaiowá, exigindo as efetivações de direitos humanos e indígenas. Porém, o jornalista Leonardo da REVISTA VEJA considera que esses cidadãos (ãs) manifestantes seriam ignorantes e não conheceriam as situações dos Guarani e Kaiowá, os tachando de ignorantes aos cidadãos (ãs) em manifestação. Em nosso entendimento, como indígenas Guarani e Kaiowá, consideramos sim que esses cidadãos (ãs) manifestantes de várias federações do Brasil conhecem muito bem a nossa história e nossa situação atual, por essa razão ampla se manifestam em favor de nossa vida para garantir a nossa sobrevivência. Enquanto o Leonardo Coutinho da REVISTA VEJA tenta colocar os Guarani e Kaiowá em risco total além de ignorar os conhecimentos dos cidadãos (ãs) manifestantes.
Queremos deixar evidentes que nós lideranças da Aty Guasu Guarani e Kaiowá de modo autônomos e conscientes vimos lutando pela recuperação de nossos territórios antigos, essa luta pelas terras tradicionais é exclusivamente nossa, nós somos protagonistas e autores da luta pelas terras indígenas, nós envolvemos os agentes dos órgãos do Estado Brasileiro, os agentes das ONGs e todos os cidadãos (ãs) do Brasil e de outros países do Mundo.
Finalizando, nós lideranças da Aty Guasu Guarani e Kaiowá de modo conscientes vamos lutar sem parar pela recuperação de nossas terras antigas, juntamente com cidadãos (ãs) manifestantes do Brasil em destaque, continuremos a lutar contra GENOCÍDIO Guarani e Kaiowá e iremos insistir na necessidade premente do Estado brasileiro se envolver profundamente com o nosso problema Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul. Sabemos que Governo do Brasil tem seu dever Constitucional assumir e decidir com firmeza e rigor uma dinâmica eficaz para fazer respeitar Direitos Humanos e Indígenas no Mato Grosso do Sul. Entendemos perfeitamente que é dever do Estado brasileiro viabilizar recursos financeiros e humanos, refletir e planejar estratégias que culminem em soluções efetivas aos problemas fundiários dos Guarani e Kaiowá aqui focada. Diferentemente da REVISTA VEJA, temos grande esperança e entendemos que os apoios de manifestantes dos cidadãos (ãs) do Brasil deverão contribuir, no tempo, para melhorar a qualidade de vida dessa grande parcela do nosso povo Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul.
Por fim, prestamos o nosso imenso agradecimento a todos (as) cidadãos (ãs) manifestantes pela compreensão e atenção merecida. A nossa luta continua contra GENOCÍDIO.
Atenciosamente,
Tekoha Guasu Guarani e Kaiowá, 04 de novembro de 2012
Lideranças da Aty Guasu Guarani e Kaiowá-MS

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Programa Brasil Pedófilo: a virgindade de nossas meninas a R$ 20

