"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dossier Yoani Sánchez (Para uso de la prensa)

Fonte: Midiacrucis


Verdades irrefutables de los vínculos de Yoani Sánchez con los servicios de inteligencia norteamericanos
Recientes:


De los archivos:
Otos:
Videos de Cubainformación TV sobre Yoani Sánchez:
Descargue los cables de Wikileaks (originales en inglés) y la “entrevista” de Barack Obama:
  • 09HAVANA527: Preguntas (y respuestas redactadas por la SINA) de Yoani Sánchez a Obama (PDF,  98Kb)
  • 09HAVANA695: Bloguera emocionada por respuestas de Obama (redactadas por la SINA) (PDF, 90Kb)
  • Las “respuestas de Obama”, en inglés (PDF, 582 Kb )
    Denuncias falsas
    Yoani Sánchez ha protagonizado, además, numerosos casos de denuncias probadamente falsas. Su denuncia, en 2009, de un secuestro de veinte minutos, en el que habría sido golpeada por desconocidos, se demostró una completa farsa. En 2010, denunció el bloqueo por parte del Gobierno cubano de sus mensajes a Twitter, cuando había sido esta empresa estadounidense la responsable del corte del servicio. En septiembre de 2011, un cable revelado por Wikileaks demostró que su entrevista al presidente Barack Obama, publicada dos años antes en su blog, y que supuso un gran espaldarazo mediático para la bloguera, fue en realidad cocinada en la oficina diplomática de EEUU en La Habana. Recientemente, la bloguera cubana, financiada por Estados Unidos, encabezó una campaña contra Cuba “denunciando” la muerte de un reo por huelga de hambre. El propio Fidel Castro desmintió esa manipulación en una reflexión que recibió amplia repercusión de la prensa internacional.
Conclusión
Conclusiones a las que llegó Salim Lamrani, periodista que investigó las relaciones de Yoani Sánchez con Washington.
Casi medio siglo después de su elaboración, la política estadounidense que consiste en crear y apoyar a una oposición interna en cuba sigue vigente. Esta estrategia, clandestina durante cerca de treinta años, es ahora reivindicada y pública, aunque el derecho internacional la considera ilegal. Así, la financiación de la oposición cubana por parte de Estados Unidos alcanza varios millones de dólares al año. Frente a la erosión de la disidencia tradicional que representan Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, Vladimiro Roca, Marta Beatriz Roque, Guillermo Fariñas y las Damas de Blanco, Washington apuesto ahora por la nueva generación de opositores cuya figura emblemática es la bloguera cubana Yoani Sánchez.
Los contactos diplomáticos de la bloguera disidente le permiten llegar hasta la Casa Blanca y se reúne regularmente con los altos funcionarios estadounidenses tales como Bisa Williams. Para evitar las críticas, Estados Unidos diversifica su apoyo a la oposición cubana. Además de la ayuda financiera directa que propone ha elaborado, gracias a la poderosa red política y mediática de la que dispone, un sistema de financiación “legal” que consisten en recompensar la oposición al gobierno de La Habana mediante premios dotados de varias decenas de miles de dólares, como lo ilustra la avalancha de distinciones que ha recibido Sánchez, la nueva ninfa Egeria de Washington, en el espacio de algunos meses.
El objetivo de Washington ya no es federar a la población cubana alrededor de estas personas que preconizan un cambio de sistema en Cuba, pues sabe que su discurso no es audible entre los habitantes de la isla, cuya mayoría permanece fiel al proceso revolucionario a pesar de las dificultades y vicisitudes cotidianas. La oposición aliada a Estados Unidos, en el mejor de los casos, suscita la indiferencia entre los cubanos, y muchas veces el rechazo. La guerra es más bien de orden mediático. Al mantener la presencia de una oposición interna, incluso sin envergadura y carente de toda base popular, permite justificar su política de aislamiento y de sanciones contra el gobierno de La Habana en nombre de la lucha por “los derechos humanos y la democracia”.
Yohandry Fontana
La Habana
Nota:
Los textos y fuentes aquí citadas pueden ser utilizados por la prensa nacional e internacional; y los amigos de Cuba que deseen difundir estas verdades irrefutables de los vínculos de Yoani Sánchez con los servicios de inteligencia norteamericanos.
Para cualquier otra información escribir a yohandry8780@gmail.com
Fonte: Yohandry

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Lideranças guarani-kaiowá repudiam reportagem em revista Veja

