"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

sexta-feira, 25 de março de 2011

Hoje eu queria estar em Macapá

Acompanho desde o início a movimentação em torno da Ficha Limpa. Não só como cidadã, mas como repórter. Cobri quase todas as audiências e votações em torno da matéria, fosse no Congresso, ou já no STF.

Lembro que tomei conhecimento ainda em 2008, em SP, durante uma viagem a trabalho. Pessoas comuns, cidadãos como eu ou você, sentavam-se em banquinhos e mesas simples munidos de cartazes e panfletos em Shoppings, praças e outros locais públicos e aguardavam que as pessoas se chegassem para explicar a proposta. Eu fui abordada por um senhor aposentado que me apresentou o manifesto. Assinei na hora.

Vida que segue e soube por vários meios, incluindo os prejudicados - que conheço e atesto em qualquer lugar serem pessoas de caráter ilibado e com histórias de vida admiráveis - que também eles tinham caído na "malha" da Ficha Limpa, mas enquadrados como "fichas sujas". Acontece que o casal a que me refiro são duas pessoas que deveriam ser motivo de orgulho para o país.

Não bastasse tudo que representam na construção da democracia que vivemos hoje, João Capiberibe é autor da Lei Complementar 131/2009, a Lei da Transparência.


Janete e João Capiberibe

Mesmo com inúmeras reportagens, denúncias e evidências a respeito da fraude montada para incriminá-los, sabemos que a justiça no Brasil caminha por brechas nem sempre "transparentes" ou fáceis de serem compreendidas.

Eu apoiei o movimento, mas tenho de admitir que nesse caso, no caso das duas figuras acima, fez-se justiça. Por isso, hoje eu gostaria muito de estar em Macapá, dando um abraço em cada um.

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