"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Liberalismo “progridam ou acabamos com vocês”

Por John Pilger
Qual o mais poderoso e mais violento ‘-ismo’ do mundo? A resposta automática será “islamismo’, agora que o comunismo saiu do olho do alvo. Mas a resposta certa, escreveu Harold Pinter:
“praticamente nunca foi gravada, senão superficialmente, jamais foi documentada nem reconhecida”, porque é a única ideologia que se apresenta como não ideológica; nem de direita, nem de esquerda; e que se apresenta como a suprema solução, é o liberalismo. 
Em seu ensaio de 1859, On Liberty, ao qual liberais modernos rendem homenagens, John Stuart Mill descreveu o poder do império.
“O despotismo é modo legítimo de governo no trato com bárbaros”, escreveu, “desde que o objetivo seja o progresso deles, seu aprimoramento; e o meio, justificado, porque realmente leva àquele resultado.”
Os “bárbaros” eram vastas porções da humanidade cuja “obediência implícita” se exigia. O liberal francês Alexis de Tocqueville também acreditava firmemente que a conquista sangrenta sobre outros seria “um triunfo da cristandade e da civilização” que estaria “claramente predeterminado na visão da Providência”.
“É mito elegante e conveniente que os liberais sejam pacificadores, e os conservadores, pró guerras”, escreveu o historiador Hywel Williams em 2001, “mas o imperialismo à moda dos liberais pode ser mais perigoso, por sua natureza ilimitada, sem prazo para acabar – a convicção de que representaria uma forma superior de vida [ao mesmo tempo em que nega] o próprio fanatismo arrogante”.
Tinha em mente, naquele momento, um discurso de Tony Blair, proferido imediatamente depois dos ataques do 11/9/2001, no qual Blair prometeu “reordenar esse mundo à nossa volta” segundo seus próprios “valores morais”.
Um milhão de mortos – só no Iraque –, no mínimo, depois daquele discurso, esse perfeito tribuno do liberalismo vive hoje como empregado pago pelo tirano que governa o Cazaquistão, com salário de 13 milhões de dólares[1].
Os crimes de Blair não são raros. Desde 1945, mais de 1/3 dos países-membros da Organização das Nações Unidas, ONU – 69 países – padeceram de uma ou de várias das seguintes desgraças. Foram invadidos; tiveram governos derrubados; movimentos sociais foram reprimidos; as eleições foram subvertidas e a população, bombardeada. O historiador Mark Curtis estima em milhões o número de mortos. Esse foi, principalmente, o projeto desse campeão liberal, os EUA, cujo celebrado presidente “progressista”, John F Kennedy, como pesquisa recente acaba de demonstrar, autorizou o ataque a bombas contra Moscou, na crise dos mísseis em 1962.
“Se temos de usar a força”, disse Madeleine Albright, secretária de Estado dos EUA no governo liberal de Bill Clinton, “é porque somos os EUA. Somos a nação indispensável. Estamos acima. Vemos mais longe, no futuro.”
Difícil encontrar definição mais compacta do mais violento moderno liberalismo.
A Síria é projeto antigo.
Eis um excerto de um telegrama conjunto, da inteligência dos EUA e da Grã-Bretanha, que vazou:
“Para facilitar a ação das forças liberativas [sic] (…) esforço especial deve ser feito para eliminar alguns indivíduos chaves [e] para dar prosseguimento aos distúrbios internos na Síria. A CIA está preparada, e o SIS (MI6) tentará montar ações menores de sabotagem e incidentes de golpes de mão [sic] dentro da Síria, trabalhando mediante contatos com indivíduos (…) um necessário grau de medo e (…) conflitos provocados de fronteiras garantirão  um pretexto para intervenção (…) CIA e SIS devem usar (…) capacidade no campo psicológico, e nas ações de campo, para aumentar a tensão.”