Do Blog do Nassif


Lideranças da comunidade indígena Guarani-kaiowá emitiram, nesta segunda-feira (5), uma nota de repúdio à reportagem publicada na revista Veja sobre a situação dos indígenas no Mato Grosso do Sul. Para eles, a matéria assinada por Leonardo Coutinho é racista e discriminatória.
“Fica evidente que o jornalista Leonardo Coutinho não procura compreender e divulgar a realidade dos Guarani e Kaiowá, faltando com a verdade total consigo mesmo, ou melhor, se desrespeitando e mentindo para todos cidadãos do Brasil”, escreveram as lideranças.
A revista, publicada na sexta-feira (2), teria argumento que ONGs e antropólogos manipulam a luta dos indígenas pela retomada de suas terras. O texto exalta a produtividade do agronegócio no MS e diz, de forma irônica, que índios ameaçam tomar todo o território brasileiro.
“A revista Veja, como sempre, não perdeu a oportunidade de apresentar a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como se nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes, fomos considerados como selvagens e truculentos”, afirmam os indígenas em nota.
Os Guarani-kaiowá aproveitaram a carta para agradecer aos cidadãos brasileiros que demonstraram apoio a sua causa através das redes sociais.
Confira a carta na íntegra aqui.
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Esta nota das lideranças de Aty Guasu Guarani e Kaiowá visa destacar a importância das manifestações públicas conscientes de cidadão (ã) do Brasil em defesa da vida Guarani e Kaiowá.
Além disso, pretendemos repudiar reiteradamente a divulgação e posição racista e discriminante de jornalista Leonardo Coutinho da REVISTA VEJA.
Observamos que na última semana, a REVISTA VEJA divulgou os temas: “VISÃO MEDIEVAL DE ANTROPÓLOGOS DEIXA ÍNDIOS NA PENÚRIA” E “NAÇÃO” GUARANI. Autor-jornalista é o Leonardo Coutinho.
A princípio, nós lideranças Guarani e Kaiowá entendemos que os cidadãos (ãs) brasileiros (as) merecem respeito, em geral, esperam de um jornalismo democrático um resultado da investigação justa e séria dos fatos para divulgá-los com ética e responsabilidade, demonstrando fielmente versões das partes envolvidas de modo a que a opinião pública possa construir conhecimento isento a respeito do tema divulgado, não é o que se constata na REVISTA VEJA diante da situação do Guarani e Kaiowá em foco.
Em primeiro lugar, constatamos que na divulgação mencionada de REVISTA VEJA há manifestação de racismo, preconceito e discriminação. Assim, fica evidente que o jornalista Leonardo Coutinho é racista, ele não procura compreender e divulgar a realidade dos Guarani e Kaiowá, faltando com a verdade total consigo mesmo, ou melhor, se desrespeitando e mentindo para todos (as) cidadãos (ãs) do Brasil. Visto que esse jornalista racista da REVISTA VEJA nem se preocupa em fazer o trabalho de jornalista a partir de uma aproximação minimamente científica, mas ele fez e divulgou o tema Guarani e Kaiowá de modo distorcida a partir de corpus de informações sem fundamento, meramente embasado em senso comum e sem valores científicos.
No contexto atual, é importante se observar que diante da manifestação contínua dos cidadãos (ãs) do Brasil em favor da demarcação e devolução de territórios tradicionais aos Guarani e Kaiowá, a imprensa REVISTA VEJA, como sempre, não perdeu a oportunidade de apresentar, mais uma vez, a imagem dos Guarani e Kaiowá como seres incapazes, como nós indígenas não fossemos seres humanos pensantes, fomos considerados como selvagens e truculentos; assim, nesta manchete da REVISTA VEJA há, antes de tudo, incitação ao preconceito, a discriminação e ao ódio o que acaba por colocar em risco total toda a população Guarani e Kaiowá, alimentando violências, racismo, discriminação e estigmas sobre os Guarani e Kaiowá, por isso, nós lideranças da Aty Guasu pedimos as autoridades competentes para realizar uma investigação rigorosa e punição cabível ao autor, Leonardo Coutinho que foi responsável pela divulgação de imagem negativa Guarani e Kaiowá na REVISTA VEJA.
Diante dessa divulgação infundada da REVISTA VEJA a respeito de luta Guarani e Kaiowá, nós lideranças indígenas não acreditamos que a maioria dos cidadãos (ãs) do Mato Grosso do Sul e do Brasil tenha conhecimento sobre Guarani e Kaiowá somente a partir do senso comum a distância, porém compreendemos que todos (as) brasileiros (as) manifestantes são educados e adquirem os seus conhecimentos sobre a situação atual Guarani e Kaiowá a partir de observações diretas da realidade do grupo social que por isso têm fundamentos para refletir e se manifestar como cidadão (ã). De fato, é isso que está ocorrendo no último mês no Brasil, cidadãos (ãs) conscientes se manifestaram e ainda se manifestam, através das redes sociais e em espaços públicos, em favor da vida dos Guarani e Kaiowá, exigindo as efetivações de direitos humanos e indígenas. Porém, o jornalista Leonardo da REVISTA VEJA considera que esses cidadãos (ãs) manifestantes seriam ignorantes e não conheceriam as situações dos Guarani e Kaiowá, os tachando de ignorantes aos cidadãos (ãs) em manifestação. Em nosso entendimento, como indígenas Guarani e Kaiowá, consideramos sim que esses cidadãos (ãs) manifestantes de várias federações do Brasil conhecem muito bem a nossa história e nossa situação atual, por essa razão ampla se manifestam em favor de nossa vida para garantir a nossa sobrevivência. Enquanto o Leonardo Coutinho da REVISTA VEJA tenta colocar os Guarani e Kaiowá em risco total além de ignorar os conhecimentos dos cidadãos (ãs) manifestantes.
Queremos deixar evidentes que nós lideranças da Aty Guasu Guarani e Kaiowá de modo autônomos e conscientes vimos lutando pela recuperação de nossos territórios antigos, essa luta pelas terras tradicionais é exclusivamente nossa, nós somos protagonistas e autores da luta pelas terras indígenas, nós envolvemos os agentes dos órgãos do Estado Brasileiro, os agentes das ONGs e todos os cidadãos (ãs) do Brasil e de outros países do Mundo.
Finalizando, nós lideranças da Aty Guasu Guarani e Kaiowá de modo conscientes vamos lutar sem parar pela recuperação de nossas terras antigas, juntamente com cidadãos (ãs) manifestantes do Brasil em destaque, continuremos a lutar contra GENOCÍDIO Guarani e Kaiowá e iremos insistir na necessidade premente do Estado brasileiro se envolver profundamente com o nosso problema Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul. Sabemos que Governo do Brasil tem seu dever Constitucional assumir e decidir com firmeza e rigor uma dinâmica eficaz para fazer respeitar Direitos Humanos e Indígenas no Mato Grosso do Sul. Entendemos perfeitamente que é dever do Estado brasileiro viabilizar recursos financeiros e humanos, refletir e planejar estratégias que culminem em soluções efetivas aos problemas fundiários dos Guarani e Kaiowá aqui focada. Diferentemente da REVISTA VEJA, temos grande esperança e entendemos que os apoios de manifestantes dos cidadãos (ãs) do Brasil deverão contribuir, no tempo, para melhorar a qualidade de vida dessa grande parcela do nosso povo Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul.
Por fim, prestamos o nosso imenso agradecimento a todos (as) cidadãos (ãs) manifestantes pela compreensão e atenção merecida. A nossa luta continua contra GENOCÍDIO.
Atenciosamente,
Tekoha Guasu Guarani e Kaiowá, 04 de novembro de 2012
Lideranças da Aty Guasu Guarani e Kaiowá-MS

