"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Guerra Inevitável da OTAN: O Dilúvio de Mentiras sobre a Líbia


Por Fidel Castro Ruz

Global Research, 4 de março de 2011

Em contraste com o que está acontecendo no Egito e na Tunísia, a Líbia ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Humano para a África e tem a maior expectativa de vida no continente. Educação e saúde recebem atenção especial do Estado. O nível cultural de sua população é sem dúvida o mais elevado. Seus problemas são de uma espécie diferente. A população não tinha falta de comida e de serviços sociais essenciais. O país precisava de uma força de trabalho estrangeira abundante para realizar planos ambiciosos para a produção e desenvolvimento social.
Por essa razão, provia o emprego de centenas de milhares de trabalhadores do Egito, Tunísia, China e outros países. Tinha rendas enormes e as reservas em moedas conversíveis depositadas nos bancos dos países ricos dos quais eles adquiriram bens de consumo e até mesmo armas sofisticadas que foram fornecidas por exatamente os mesmos países que hoje querem invadi-la em nome dos direitos humanos.
A campanha colossal de mentiras, desencadeada pela mídia de massa, resultou em uma grande confusão na opinião pública mundial. Algum tempo vai passar antes que possamos reconstruir o que realmente aconteceu na Líbia, e possamos separar os fatos verdadeiros dos falsos que foram difundidos.
Empresas de radiodifusão sérias e de prestígio como a Telesur viram-se com a obrigação de enviar repórteres e cinegrafistas para as atividades de um grupo e do lado oposto, de modo que pudessem informar sobre o que estava realmente acontecendo.
Comunicações foram bloqueadas, honestos funcionários diplomáticos estavam arriscando suas vidas passando pelos bairros e observando as atividades, dia e noite, a fim de informar sobre o que estava acontecendo. O império e seus principais aliados usaram os meios mais sofisticados para divulgar informações sobre os eventos, entre os quais era preciso se deduzir os pedaços da verdade.
Sem qualquer dúvida, os rostos dos jovens que protestavam em Bengazi, homens e mulheres usando o véu ou sem véu, estavam expressando indignação genuína.
Qualquer um é capaz de ver a influência que o componente tribal ainda exerce sobre esse país árabe, apesar da fé muçulmana que 95% de sua população sinceramente compartilha.
O Imperialismo e a OTAN - seriamente preocupados com a onda revolucionária desencadeada no mundo árabe, onde uma grande parte do petróleo é gerada e sustenta a economia de consumo dos países desenvolvidos e ricos - não podiam deixar de tirar proveito do conflito interno rebelado na Líbia para que pudessem promover a intervenção militar. As declarações feitas pela administração dos Estados Unidos desde o primeiro instante foram categóricas nesse sentido.
As circunstâncias não poderiam ser mais propícias. Nas eleições de novembro, a perplexa ala republicana de extrema direita foi um golpe contundente ao presidente Obama, um especialista em retórica.
O grupo fascista da "missão cumprida", agora apoiado ideologicamente pelos extremistas do Tea Party, reduziu as possibilidades do atual presidente a um papel meramente decorativo no qual até mesmo o seu programa de saúde e a recuperação econômica duvidosa estavam em perigo, como resultado do déficit orçamental e do crescimento incontrolável da dívida pública que foram quebrando todos os recordes históricos.
Apesar da enxurrada de mentiras e da confusão que foi criada, os EUA não conseguiram arrastar a China e a Federação Russa para a aprovação pelo Conselho de Segurança para uma intervenção militar na Líbia, embora tenha conseguido obter, no Conselho dos Direitos Humanos, a aprovação dos objetivos que estava buscando naquele momento. No que diz respeito a uma intervenção militar, o Secretário de Estado declarou em palavras que não admitem a menor dúvida: "nenhuma opção é descartada".
O fato real é que a Líbia está agora envolvida em uma guerra civil, como tínhamos previsto, e as Nações Unidas não puderam fazer nada para evitá-la, além do seu próprio Secretário-Geral  ter espalhado o fogo com uma dose considerável de combustível.
O problema que os atores talvez não tivessem imaginando é que muitos líderes da rebelião estavam divididos neste assunto complicado declarando que eles estavam rejeitando todas as intervenções militares estrangeiras.
Várias agências de notícias informaram que Abdelhafiz Goga, porta-voz do Comitê da Revolução, afirmou na segunda-feira dia 28 que "'O resto da Líbia deve ser liberado pelo povo líbio".
 "Estamos contando com o exército para libertar Trípoli”, assegurou Goga durante o anúncio da formação de um "Conselho Nacional" para representar as cidades do país nas mãos da insurreição.
“O que queremos é informação da inteligência, mas em nenhum caso que a nossa soberania seja afetada no ar, na terra ou no mar”, ele acrescentou durante um encontro com jornalistas nesta cidade localizada 1000 km a leste de Trípoli.
 "A intransigência dos responsáveis pela oposição à soberania nacional estava refletindo a opinião sendo manifestada espontaneamente por muitos cidadãos líbios para a imprensa internacional em Benghazi", informou um despacho da agência AFP na segunda-feira passada. Nesse mesmo dia, uma professora de ciências políticas da Universidade de Bengazi, Abeir Imneina, declarou:
 "Há um sentimento nacional muito forte na Líbia."
 "'Além disso, o exemplo dos ataques no Iraque amedronta o mundo árabe como um todo", ela salientou, em referência à invasão americana de 2003 que era para levar a democracia a esse país e, em seguida, por contágio, para a região como um todo, uma hipótese totalmente desmentida pelos fatos."
A professora continua:
 "Nós sabemos o que aconteceu no Iraque, que é totalmente instável e que realmente não queremos seguir o mesmo caminho”. “Nós não queremos que os americanos venham e tenhamos que ir chorar para o Khaddafi”, continuou o especialista.
Mas de acordo com Abeir Imneina, “existe também a sensação de que esta é a nossa revolução, e que nós é que temos que fazer isso”.
Poucas horas depois deste despacho ser impresso, dois dos principais órgãos de imprensa dos Estados Unidos, o The New York Times e o The Washington Post, apressaram-se em oferecer novas versões sobre o assunto; a agência DPA informa sobre isso no dia seguinte, primeiro de março: "A oposição da Líbia pode solicitar que o oeste bombardeie as posições aéreo estratégicas das forças leais ao presidente Muammar Al Khaddafi, a imprensa dos EUA informou hoje."
 "O assunto está sendo discutido dentro do Conselho Revolucionário da Líbia, o 'The New York Times' e o 'The Washington Post' especificaram em suas versões online."
“‘The New York Times’ observa que estas discussões revelam a crescente frustração dos líderes rebeldes em face da possibilidade de que Khaddafi deve retomar o poder.”
 "Na eventualidade que as ações aéreas sejam realizadas no âmbito das Nações Unidas, estas não implicariam em intervenção internacional, explicou o porta-voz do conselho, citado pelo The New York Times".
 "O conselho é composto por advogados, acadêmicos, juízes e membros proeminentes da sociedade da Líbia."
O despacho declarou:
“‘O Washington Post’ citou rebeldes reconhecendo que, sem o apoio do Ocidente, o combate com as forças leais a Khaddafi poderia durar um longo tempo e o custo de muitas vidas humanas.”
Vale ressaltar que a este respeito, nem um único trabalhador, camponês ou construtor é mencionado, qualquer pessoa relacionada com a produção de material ou qualquer jovem estudante ou combatente entre aqueles que participam nas manifestações. Por que o esforço de apresentar os rebeldes como membros proeminentes da sociedade exigindo bombardeio dos EUA e da OTAN a fim de matar líbios?
Algum dia saberemos a verdade, através de pessoas como o professor de ciências políticas da Universidade de Bengazi, que, com tal eloquência, conta a terrível experiência que matou, destruiu casas, deixou milhões de pessoas no Iraque sem emprego ou os forçou a emigrar.
Hoje, na quarta-feira, dois de março, a Agência EFE apresenta o bem conhecido porta-voz rebelde fazendo declarações que, em minha opinião, afirmam e ao mesmo tempo entram em contradição com aquelas feitas na segunda-feira: "Bengazi (Líbia), 2 de março. A liderança dos rebeldes da Líbia pediu hoje ao Conselho de Segurança da ONU para lançar um ataque aéreo contra os mercenários do regime de Muammar Khaddafi.”
“‘Nosso Exército não pode lançar ataques contra os mercenários, devido ao seu papel defensivo, afirmou o porta-voz dos rebeldes, Abdelhafiz Goga, numa conferência de imprensa em Bengazi."
“‘Um ataque aéreo estratégico é diferente de uma intervenção estrangeira que rejeitamos’, enfatizou o porta-voz das forças de oposição, que em todos os momentos têm-se mostrado contra uma intervenção militar estrangeira no conflito da Líbia.”
Com qual das muitas guerras imperialistas essa se parece?
Com a da Espanha em 1936? Mussolini contra a Etiópia em 1935? George W. Bush contra o Iraque no ano de 2003 ou qualquer outra das dezenas de guerras promovidas pelos Estados Unidos contra os povos das Américas, desde a invasão do México em 1846 à invasão das Ilhas Malvinas em 1982?
Sem excluir, é claro, a invasão mercenária da Baía dos Porcos, a guerra suja e o bloqueio da nossa Pátria ao longo de 50 anos, que terá mais um aniversário próximo 16 de abril.
Em todas essas guerras, como a do Vietnã que custou milhões de vidas, as justificativas e medidas mais cínicas prevaleceram.
Para qualquer pessoa com dúvidas sobre a inevitável intervenção militar que deverá ocorrer na Líbia, a agência de notícias AP,  que eu considero ser bem informada, impressionou hoje com uma manchete que afirmava: "Os países da OTAN estão  elaborando um plano de contingência, tendo como modelo as zonas de exclusão aérea estabelecidas ao longo dos Balcãs na década de 1990, no evento que a comunidade internacional decida impor um embargo aéreo sobre a Líbia, disseram diplomatas”.
Mais adiante ele conclui: "Oficiais, que não puderam dar seus nomes devido à natureza delicada da questão, indicaram que as opiniões sendo observadas começam com a zona de exclusão aérea que a aliança militar ocidental impôs sobre a Bósnia em 1993, que teve o mandato do Conselho de Segurança, e com o bombardeio da OTAN no Kosovo em 1999, QUE NÃO TEVE”.