Por Leonardo Sakamoto


A virgindade de meninas indígenas em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, pode ser comprada por um homem branco por R$ 20,00, roupas ou bombons. A Folha de S.Paulo, deste domingo (4), traz importante reportagem de Kátia Brasil sobre o drama, que vem sendo apurado pela polícia há um ano, mas não prendeu ninguém até agora. Entre os acusados, empresários locais e militares. Até ameaças de morte foram feitas para que tudo fique em silêncio.
A reportagem traz depoimentos das vítimas. Uma, de 12 anos, conta que teve a virgindade “vendida” para um ex-vereador, casado e com filhos. “Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste.” Outra meninas de 12 anos afirma que foi obrigada na primeira vez: “ele me deu R$ 30,00 e uma caixa com chocolates”.
Que a pedofilia encontra no Brasil um terreno fértil com muitos seguidores, isso é sabido. Imaginem o que seria desta nossa sociedade patriarcal e machista sem as revistas e sites que transformam mulheres de 18 anos em meninas de 12? Afinal de contas, se tem peito e bunda, se tem corpo de mulher, está pronta para o sexo, não é mesmo? E se está pronta para o sexo, por que não ganhar uns trocados para ajudar no orçamento familiar? Antes trabalhar do que ficar zanzando na rua, né?
Lembrei-me de histórias que presenciei. Passando o município maranhense de Estreito, cruzando-se a ponte sobre o rio Tocantins e entrando no estado homônimo, há um posto de combustível. Entre bombas de combustível e caminhões estacionados, meninas ofereciam programas. Entravam na boleia por menos de R$ 30,00, deixando a inocência do lado de fora. Já, em Eldorado dos Carajás, no Pará, me levaram a bordéis onde se podia encontrar por um preço barato “putas com idade de vaca velha”. Ou seja, 12 anos.
Retomo aqui um debate já travado tempos atrás neste espaço. Pois essa discussão não é sobre o direito da mulher ao seu corpo (que deveria ser inquestionável e protegido contra qualquer tipo de idiotice), mas defender que crianças e adolescentes não sejam abocanhados pelo mercado do sexo. Não estou tratando de sexo dos adolescentes, mas sim o seu uso comercial. Muito menos a legalidade da prostituição. Estamos falando de meninas de 12 anos que podem ter sido empurradas para essa condição por pressão da situação social ou econômica da família, mas também sofreram influência externa sobre sua sexualidade – da TV, dos amigos, de vizinhos, de músicas, de ofertas irrecusáveis de bens materiais ou dinheiro, que atiçaram desejos ou fantasias sobre si mesmas e o mundo.
Prostituição infantil não é novidade. E nem é vinculada apenas a uma classe social: há denúncias e mais denúncias de políticos e empresários que alugam barcos e hotéis para consumir as crianças que compraram. Ou festas regadas a uísque nas grandes cidades. Mas é ruim quando a gente se depara novamente com isso. Ver meninas que deveriam estar estudando para uma prova de sexta série vender seus corpos e encararem isso como parte da vida dá um misto de raiva e sensação de impotência.
A ocupação violenta da região amazônica durante a última ditadura militar foi realizada sob a justificativa de integrar o país e desenvolver o interior. Ajudou a enriquecer alguns poucos, trouxe outros milhares que perseguiam um sonho de vida melhor e viu milhões serem explorados em fazendas, carvoarias, bordéis, fábricas, garimpos, mineradoras do seu entorno – sejam migrantes, sejam moradores nativos. Nessa fronteira agrícola, convive a riqueza, que manda suas filhas estudarem no exterior, e a pobreza, que empurra as suas filhas para os postos de combustível nas madrugadas quentes.
Apenas um bagre em coma não sabe que um dos principais impactos da instalação de grandes obras de engenharia na região amazônica tem sido o aumento dos casos de prostituição infantil. Mas quem se importa com a dignidade de algumas pessoas quando estamos falando de megawatts e estradas, ou seja, da grandeza de um país? Os recursos investidos em programas de prevenção para garantir qualidade de vida ou monitorar as condições de crianças e adolescentes são sempre reduzidos diante do que é disponibilizado para o “progresso”. E, considerando os envolvidos nas denúncias, o Estado não é ausente. Em alguns casos, ele participa do crime.
Um dia um fazendeiro português com terras no Mato Grosso disse a Pedro Casaldáliga, símbolo da luta pelos direitos do campo no Brasil, para justificar a exploração: “Dom Pedro, o senhor é europeu, o senhor sabe. As calçadas de Roma foram feitas por escravos. O progresso tem seu preço”.
Desculpem mesmo, não é moralismo. Mas não dá para ler uma matéria como a que trata da situação em São Gabriel da Cachoeira e não ter a sensação de falência de um país.

Cojira participa de evento sobre a falta de representação dos negros/as no Parlamento

 Do Sindicato dos Jornalistas do DF

Dados apontam que dos 513 deputados federais, somente 43 se auto-declaram negros ou pardos. E dos 81 senadores, apenas dois 


No dia 06 de novembro, a Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial do DF (Cojira-DF) participa do “Seminário sub-representação de negra e negros no Parlamento Brasileiro. O evento, promovido pela Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas e pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), tem o objetivo de discutir a ausência de representantes negros/as no parlamento e será realizado em comemoração ao mês da Consciência Negra.

Durante o evento, especialistas, representantes do governo, parlamentares, acadêmicos, jornalistas, entre outros, irão debater a composição racial no parlamento brasileiro (dados apontam que dos 513 deputados federais, somente 43 se auto-declaram negros ou pardos. E dos 81 senadores, apenas dois). Além disso, os participantes do seminário também objetivam analisar os motivos da sub-representação dos negros e negras no parlamento, bem como, examinar o comportamento dos parlamentares negros que atuam dentro do Congresso Nacional.

Para Daniela Luciana, representante da Cojira que comporá a mesa principal do evento, a luta por essa igualdade dos negros e negras dentro do parlamento brasileiro é um pré-requisito para a consolidação e avanço do processo democrático em nosso país.

“O debate sobre a situação de sub-representação, que encontra paralelo – se pela ausência ou pelos estereótipos recorrentes – na mídia brasileira é uma contribuição de legisladores, profissionais e estudiosos à reversão desse quadro de desigualdade. Para além do diagnóstico, que já sabemos negativo, a contribuição pretendida é indicar as estruturas partidárias, institucionais, os procedimentos vigentes na comunicação política, entre outras situações que não permitem romper com a situação em que estamos, onde o negro e a negra continuam a formar a maioria que vota, mas raramente é eleita", afirma.

A mesa do evento será coordenada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombos, deputado Luiz Alberto (PT/BA) e além de contar com a representante da Cojira, será composta pela ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros; pelo professor Doutor da Universidade Federal da Bahia, Cloves Oliveira; pelo membro do colegiado de gestão do Inesc, José Antonio Moroni.



O quê: Seminário “A sub-representação de negras e negros no Parlamento Brasileiro”
Quando: 06 de novembro das 14h às 18h
Onde: Auditório Freitas Nobre – Anexo IV da Câmara dos Deputados

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