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Programa Brasil Pedófilo: a virgindade de nossas meninas a R$ 20

Por Leonardo Sakamoto


A virgindade de meninas indígenas em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, pode ser comprada por um homem branco por R$ 20,00, roupas ou bombons. A Folha de S.Paulo, deste domingo (4), traz importante reportagem de Kátia Brasil sobre o drama, que vem sendo apurado pela polícia há um ano, mas não prendeu ninguém até agora. Entre os acusados, empresários locais e militares. Até ameaças de morte foram feitas para que tudo fique em silêncio.
A reportagem traz depoimentos das vítimas. Uma, de 12 anos, conta que teve a virgindade “vendida” para um ex-vereador, casado e com filhos. “Ele me levou para o quarto e tirou minha roupa. Foi a primeira vez, fiquei triste.” Outra meninas de 12 anos afirma que foi obrigada na primeira vez: “ele me deu R$ 30,00 e uma caixa com chocolates”.
Que a pedofilia encontra no Brasil um terreno fértil com muitos seguidores, isso é sabido. Imaginem o que seria desta nossa sociedade patriarcal e machista sem as revistas e sites que transformam mulheres de 18 anos em meninas de 12? Afinal de contas, se tem peito e bunda, se tem corpo de mulher, está pronta para o sexo, não é mesmo? E se está pronta para o sexo, por que não ganhar uns trocados para ajudar no orçamento familiar? Antes trabalhar do que ficar zanzando na rua, né?
Lembrei-me de histórias que presenciei. Passando o município maranhense de Estreito, cruzando-se a ponte sobre o rio Tocantins e entrando no estado homônimo, há um posto de combustível. Entre bombas de combustível e caminhões estacionados, meninas ofereciam programas. Entravam na boleia por menos de R$ 30,00, deixando a inocência do lado de fora. Já, em Eldorado dos Carajás, no Pará, me levaram a bordéis onde se podia encontrar por um preço barato “putas com idade de vaca velha”. Ou seja, 12 anos.
Retomo aqui um debate já travado tempos atrás neste espaço. Pois essa discussão não é sobre o direito da mulher ao seu corpo (que deveria ser inquestionável e protegido contra qualquer tipo de idiotice), mas defender que crianças e adolescentes não sejam abocanhados pelo mercado do sexo. Não estou tratando de sexo dos adolescentes, mas sim o seu uso comercial. Muito menos a legalidade da prostituição. Estamos falando de meninas de 12 anos que podem ter sido empurradas para essa condição por pressão da situação social ou econômica da família, mas também sofreram influência externa sobre sua sexualidade – da TV, dos amigos, de vizinhos, de músicas, de ofertas irrecusáveis de bens materiais ou dinheiro, que atiçaram desejos ou fantasias sobre si mesmas e o mundo.
Prostituição infantil não é novidade. E nem é vinculada apenas a uma classe social: há denúncias e mais denúncias de políticos e empresários que alugam barcos e hotéis para consumir as crianças que compraram. Ou festas regadas a uísque nas grandes cidades. Mas é ruim quando a gente se depara novamente com isso. Ver meninas que deveriam estar estudando para uma prova de sexta série vender seus corpos e encararem isso como parte da vida dá um misto de raiva e sensação de impotência.
A ocupação violenta da região amazônica durante a última ditadura militar foi realizada sob a justificativa de integrar o país e desenvolver o interior. Ajudou a enriquecer alguns poucos, trouxe outros milhares que perseguiam um sonho de vida melhor e viu milhões serem explorados em fazendas, carvoarias, bordéis, fábricas, garimpos, mineradoras do seu entorno – sejam migrantes, sejam moradores nativos. Nessa fronteira agrícola, convive a riqueza, que manda suas filhas estudarem no exterior, e a pobreza, que empurra as suas filhas para os postos de combustível nas madrugadas quentes.
Apenas um bagre em coma não sabe que um dos principais impactos da instalação de grandes obras de engenharia na região amazônica tem sido o aumento dos casos de prostituição infantil. Mas quem se importa com a dignidade de algumas pessoas quando estamos falando de megawatts e estradas, ou seja, da grandeza de um país? Os recursos investidos em programas de prevenção para garantir qualidade de vida ou monitorar as condições de crianças e adolescentes são sempre reduzidos diante do que é disponibilizado para o “progresso”. E, considerando os envolvidos nas denúncias, o Estado não é ausente. Em alguns casos, ele participa do crime.
Um dia um fazendeiro português com terras no Mato Grosso disse a Pedro Casaldáliga, símbolo da luta pelos direitos do campo no Brasil, para justificar a exploração: “Dom Pedro, o senhor é europeu, o senhor sabe. As calçadas de Roma foram feitas por escravos. O progresso tem seu preço”.
Desculpem mesmo, não é moralismo. Mas não dá para ler uma matéria como a que trata da situação em São Gabriel da Cachoeira e não ter a sensação de falência de um país.