Fidel Castro Ruz é um colaborador frequente do Global Research. Artigos de Pesquisa mundial por Fidel Castro Ruz

sábado, 9 de abril de 2011

O PAI DO HOMEM

Dois textos, um do Eduardo Castro e outro do Flávio Gomes, que reproduzo abaixo, dizem EXATAMENTE o que eu penso sobre a tragédia ocorrida no Rio. Naturalmente o assunto está em todas as rodas e, conhecendo-me, muitos perguntam: "o que você pensa sobre isso"? ou ainda, "o que acha da carta que ele deixou"? talvez numa vã tentativa de que eu reconheça nela qualquer traço da cultura muçulmana que possa justificar o ocorrido. Infelizmente, como lembra o Flávio, sequer muçulmano ele era, não freqüentava mesquitas, não saía de casa, usava o computador (eu também uso várias horas por dia), era apenas "estranho", como adjetivado por sua irmã. Então, o que eu penso sobre isso? Bom, principalmente se você for pai ou mãe, leia os textos abaixo (os grifos são meus).

Podemos pensar, talvez, no que podemos fazer daqui pra frente.

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Sobre as doze crianças



Em cinco minutos, morreram doze crianças!
Dentro da escola, num susto. Por que? Como pode? Queremos justiça!
Doze crianças.
Exatamente o mesmo número de crianças que morrem de fome no mundo em um único minuto. E há muitos anos.
Não causam a mesma indignação. Ninguém clama por justiça ou tenta entender porquê. Não ganham capas de jornal. Não levam especialistas à TV. Nem aí, nem aqui, nem em nenhum lugar do mundo.
Também são doze crianças inocentes mortas – só que a cada minuto. Por hora, são 720. Por dia, 17 mil. Desde quinta-feira, oito da manhã, já são mais de 34 mil.
Com medo de que mais crianças morram, pedimos mais segurança. Detectores de metal. Cercas elétricas. Policiais mais bem armados – e dentro das escolas.
Volto às incômodas comparações: o gasto militar dos EUA para o ano que vem (2012) está orçado U$553 bilhões. Isso porque vai sofrer um corte de cerca de 80 bilhões este ano. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) estima que para acabar com a fome no mundo (incluindo adultos, velhos, recém-nascidos, todos) seriam necessários U$ 30 bilhões.
Será que gastar mais com isso vai mesmo evitar que morram mais crianças inocentes?
Ainda há fome no Brasil (como também há nos Estados Unidos e Europa), mas aqui, na África, ela agride sua passividade com mais frequência. Bate no vidro do seu carro no sinal de trânsito – e não tem sopão de igreja, secretaria de bem estar ou bolsa-família. A esmola, se você der, será em metical, que vale 30 vezes menos que o dólar, 20 menos que o real.
As doze crianças de Realengo me doeram, chocaram e entristeceram. Mas as 12 que morrem de fome por minuto – a maioria absoluta aqui da África, mas muitas, ainda, do Brasil – também deveriam ganhar manchetes, provocar revolta.
Afinal, são doze crianças.
Pra quem não gostou do meu texto, recomendo outro, do coleguinha Flávio Gomes, que fechou a conta e passou a régua no assunto (reproduzido logo abaixo).
É um outro jeito de dizer a mesma coisa. Só que muito mais bem escrito, claro.