Foi escrito em 1957, embora só tenha vindo à tona em recente relatório do Royal United Services Institute (RUSI), intitulado A Collision Course for Intervention [Uma rota de colisão para intervenção][2], cujo autor diz, fingindo que adivinha: “É altamente provável que algumas forças especiais e fontes de inteligência ocidentais já estejam na Síria há tempo considerável”. E assim vão acenando com uma guerra mundial, a partir da Síria e do Irã…
Israel, a violenta criação e criatura do ocidente liberal, já ocupa parte da Síria. Não é novidade: israelenses fazem piqueniques nas Colinas do Golan e dali assistem à guerra civil dirigida pela inteligência ocidental a partir da Turquia e financiada e armada pelos medievalistas que reinam na Arábia Saudita. Já tendo roubado praticamente toda a Palestina, atacado o Líbano, matado de fome o povo de Gaza e construído vasto arsenal ilegal de armas atômicas, Israel é mantido à parte da atual campanha de desinformação orientada ao objetivo de instalar fregueses fiéis do ocidente em Damasco e Teerã.
Dia 21 de julho, o colunista Jonathan Freedland do Guardian ameaçava que “o ocidente não se manterá isento por muito tempo (…) Ambos, EUA e Israel olham ansiosos as armas nucleares e as armas químicas da Síria, que hoje se diz que estariam destravadas e em movimentação, temendo que Assad decida desencarnar numa nuvem radiativa de glória.” Quem disse? Os ‘especialistas’ e ‘jornalistas’ de sempre.
Como eles, Freedland também deseja “uma revolução sem a total intervenção que se fez necessária na Líbia”. Segundo números do próprio Freedland, a OTAN realizou 9.700 “voos-ataque” contra a Líbia, dos quais mais de um terço contra alvos civis. Usaram-se mísseis com ogivas de urânio. Vestígios podem ser encontrados nas fotos das ruínas de Misurata e Sirte e nas covas coletivas, já  localizadas pela Cruz Vermelha. Ou que se leia o relatório da Unicef sobre crianças mortas, “a maioria das quais com menos de dez anos”. Como a destruição da cidade iraquiana de Fallujah, não se noticiaram esses crimes, porque a imprensa, usada como instrumento para desinformar é arma de ataque já plenamente integrada ao arsenal ocidental.
Dia 14 de julho passado, o Observatório Líbio de Direitos Humanos, que fez oposição ao regime de Gaddafi, relatava:
“A situação dos direitos humanos na Líbia é hoje muito pior que durante o governo de Gaddafi.” Ações de limpeza étnica são regra. Segundo a Anistia, a população da cidade de Tawargha “continua impossibilitada de voltar, porque suas casas foram saqueadas e queimadas”.
Entre os acadêmicos do planeta anglo-norte-americano, teóricos influentes, conhecidos como “realistas liberais”, ensinam há muito tempo que os imperialistas liberais – expressão que jamais empregam – são os pacificadores do mundo, e gerentes especializados em gestão de crises, não a causa da crise. Extraíram do estudo das nações toda e qualquer consideração sobre humanidade, e congelaram seus saberes num jargão que serve bem ao poder de fazer guerras. As nações são analisadas como cadáveres em mesa de dissecção e autópsia. Assim identificaram “estados falidos” (nações difíceis de explorar) e “estados bandidos” (nações que resistem à dominação ocidental). Que o regime seja democrático ou ditatorial, não faz diferença. O mesmo vale para os que são contratados para fazer o serviço sujo.
No Oriente Médio, desde o tempo de Nasser, até a Síria de hoje, sempre houve liberais islamistas colaboracionistas aliados aos liberais ocidentais; agora, o ocidente está aliado a al-Qaeda. E noções de democracia e direitos humanos, já completamente desacreditadas, servem ainda como fantasia retórica para encobrir as ações de conquista “como se exige”. Plus ça change