Cojira participa de evento sobre a falta de representação dos negros/as no Parlamento

 Do Sindicato dos Jornalistas do DF

Dados apontam que dos 513 deputados federais, somente 43 se auto-declaram negros ou pardos. E dos 81 senadores, apenas dois 


No dia 06 de novembro, a Comissão dos Jornalistas pela Igualdade Racial do DF (Cojira-DF) participa do “Seminário sub-representação de negra e negros no Parlamento Brasileiro. O evento, promovido pela Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas e pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), tem o objetivo de discutir a ausência de representantes negros/as no parlamento e será realizado em comemoração ao mês da Consciência Negra.

Durante o evento, especialistas, representantes do governo, parlamentares, acadêmicos, jornalistas, entre outros, irão debater a composição racial no parlamento brasileiro (dados apontam que dos 513 deputados federais, somente 43 se auto-declaram negros ou pardos. E dos 81 senadores, apenas dois). Além disso, os participantes do seminário também objetivam analisar os motivos da sub-representação dos negros e negras no parlamento, bem como, examinar o comportamento dos parlamentares negros que atuam dentro do Congresso Nacional.

Para Daniela Luciana, representante da Cojira que comporá a mesa principal do evento, a luta por essa igualdade dos negros e negras dentro do parlamento brasileiro é um pré-requisito para a consolidação e avanço do processo democrático em nosso país.

“O debate sobre a situação de sub-representação, que encontra paralelo – se pela ausência ou pelos estereótipos recorrentes – na mídia brasileira é uma contribuição de legisladores, profissionais e estudiosos à reversão desse quadro de desigualdade. Para além do diagnóstico, que já sabemos negativo, a contribuição pretendida é indicar as estruturas partidárias, institucionais, os procedimentos vigentes na comunicação política, entre outras situações que não permitem romper com a situação em que estamos, onde o negro e a negra continuam a formar a maioria que vota, mas raramente é eleita", afirma.

A mesa do evento será coordenada pelo presidente da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombos, deputado Luiz Alberto (PT/BA) e além de contar com a representante da Cojira, será composta pela ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros; pelo professor Doutor da Universidade Federal da Bahia, Cloves Oliveira; pelo membro do colegiado de gestão do Inesc, José Antonio Moroni.



O quê: Seminário “A sub-representação de negras e negros no Parlamento Brasileiro”
Quando: 06 de novembro das 14h às 18h
Onde: Auditório Freitas Nobre – Anexo IV da Câmara dos Deputados

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Fórum Social Mundial - Palestina Livre





Chamada para Ação Solidária simultânea, 28 de novembro até 1o de dezembro de 2012

De 28 de novembro a 1o de dezembro, milhares de ativistas, líderes comunitários, jovens, grupos religiosos, sindicatos, músicos, acadêmicos e muito mais irão convergir para Porto Alegre, Brasil para o primeiro Fórum Mundial Social dedicado exclusivamente à Palestina.

Para aqueles que não podem se juntar a nós no Brasil, o Fórum Social Mundial Palestina Livre FSM-PL pede que sejam organizados protestos simultâneos, ações criativas e esforços de mídia em todo o mundo para chamar a atenção para as metas e estratégias que serão discutidas e promovidas durante este Fórum.

O FSM-PL será um encontro mundial de amplas mobilizações populares e da sociedade civil de todo o mundo. 

Os objetivos são:

1. Mostrar a força da solidariedade com o povo palestino e a diversidade de iniciativas e ações destinadas a promover a justiça e a paz na região.

2. Criar ações efetivas para garantir a autodeterminação palestina, a criação de um Estado palestino tendo Jerusalém como sua capital e do cumprimento dos direitos humanos e do direito internacional, com as seguintes ações:

 a) o fim da ocupação israelense e da colonização ilegal de todas as terras árabes e a destruição do Muro; b) Garantir os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel à fim de gozar igualdade plena, e c) Implementar, proteger e promover os direitos dos refugiados palestinos de regressar às suas casas e propriedades como estipulado na Resolução 194 da ONU.

3. Ser um espaço de discussão, troca de idéias, estratégia e planejamento, a fim de melhorar a estrutura de solidariedade.


