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sexta-feira, 25 de março de 2011

Soldados dos EUA tiram fotos com cadáveres de crianças


Os guerrilheiros mortos ou os prisioneiros torturados já estão fora da moda. Agora o "must" para os soldados estadunidenses no Afeganistão é fazer fotografias com cadáveres de crianças camponesas. Fotos assim foram publicadas pela revista conservadora alemã Der Spiegel, que assegura ter outras 4 mil imagens da ocupação americana no país.


Enquanto as imagens circulavam pelo mundo, reveladas no último dia da visita de Obama ao Chile, o presidente do país sul-americano bajulava o estadunidense: "Vemos nos Estados Unidos um país poderoso e amante da paz".

Enquanto Michelle Obama passeava na última segunda-feira (21) no museu infantil com as crianças pobres do bairro La Granja da capital chilena, e seu marido proclamava no Palácio de La Moneda o "amor" dos Estados Unidos pelos Direitos Humanos e pela Democracia, a revista alemã publicava imagens dos soldados americanos que, supostamente, lutam por esses valores no Afeganistão.

Uma delas mostra um soldado agachado perto do corpo de um menino, morto momentos antes. Os soldados bateram fotos de "recordação", retiraram seus dentes e outros "troféus".
As imagens ilustram a perversão da lavagem cerebral que Obama, o Pentágono e o complexo militar-industrial midiático faz aos soldados dos Estados Unidos.

Na fotografia que ilustra este artigo, vê-se o cadáver do filho do camponês Gul Mudin, assassinado em 15 de janeiro de 2010. O militar que levanta a cabeça da criança pelos cabelos pode ser Jeremy Morlock ou Andrew Holmes, da chamada "Equipe da Morte" do Afeganistão, um grupo de 12 militares estadunidenses que está sendo julgado em Seattle, pelo assassinato de civis no país asiático.

Gul Mudin, pai do menino assassinado, era um sitiante dos arredores da cidade de Kandahar. Os soldados alegaram que ele teria ameaçado atirar uma granada neles. O diário britânico The Guardian disse na terça-feira que os militares mutilavam os dedos das suas vítimas e extraíam seus dentes como "troféus". Para obter uma pena reduzida, Morlock aceitou dedurar seus companheiros e culpar seu superior, o sargento Calvin Gibbs, como responsável pelas matanças.

Com agências

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