[1] Tony Blair também arrecada lá seu dinheirinho de empresários paulistas, nobremente a serviço da ‘melhoria de gestão’ do governo do Estado de São Paulo, Brasil, contribuição desinteressada que o governador Alckmin, da social-democracia (só rindo) paulista, aceitou lépido. Há notícia sobre isso, do dia 27/8/2012, no jornal O Estado de S.Paulo, em http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tony-blair-prestara-consultoria-ao-governo-de-sao-paulo,922288,0.htm.
Aí se lê que “a consultoria será prestada por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), que implantará um projeto de modernização de gestão que custará R$ 12 milhões ao longo de um ano”. Dinheiro excessivo, que a Vila Vudu jamais pagaria a homem sem qualquer especialização reconhecida e que, há uma década, alardeava que obrava para “reordenar esse mundo à nossa volta”, com o resultado que hoje se constata. Mas, sim, claro, é possível que arrange negocinhos para os empresários paulistas que pagam-lhe o michê [NTs].
Fonte: Vila Vudu via midiacrucis
(detaques em amarelo deste blog)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Capitanias Hereditárias

do Contexto Livre, genial charge de Edgar Vasques




Reflexão


Albert Einstein

"O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem esperam benignidade e do qual temem o castigo - uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam. Mas o sábio, bem convencido, da lei de causalidade de qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe suscita problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens. Sua religiosidade consiste em espantar-se, em extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, revelando uma inteligência tão superior que todos os pensamentos humanos e todo seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser seu nada irrisório. Este sentimento desenvolve a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos em todos os tempos."

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Encontro Criativo - DF





Hoje, 1º de agosto às 18h30, será realizado um encontro criativo entre cidadãos e cidadãs de Brasília com o propósito de identificar ações colaborativas para gerar ampla participação no Dia e na Semana Mundial Sem Carro, entre 15 e 22 de setembro. 

Venha participar desta causa comum, trazendo suas boas ideias, inspirações e talentos!!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Venezuela se torna membro pleno do Mercosul

Do portal OperaMundi:

A Venezuela já faz parte do Mercosul. Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Argentina, Cristinha Kirchner, e do Uruguai, José Mujica, oficializaram a inclusão do país ao bloco regional na tarde desta terça-feira (31/07), em cerimônia realizada em Brasília.


Dilma Rousseff, Hugo Chávez, Cristina Kirchner e José Mujica formalizam a incorporação da Venezuela no Mercosul
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, agradeceu aos pares sul-americanos e ressaltou que o evento, histórico, se assemelha à primeira eleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente do Brasil. "Sinto que o evento de hoje, a entrada da Venezuela no Mercosul, tem alguma semelhança com o dia em que este povo querido do Brasil elegeu como seu presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O povo do Brasil elegeu o Lula, e começou a mudar sua história", disse Chávez.

De acordo com o presidente venezuelano, "há tempos a Venezuela devia ter entrado" no Mercosul. "Isso coincide com um novo ciclo político, constitucional que se iniciará em breve na Venezuela. Nada mais oportuno para isto que o evento de hoje, que é, sem dúvida, do interesse nacional de todos os países do Mercosul", declarou.

Chávez também exaltou a democracia na Venezuela, que realiza em outubro próximo eleições presidenciais, nas quais o presidente tentará um outro mandato. "A Venezuela hoje, apesar de seguirem nos taxando de ditadura, tem um processo democrático que amadureceu bastante", disse. "É positivo o ingresso da Venezuela no Mercosul(...) Começamos a nos situar na nossa exata dimensão geopolítica".


Dilma Rousseff, que falou na cerimônia antes de Chávez, afirmou que "o Mercosul consolida-se como potência energética e potência alimentar global", e que a incorporação da Venezuela "amplia as potencialidades do bloco". A presidente argentina também criticou o golpe de Estado contra o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, há cerca de um mês. Segundo Dilma, os países que integram o bloco "têm um compromisso inequívoco com a democracia" e agem de forma coordenada. "Nossa perspectiva é que o Paraguai normalize sua situação."