Como fazer parte da FSM Palestina Livre Estendido? 

O Fórum Social Mundial Palestina Livre convoca atividades globais simultâneas em solidariedade com o acontecimento histórico no Brasil.

Para ser parte do esforço FSM Palestina Livre, pedimos que:

  • Use o logotipo FSM-FP durante o evento e no material promocional;
  • Informe-nos com antecedência a sua atividade em extended@wsfpalestine.net e prensa@wsfpalestine.net para contribuir na promoção global.
  •  Envie-nos fotos, vídeos de sua atividade para exibi-los em Porto Alegre.

Durante o FSM Palestina Livre, vamos todos usar a hashtag # wsfpalestine Twitter para promover nossas ações e não se esqueça de seguir @ WSFPalestine !

Seja uma parte da FSM Palestina Livre onde quer que esteja:
28 novembro - 1 dezembro 2012!

Unión de Periodistas de Cuba condecora Beto Almeida

Do BlogueDoSouza:



El destacado periodista brasileño, Carlos Alberto Almeida (Beto), en acto solemne en la sede de la Unión de Periodistas de Cuba (UPEC), fue condecorado con la Distinción Félix Elmuza. La medalla que otorga el Consejo de Estado, le fue entregado por Tubal Páez, presidente de esa organización.

La vicepresidenta de la UPEC, Aixa Hevia, destacó la trayectoria del analista brasileño dentro del movimiento de solidaridad con Cuba y su permanente acción en favor del periodismo revolucionario y contra el terrorismo mediático.

Visiblemente emocionado, el homenajeado agradeció el gesto, el cual dijo aceptar como parte de su compromiso irreductible por divulgar la verdad de la patria de José Martí, en un contexto internacional en el que los grandes medios pretenden imponer una visión distorsionada de la realidad.

Beto Almeida es invitado permanente de la Junta Directiva de Telesur, presidente de Televisión Ciudad Libre en Brasil, y de TV comunitaria de Brasilia, corresponsal de Radio de Madres Plaza de Mayo de Argentina, y miembro del Consejo Editorial del “Jornal Brasil de Fato”.

Se encontraban presentes diversas personalidades de la prensa y amigos del galardonado, entre ellos Luis Acosta, vicepresidente primero del Instituto Cubano de Radio y Televisión (ICRT).

sábado, 20 de outubro de 2012

Dr Moussa Ibrahim envia comunicado e desmente sua prisão

Desse lado do mundo, muitas pessoas não tem ideia de quem seja Moussa Ibrahim. Ele foi, por anos, o porta-voz do governo líbio de Muammar Qadafi e esteve à frente de tudo até o limiar da guerra que transformou o país em ruínas. 

 Dr Moussa é conhecido por sua educação, inteligência e sensatez. Uma passada pelo Youtube, com suas declarações e entrevistas coletivas, pode dizer muito sobre ele. Infelizmente, creio que não há nada com legendas em português, apenas em inglês (com ele falando em árabe ou inglês). 

 A Líbia hoje, silenciada pela imprensa do mundo inteiro, tem ruas dominadas por milícias e mercenários do CNT (o "Conselho Nacional de Transição" que até hoje não possui um governo de fato, nem consegue proteger sequer a seus dirigentes). Em razão disso, as pessoas são proibidas de se manifestarem livremente, sob pena de prisão, tortura ou morte. Em especial se forem identificadas como apoiadoras da "Líbia Verde" (Green Libya), a Líbia governada pelo ex-líder Muammar Qadafi. Sendo assim, altos funcionários do antigo governo estão exilados em países próximos ou escondidos em seu próprio país. 

Há muito tempo temos notícias do Dr Moussa apenas pela internet, em raros comunicados que surgem para evitar que ele seja localizado. Num dos últimos, Dr Moussa Ibrahim apela aos irmãos muçulmanos para que não colaborem com protestos violentos contra o filme que ridiculariza o profeta Maomé que, de forma inédita na história humana, conseguiu unir seguidores do islamismo em todo o planeta (coisa que aliás, nenhum ideal ou guerra tinha conseguido antes). Em meio à tantas justificativas, ele apelou ao bom senso dizendo que "Allah não aprovaria tortura e mortes em seu nome" e que era preciso "mostrar ao mundo que o Islã também é perdão". Esse é o Dr Moussa Ibrahim. 

Há dois dias temos acompanhado notícias sobre uma possível prisão dele em Tahourna, uma cidade na Libya. Alguns veículos de imprensa reproduziram a notícia dizendo que ele já estava sendo interrogado. No entanto, ele acaba de enviar um video desmentindo o ocorrido e conclamando também à união do povo líbio contra os invasores estrangeiros que destruíram seu país e agora, com apoio dos mercenários da OTAN, bombardeiam diuturnamente a cidade de Bani Walid. Ele afirma que está fora da Libya mas que acompanha o massacre que vem ocorrendo em Bani Walid e que sua suposta prisão tem o objetivo que desviar a atenção do que ocorre por lá.