O Paraguai foi expulso do Mercosul após desrespeitar a cláusula democrática que rege o bloco. A decisão de incluir a Venezuela na união aduaneira aconteceu na última cúpula do Mercosul, em Mendoza, Argentina, em reunião de nível presidencial.

Antes da reunião, os chanceleres de Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela acertaram os termos para adesão do país de Chávez ao bloco. Dentre as ações mais importantes estão a fixação de Tarifa Externa Comum e a eliminação de tributos de importação entre os demais membros plenos do bloco.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

GOVERNO DE SP FAZ PROPAGANDA CONTRA BICICLETAS

Do blog Náufrago da Utopia:

Getty Images


Mais ciclistas, mais acidentes é o título da repulsiva matéria de capa da edição de 11/07/2012 do Diário Oficial do Estado de São Paulo (acesse aqui).


Faz terrorismo barato contra a forma mais saudável de transporte que existe, além de ser a única não poluente viável, já que a utilização de carroças, coches ou riquixás nas vias urbanas é inimaginável nos dias atuais.


Divulgue!


A Holanda prova que é possível, sim, humanizar-se o trânsito fazendo a opção preferencial pelas bicicletas, cuja quantidade lá supera o número de habitantes e é duas vezes maior que a de carros. Há quase 30 mil km de ciclovias e uma cultura já bem sedimentada de respeito ao ciclista, de forma que a bicicleta se tornou a forma mais tranquila e segura de locomoção no país. O planeta agradece.


Já o Governo paulista quer enfumaçar as ruas, tornando-as privativas dos veículos poluentes. Então, trombeteia, logo no 1º parágrafo:
"A cada dia, no Estado de São Paulo, nove ciclistas são internados em hospitais públicos, vítimas de acidentes de trânsito. E pelo menos um deles morre. A Secretaria de Estado da Saúde informa que, no ano passado, 3,4 mil pessoas foram internadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) paulista, gerando custo de R$ 3,25 milhões à administração estadual".
O DO não entrevistou nenhuma vítima (ciclista), preferindo ouvir apenas um ortopedista do Hospital das Clínicas, para assustar os leitores com frases alarmistas tipo "muitas vezes, os ciclistas são atingidos por automóveis ou por ônibus, o que torna comum a ocorrência de politraumatismo”.


O tal dr. Jorge dos Santos Silva até que faz o diagnóstico correto, ao atribuir os acidentes à pouca estrutura na cidade de São Paulo para utilização da bicicleta como alternativa de transporte. Mas, ao invés de propor a cura do paciente, prefere agravar a doença:
"Para não colocar a vida de quem pedala em risco, recomendo não usar a bike no trânsito de São Paulo. É uma opção segura de lazer em cidades menores, parques públicos e em ciclovias instaladas na capital, aos domingos".
E por que não criar-se a estrutura necessária, investindo para tornar a bicicleta uma opção segura de transporte nas grandes cidades paulistas, a exemplo do que ocorre nas holandesas, e não apenas de lazer nas cidades menores ou aos domingos?




Respondo: porque não é esta a prioridade do Governo estadual. Percebe-se claramente que sua preocupação real, longe de ser com os ciclistas mortos ou feridos, é a que está destacada logo na abertura da matéria: o "custo de R$ 3,25 milhões à administração estadual" que foi gerado em 2011.


Assim caminha a desumanidade.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Amanhã é dia de Sarau Universos em Brasília

Amanhã acontece na Embaixada da Venezuela em Brasília a segunda edição do Sarau Universos.


Idealizado pela produtora cultural Roberta Doelinger, o 1º Sarau Literário UniVersos ocorreu em 2010 na Cotidiano LivrariaOs escritores convidados foram: Fernando Freire e Aharom Avelino. Alguns dos poetas homenageados foram Drummond, Baudelaire e Edgar Allan Poe além de vários textos de Renato Russo. Houve ainda a participação da Banda Casa 20 e participaram os escritores: Heitor Humberto de Andrade, Dr. Marcio Bontempo e Ramaiana Ribeiro


O 2º Sarau UniVersos está sendo organizado por Roberta Doelinger em parceria com a escritora Gacy Simas e ocorrerá na Embaixada da República Bolivariana da Venezuela, com o apoio do Adido Cultural Amarú Araujo Villegas, do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e da Academia de Letras do Brasil – DF.



A programação contará com:
Participação Especial: Coral Alegria
Escritores/Poetas: *Cristiane Sobral  *Alen Guimarães (Poeta dos Ventos) *Nena Medeiros *Junio Veloso Matos *Rubens Neco *Gacy Simas *Vânia Diniz *Paulo Diniz *Elias Daher *Fernando Freire *G.Gaitero  (Apresentação Cordel Musical)
Stand UpEscritor Uruguaio *Raúl Ernesto Larrosa Ballesta
Apresentação Musical: *Myrlla Muniz *Nestor Kirjner *André Porto

Serviço:
Data: 21 de junho (quinta-feira)
Local: Auditório Francisco de Miranda - Embaixada da Venezuela
Horário: 19h às 22h
Endereço: SQS AV. das Nações Qd 803 Lote 13
Entrada franca
Haverá Varal de Poesias      
                


terça-feira, 19 de junho de 2012

RIO+20 de volta à ECO92 - O que estamos fazendo?

Eu tinha 15 anos quando ocorreu a primeira conferência que ocorre hoje, no Rio de Janeiro. Mas seus líderes, como antes, parecem não estarem dispostos a produzir um documento minimamente comprometido e responsável, que responda às inúmeras demandas que temos pela frente. 


Esse vídeo abaixo é apenas um "viral" ambientalista que vez por outra - como agora - é lembrado como um momento em que uma criança chamou a atenção do mundo para o que realmente importa. 


Posto abaixo por dois motivos: 1 - não parece que avançamos muito desde então em prioridades, em desenvolvimento, em humanidade; e 2 - o discurso de Severn Sukuzi poderia estar sendo feito hoje. Os números e perspectivas para qualquer criança da mesma idade não só não melhoraram como são piores. 


O que estamos fazendo?



quarta-feira, 30 de maio de 2012

ELEIÇÕES DO SINDESCRITORES-DF RENOVA MANDATO DE ELIAS DAHER



ELEIÇÕES DO SINDESCRITORES-DF RENOVA MANDATO DE ELIAS DAHER

O presidente do Sindicato dos Escritores, Elias Daher, teve seu mandato renovado em eleições com a participação de quase 100 escritores de Brasília.
  
O Sindicato dos Escritores do Distrito Federal, primeira entidade sindical de escritores do Brasil, fundada em 1977, realizou eleições na manhã do último dia 26 de maio, sábado, na Livraria Café com Letras.

Os filiados adimplentes compareceram para votar em uma das duas chapas concorrentes; chapa Reynaldo Jardim encabeçada pelo escritor e poeta Marcos Freitas, e a vencedora Cora Coralina, que renova a gestão do atual presidente Elias Daher por mais três anos, com novos membros em sua diretoria. Dentre eles, o jornalista Heitor Humberto de Andrade que participou da fundação do sindicato e agora compõe o Conselho de Ética.

O evento contou com a participação de cerca de 100 pessoas que passaram pela livraria, inclusive poetas e escritores que, como Heitor Andrade, remontam à fundação do Sindescritores-DF. Um deles, o poeta Menezes y Moraes contou já ter participado duas vezes da direção da entidade, uma como vice-presidente e outra como presidente, e lembrou que embora a profissão de escritor seja reconhecida pelo Ministério do Trabalho, ainda são poucos os escritores que podem viver da escrita.

Esta, segundo o jornalista e escritor Pedro César Batista, eleito Diretor de Relações Institucionais, é a principal tarefa desta diretoria: a regulamentação da profissão de Escritor. A pretensão é antiga, mas desta vez, foi criada uma comissão especial com o propósito de defender os interesses dos escritores junto ao Poder Legislativo. Segundo Batista, o sindicato já está preparando um ciclo de debates que permitirá  amadurecer as propostas da categoria.