 

Os protestos em Bani Walid (maior reduto de apoiadores do ex-líder Muammar Qadafi) duram desde o início da ocupação estrangeira no país, mas se intensificaram nos últimos dias. Em toda a Libya começaram a surgir bandeiras negras com letras douradas, avisando que o povo estava se unindo à tribo dos Warfala, origem dos Qadafi, em protesto à tentativa de varrer do mapa todos os moradores de Bani Walid. A cidade vem sendo bombardeada e atacada sem trégua há duas semanas, com o uso inclusive de bombas de urânio, fósforo e gás Sarin.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

LIZZIE PHELAN: Bani Walid under siege

Fonte: http://lizzie-phelan.blogspot.com/2012/10/bani-walid-under-siege-being-bombed-and.html?spref=bl

Reuters have just reported that the Libyan city of Bani Walid, which despite reports that it was the last to surrender to the NATO led counterinsurgency against the former Libyan government, in fact never did surrender, is being shelled by pro-"government" forces (I put government in parenthesis because there is in fact no authority that can be called a government in Libya, but a vast array of militias that control different areas). The news agency reports that the shelling has so far caused three fatalities including the death of a little girl.

I have also been getting reports over the last few days from Libya that Bani Walid, which has been under siege for about a week (see RT story below), is being threatened with an attack by rebels from Misrata, who have been one of the most notorious elements of the NATO-led insurgency that destroyed Libya's former government and destabilised the entire country, with ripple effects across the region.

It was the rebels in Misrata that received some of the most sympathy from the western media and human rights organisations during the 9 month NATO bombing campaign. That sympathy provided cover for them to be heavily armed, arms which they subsequently used to racially cleanse the neighbouring town of Tawergha, which was mainly populated by black Libyans, but now no longer exists.

It was only after the event of Tawergha being destroyed, that the western corporate media and human rights organisations began to give some tentative coverage to the plight of its people. But not only was timely or adequate coverage not given, such organisations served to inflame the inherent racism of the Misrata militias by instead giving coverage to the entirely baseless claim that the former Libyan government was hiring mercenaries from sub-Saharan Africa.

And now the militias from Misrata have been set loose across the country since the bombing into dissolution of the former Libyan government, the persecution of Tawerghans, black-skinned Libyans and migrant workers from other African countries, that was previously confined to rebel held areas has left all black people across the country at high risk.

Should any more evidence of the brutality of the Misrata militias be needed, it was of course members of those groups who were responsible for the sickening treatment and murder of late leader Muammar Gaddafi after he was injured in what most credible accounts report was a NATO attack on his convoy.

Now, again with the arms that have come into their hands and the lack of any force that is able to stop them, because of NATO's destabilisation of Libya, they are threatening to attack Bani Walid with the same kind of tactics they have become notorious for.

The Reuters report says that the city is under siege because it still harbours pockets of pro-Gaddafi elements. But as usual this is a distortion and ignores firstly the fact that the tribe of Bani Walid, the Werfalla, which is also Libya's largest tribe, has always been united ideologically as they were and remain throughout this ongoing crisis. Their position has unwaveringly been to resist the NATO-rebel insurgency, and had it not been for the unity of the Werfalla, then the militias would never be able to enter Bani Walid without heavy bombardment.

The people of Bani Walid are calling on the UN to protect them and intervene to end the siege, prevent further persecution and for international media to raise awareness about their plight.

Here is an RT report describing in more detail the suffering the people of that city are currently enduring:

'No food, no drugs': Libyan troops siege ex-Gaddafi stronghold

Bani Walid, em frente ao Congresso Nacional, em Trípoli 07 de outubro de 2012 (Reuters / Ismail Zitouny)

Armed Libyan forces continue to surround the city of Bani Walid, Libya. As tension between government troops and opposition supporters continues to mount, residents have been left without food and other supplies – and are calling on the UN for help.

Human rights group Amnesty International has asked authorities to avoid unnecessary force, and to allow medical and other vital supplies into the city.

It comes after Libya’s General National Congress gave the Ministries of Interior and Defense permission to use force to arrest those suspected of killing Omran Shaaban – the man who is credited for capturing the country’s ex-leader, Muammar Gaddafi, last year.

Over the past week, government troops have surrounded the city.

“Right now, the armed forces are attacking our city at the eastern boundary between us and Misrata city,” Dr. Abdul-hamid Alshandoli, a member of Bani Walid’s social council who is inside the sieged city, told RT.

The government also called on the release of others being detained in Bani Walid, giving those in the city ten days to comply. The deadline came and went on Friday.

The chief of staff for Libya’s army issued a statement on Thursday, calling on residents to hand over the individuals to avoid a military assault.

According to Amnesty International, hundreds of residents in the city have been arrested by armed militias. Many continue to be detained without being charged or put on trial, and have been tortured or otherwise ill-treated, the organization said.

But despite calls from the army, a large number of residents have turned out to protest the demands.

“Many armed groups came to main entrance of Bani Walid and they asked the people to get out of the city. We have decided not to go because we want to defend our rights, our homes, and our families,” Alshandoli said.

As the conflict between government forces and opposition followers continues in the former Gaddafi stronghold, the city is reportedly suffering from a lack of necessary supplies.

On October 4th, local doctors said that a group of armed men prevented three vehicles carrying medical supplies, personnel, and oxygen from entering the city. The men had set up a checkpoint about 80 kilometers away from Bani Walid, according to Bikya Masr news.

“The situation is very bad. No fuel, no food, no drugs, no communication. Everything is in a very bad situation,” Alshandoli said.

A petition circulating around the city on Friday night asked the UN Security Council to convene an emergency meeting and “to immediately intervene to protect the civilians in the town.”