Uma presença importante nas eleições foi a do escritor e médico pediatra Dr. Dioclécio Campos Júnior, ex-secretário da Secretária de Estado da Criança do DF que, recém-chegado de viagem, fez questão de comparecer à votação.

Desde 2011 a diretoria, com a efetiva participação da Produtora Cultural Roberta Doelinger – agora eleita Secretária Geral –, o Sindescritores-DF vem realizando diversos encontros literários e, com o apoio da Academia de Letras do Brasil – DF , representada por sua presidente Vânia Diniz, realizaram a primeira Noite Literária de Brasília, uma sessão de autógrafos coletiva com a participação de escritores e poetas e público de mais de 350 pessoas. O evento já se tornou tradição cultural em Brasília.

O Sindicato participou também da última Feira do Livro de Brasília e da 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, com espaço amplo reservado a debates, saraus, encontros literários, oficinas infantis e demais atividades que ajudaram a divulgar e renovar a confiança dos escritores na atuação da entidade.

Dentre as propostas da chapa vencedora para o Triênio 2012/2014 estão, além da regulamentação da profissão e da busca por uma sede – demanda pendente há mais de 30 anos –, oferecer à sociedade uma biblioteca com espaço para crianças e adolescentes, com o apoio do poder público.

Assessoria de Comunicação do Sindescritores-DF

Vídeo com imagens das eleições: http://youtu.be/ENqIzGRABSw


Chapa Eleita Cora Coralina
Presidente
Elias Daher
Secretária Geral
Roberta Von Doelinger
Segunda Secretária
Gabriela Saraiva
Tesoureira
Nena Medeiros
Segunda Tesoureira
Vânia Gomes
Assessora de Comunicação
Juliana Medeiros de Souza Castro
Diretora de Gestão Administrativa
Gacy Simas
Diretora de Assuntos Jurídicos
Celita Oliveira Sousa
Diretor de Relacionamento Institucional
Pedro Cesar Batista
Diretora de Gestão e Produção Cultural
Paula Ziegler

Conselho Fiscal
Ana Beatriz Cabral
Giuliany Matos
Aharom Avelino

Conselho de Ética
Vitor Gomes Pinto
Heitor Humberto de Andrade
Basilina Pereira

Conselho Consultivo
Rubens Neco
Cristiane Sobral
Vânia Diniz

terça-feira, 29 de maio de 2012

Gilmar Mendes, além do tiro no pé, pode ser processado criminalmente

Do Terra Magazine



Numa linguagem futebolística, tão a gosto do ex-presidente Lula, pode-se concluir ter o jogo terminado 2×1.

 
O desmentido de Lula encontra apoio no testemunho de Nelson Jobim, único presente ao encontro. A propósito, um encontro ocorrido, a pedido de Lula, no escritório de Jobim, no dia 26 de abril deste ano.
 
O ministro Gilmar Mendes, além de a sua versão ter ficado isolada,  conta com a desvantagem de ter esperado um mês para denunciar, pela imprensa, a “pressão” e a “chantagem” que atribuiu ao presidente Lula. O perfil mercurial de Mendes, que é bem conhecido, não se adéqua a um mês de espera.
 
Segundo Mendes declarou à revista Veja e confirmou em entrevistas, Lula teria ofertado-lhe “blindagem” na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o escândalo Cachoeira-Demóstenes-Delta. O motivo da proteção na CPMI  teria sido o financiamento feito por Cachoeira de uma viagem a Berlim feita por Mendes em companhia de Demóstenes.
 
É inexplicável não tenha Mendes, diante da supracitada “chantagem” (na última entrevista Mendes usa o termo “insinuações”), levado  o fato, por ser criminoso, ao conhecimento imediato de seus pares e da Procuradoria-Geral da República.
 
Antes de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF), Mendes era membro do Ministério Público Federal, cujo chefe institucional é o procurador-geral da República. Ou seja, Mendes conhece bem o mecanismo a ser acionado para encaminhamento de uma “notitia criminis”.
 
No STF, já presidido por Mendes, são realizadas sessões administrativas reservadas. Em nenhuma delas Mendes apresentou o fato que, conforme afirmou, deixou-o indignado.
 
Como se percebe sem esforço, o relato de Mendes, sem qualquer prova da veracidade da afirmação, ofende a honra objetiva e subjetiva do ex-presidente.
 
Em resumo, Mendes atentou à dignidade e ao decoro de Lula. Assim, pode virar réu em ação por crime contra honra e objeto de ação de iniciativa privada da vítima (Lula).
 
Não se deve olvidar os antecedentes de Gilmar. Ele já mentiu ao denunciar, de forma  escandalosa (“vou chamar o presidente às falas” ou “vivemos num Estado policial”), uma interceptação telefônica que não aconteceu. Nesse lamentável e triste episódio, Mendes  contou com o apoio do senador Demóstenes Torres, que confirmou em diálogo publicado pela revista Veja o teor da conversa mantida com Mendes.
 
Logo depois de desmentido por perícia e por conclusão da Polícia Federal em relatório de encerramento de apuração, Mendes passou a dizer que denunciou o fato porque era verossímil. Em outras palavras, promoveu, à época, um grande escândalo, na condição de presidente do STF, com base na verossimilhança. Por aí já se percebe a leviandade de Mendes.
 
Lula não tem o perfil de quem vai aos finalmente quando ofendido. Mas, desta vez, renunciar em defender sua honra em juízo tem um componente maior. Não atende ao interesse público manter, na mais alta corte de Justiça do país, um ministro-julgador de tal calibre. Lógico, em sua defesa Gilmar, como regra, pode ofertar exceção da verdade. Só que não terá o testemunho de Jobim a seu favor. Esse ex-ministro, amigo de Lula e de Mendes, é testemunha única.
 
Na nossa legislação não vigora a antiga regra do “testis unus testis nullus! (testemunho único é testemunho nenhum). Portanto, o testemunho de Jobim poderá ser aceito.
 
Mendes, que demorou a denunciar, bem sabe que “dormientibus non sucurrit jus” (o Direito não protege os que dormem). 
 
Além disso, nenhum  ministro do STF afirmou sofrer pressões ou insinuações de Lula no sentido de adiar o julgamento do Mensalão para depois das eleições municipais. O STF é um órgão colegiado. Isso quer dizer que não adiantaria — e Lula não é nenhum estulto — só convencer Mendes. Portanto, os próprios pares de Gilmar desmentiram sua afirmação de que lula estaria pressionando por adiamento do Mensalão. Por outro lado, a ministra Cármen Lúcia, mencionada por Mendes na Veja, não teve contato com o ex-ministro Sepúlveda Pertence. E Lewandowski, que como se sabe foi sugerido para o STF pela esposa de Lula, também disse não ter sofrido pressões.
 
O “Mensalão”, que Mendes sustenta haver Lula pedido-lhe para adiar, já foi objeto de sessões administrativas (com participação de Mendes), quando se acertou até o tempo para manifestação das partes.
 
Pela mídia, o revisor desse processo, Ricardo Lewandowski, já informou que brevemente o colocará à disposição do presidente Ayres Britto. E Britto, num compromisso público, frisou que o colocaria em pauta tão logo recebesse os autos.
 
Mendes, trocando em miúdos, até por não ser presidente, como poderia mudar o quadro, em especial diante do compromisso de Britto, que é quem marca a pauta, perante os jurisdicionados (cidadãos brasileiros).
 
Pano rápido. O ministro Gilmar Mendes coloca-se, pela segunda vez, numa camisa de sete varas. Até quando?
 
Wálter Fanganiello Maierovitch

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