Signatories of the petition claimed that pro-government armed militias were trying to kill large numbers of people in Bani Walid, because of the city’s pro-Gaddafi history.

However, it seems the solution is not as easy as simply asking the UN for help. “It’s difficult to know how to actually provide assistance in this case. It’s a question of what type of international body has the authority to come in, in what way they have the mandate or ability to act, and how they themselves can be protected – given the repeated and numerous strikes against Western targets in Libya over the past year,” editor of the Corbett Report, James Corbett, told RT.

Bani Walid was one of the last cities to fall under the control of anti-Gaddafi forces last year. Libya is still plagued with violence between pro-Gaddafi loyalists and supporters of the country’s new government – calling into question whether the fall of Gaddafi was indeed the beginning of a new Libya.

According to the UN, many pro-Gaddafi loyalists have been detained in grim conditions, abused and tortured, since last year’s uprising. Reports of mistreatment serve as an embarrassment for Libya’s new government, as well as for western powers – which fiercely supported the rebellion.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Fechando a semana - uma homenagem a um dos últimos mestres de nosso tempo

The months in Berlin made me a lifelong communist, or at least a man whose life would lose its nature and its significance without the political project to which he committed himself as a schoolboy, even though that project has demonstrably failed, and, as I now know, was bound to fail. The dream of the October Revolution is still there somewhere inside me, as deleted texts are still waiting to be recovered by experts, somewhere on the hard disks of computers. I have abandoned, nay, rejected it, but it has not been obliterated. To this day I notice myself treating the memory and tradition of the USSR with an indulgence and a tenderness which I do not feel towards communist China, because I belong to the generation for whom the October Revolution represented the hope of the world, as China never did. The Soviet Union's hammer and sickle symbolised it.

Interesting Times, Little Brown, 2002




Eric Hobsbawn em visita ao Brasil, Paraty(RJ), 1995

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Liberalismo “progridam ou acabamos com vocês”

Por John Pilger
Qual o mais poderoso e mais violento ‘-ismo’ do mundo? A resposta automática será “islamismo’, agora que o comunismo saiu do olho do alvo. Mas a resposta certa, escreveu Harold Pinter:
“praticamente nunca foi gravada, senão superficialmente, jamais foi documentada nem reconhecida”, porque é a única ideologia que se apresenta como não ideológica; nem de direita, nem de esquerda; e que se apresenta como a suprema solução, é o liberalismo. 
Em seu ensaio de 1859, On Liberty, ao qual liberais modernos rendem homenagens, John Stuart Mill descreveu o poder do império.
“O despotismo é modo legítimo de governo no trato com bárbaros”, escreveu, “desde que o objetivo seja o progresso deles, seu aprimoramento; e o meio, justificado, porque realmente leva àquele resultado.”
Os “bárbaros” eram vastas porções da humanidade cuja “obediência implícita” se exigia. O liberal francês Alexis de Tocqueville também acreditava firmemente que a conquista sangrenta sobre outros seria “um triunfo da cristandade e da civilização” que estaria “claramente predeterminado na visão da Providência”.
“É mito elegante e conveniente que os liberais sejam pacificadores, e os conservadores, pró guerras”, escreveu o historiador Hywel Williams em 2001, “mas o imperialismo à moda dos liberais pode ser mais perigoso, por sua natureza ilimitada, sem prazo para acabar – a convicção de que representaria uma forma superior de vida [ao mesmo tempo em que nega] o próprio fanatismo arrogante”.
Tinha em mente, naquele momento, um discurso de Tony Blair, proferido imediatamente depois dos ataques do 11/9/2001, no qual Blair prometeu “reordenar esse mundo à nossa volta” segundo seus próprios “valores morais”.
Um milhão de mortos – só no Iraque –, no mínimo, depois daquele discurso, esse perfeito tribuno do liberalismo vive hoje como empregado pago pelo tirano que governa o Cazaquistão, com salário de 13 milhões de dólares[1].
Os crimes de Blair não são raros. Desde 1945, mais de 1/3 dos países-membros da Organização das Nações Unidas, ONU – 69 países – padeceram de uma ou de várias das seguintes desgraças. Foram invadidos; tiveram governos derrubados; movimentos sociais foram reprimidos; as eleições foram subvertidas e a população, bombardeada. O historiador Mark Curtis estima em milhões o número de mortos. Esse foi, principalmente, o projeto desse campeão liberal, os EUA, cujo celebrado presidente “progressista”, John F Kennedy, como pesquisa recente acaba de demonstrar, autorizou o ataque a bombas contra Moscou, na crise dos mísseis em 1962.
“Se temos de usar a força”, disse Madeleine Albright, secretária de Estado dos EUA no governo liberal de Bill Clinton, “é porque somos os EUA. Somos a nação indispensável. Estamos acima. Vemos mais longe, no futuro.”
Difícil encontrar definição mais compacta do mais violento moderno liberalismo.
A Síria é projeto antigo.
Eis um excerto de um telegrama conjunto, da inteligência dos EUA e da Grã-Bretanha, que vazou:
“Para facilitar a ação das forças liberativas [sic] (…) esforço especial deve ser feito para eliminar alguns indivíduos chaves [e] para dar prosseguimento aos distúrbios internos na Síria. A CIA está preparada, e o SIS (MI6) tentará montar ações menores de sabotagem e incidentes de golpes de mão [sic] dentro da Síria, trabalhando mediante contatos com indivíduos (…) um necessário grau de medo e (…) conflitos provocados de fronteiras garantirão  um pretexto para intervenção (…) CIA e SIS devem usar (…) capacidade no campo psicológico, e nas ações de campo, para aumentar a tensão.”
Foi escrito em 1957, embora só tenha vindo à tona em recente relatório do Royal United Services Institute (RUSI), intitulado A Collision Course for Intervention [Uma rota de colisão para intervenção][2], cujo autor diz, fingindo que adivinha: “É altamente provável que algumas forças especiais e fontes de inteligência ocidentais já estejam na Síria há tempo considerável”. E assim vão acenando com uma guerra mundial, a partir da Síria e do Irã…
Israel, a violenta criação e criatura do ocidente liberal, já ocupa parte da Síria. Não é novidade: israelenses fazem piqueniques nas Colinas do Golan e dali assistem à guerra civil dirigida pela inteligência ocidental a partir da Turquia e financiada e armada pelos medievalistas que reinam na Arábia Saudita. Já tendo roubado praticamente toda a Palestina, atacado o Líbano, matado de fome o povo de Gaza e construído vasto arsenal ilegal de armas atômicas, Israel é mantido à parte da atual campanha de desinformação orientada ao objetivo de instalar fregueses fiéis do ocidente em Damasco e Teerã.
Dia 21 de julho, o colunista Jonathan Freedland do Guardian ameaçava que “o ocidente não se manterá isento por muito tempo (…) Ambos, EUA e Israel olham ansiosos as armas nucleares e as armas químicas da Síria, que hoje se diz que estariam destravadas e em movimentação, temendo que Assad decida desencarnar numa nuvem radiativa de glória.” Quem disse? Os ‘especialistas’ e ‘jornalistas’ de sempre.
Como eles, Freedland também deseja “uma revolução sem a total intervenção que se fez necessária na Líbia”. Segundo números do próprio Freedland, a OTAN realizou 9.700 “voos-ataque” contra a Líbia, dos quais mais de um terço contra alvos civis. Usaram-se mísseis com ogivas de urânio. Vestígios podem ser encontrados nas fotos das ruínas de Misurata e Sirte e nas covas coletivas, já  localizadas pela Cruz Vermelha. Ou que se leia o relatório da Unicef sobre crianças mortas, “a maioria das quais com menos de dez anos”. Como a destruição da cidade iraquiana de Fallujah, não se noticiaram esses crimes, porque a imprensa, usada como instrumento para desinformar é arma de ataque já plenamente integrada ao arsenal ocidental.
Dia 14 de julho passado, o Observatório Líbio de Direitos Humanos, que fez oposição ao regime de Gaddafi, relatava:
“A situação dos direitos humanos na Líbia é hoje muito pior que durante o governo de Gaddafi.” Ações de limpeza étnica são regra. Segundo a Anistia, a população da cidade de Tawargha “continua impossibilitada de voltar, porque suas casas foram saqueadas e queimadas”.
Entre os acadêmicos do planeta anglo-norte-americano, teóricos influentes, conhecidos como “realistas liberais”, ensinam há muito tempo que os imperialistas liberais – expressão que jamais empregam – são os pacificadores do mundo, e gerentes especializados em gestão de crises, não a causa da crise. Extraíram do estudo das nações toda e qualquer consideração sobre humanidade, e congelaram seus saberes num jargão que serve bem ao poder de fazer guerras. As nações são analisadas como cadáveres em mesa de dissecção e autópsia. Assim identificaram “estados falidos” (nações difíceis de explorar) e “estados bandidos” (nações que resistem à dominação ocidental). Que o regime seja democrático ou ditatorial, não faz diferença. O mesmo vale para os que são contratados para fazer o serviço sujo.
No Oriente Médio, desde o tempo de Nasser, até a Síria de hoje, sempre houve liberais islamistas colaboracionistas aliados aos liberais ocidentais; agora, o ocidente está aliado a al-Qaeda. E noções de democracia e direitos humanos, já completamente desacreditadas, servem ainda como fantasia retórica para encobrir as ações de conquista “como se exige”. Plus ça change

[1] Tony Blair também arrecada lá seu dinheirinho de empresários paulistas, nobremente a serviço da ‘melhoria de gestão’ do governo do Estado de São Paulo, Brasil, contribuição desinteressada que o governador Alckmin, da social-democracia (só rindo) paulista, aceitou lépido. Há notícia sobre isso, do dia 27/8/2012, no jornal O Estado de S.Paulo, em http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tony-blair-prestara-consultoria-ao-governo-de-sao-paulo,922288,0.htm.
Aí se lê que “a consultoria será prestada por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), que implantará um projeto de modernização de gestão que custará R$ 12 milhões ao longo de um ano”. Dinheiro excessivo, que a Vila Vudu jamais pagaria a homem sem qualquer especialização reconhecida e que, há uma década, alardeava que obrava para “reordenar esse mundo à nossa volta”, com o resultado que hoje se constata. Mas, sim, claro, é possível que arrange negocinhos para os empresários paulistas que pagam-lhe o michê [NTs].
Fonte: Vila Vudu via midiacrucis
(detaques em amarelo deste blog)

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