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O PAI DO HOMEM


Depois de ler o que pude, ouvir o rádio e ver a TV, peguei meu carro, era dia de folga, jornalista folga de quinta-feira, fui até a oficina, vi os dois Weber que colocaram no Meianov, ligamos o carro, o motor ficou com um ronco legal, depois descemos lá onde eles fazem funilaria e pintura, a peruinha já está toda raspada, sem motor, descobrimos a cor original. Descobrir a cor original de um carro de 55 anos é algo emocionante para quem gosta deles, dos carros. Foi arrancar o forro do teto e lá estava o azul, Azul Firenze, segundo o amigo das cores, intocada a pintura, uma coisa bacana, ajuda muito na restauração, mesmo que o Azul Firenze não seja lindo, eu tinha a ideia de fazer creme e vinho, ou branco Lotus e azul-marinho. Mas ela era azul, ora bolas, e se nasceu assim, que continue assim. Acho que será azul, e também encontrei o número do chassi, é umas das únicas 173 fabricadas em 1956, creio que o mais correto seja mesmo fazê-la como era quando saiu da fábrica e tal.
Depois fui ao centro da cidade, com um trânsito curiosamente bom, atrás de um emblema e de umas calotas, o trânsito curiosamente bom.
As irrelevâncias nos movem. Tudo que fiz hoje foi irrelevante, ver uns carburadores, descobrir uma cor, procurar uns emblemas e umas calotas. Foi tudo que consegui fazer. Mergulhar na irrelevância e na indiferença.
O rapaz que entrou na escola atirando não se encaixa em nenhum perfil que permita esbravejar. Até onde se sabe, não era traficante, ladrão, fugitivo. Não era militante de nenhum partido, não lutava jiu-jítsu, não era um skinhead, não pertencia a nenhuma torcida organizada. Até onde se sabe, não usava drogas, não bebia, não era pedófilo, não era evangélico, não era muçulmano, não era judeu, não era cristão, não era xiita, não era sunita, não tirava racha na rua, não tinha suásticas tatuadas na pele, não pertencia a nenhuma seita, não era gótico, não era punk, não ouvia Bossa Nova, não usava piercing, não era rico, não era pobre, não era gordo, não era magro, não estava em liberdade condicional, não tinha passagem pela polícia, não vivia no Complexo do Alemão, não era do Jardim Ângela, não morava numa cobertura da Vieira Souto, não era nada. Segundo sua irmã, ele era estranho.
Estranho.
Seu nome era Wellington de Oliveira, um nome bem brasileiro, há milhares de Wellingtons, Washingtons, Andersons. O Brasil tem um estranho fascínio por W e por nomes que terminam em “on”. Wanderson, Jackson, Jobson, Richarlyson. Ele era um Wellington de Oliveira.
Quando não se pode culpar traficantes, fugitivos, ladrões, militantes, lutadores, skinheads, nazistas, torcedores organizados, drogados, cristãos, bêbados, pedófilos, muçulmanos, góticos, magros, evangélicos, rachadores, punks, gordos, xiitas, ricos, pobres, nem o prefeito, nem o governador, nem a presidenta, nem o ministro, nem o secretário, nem a polícia, nem o senador, nem o deputado, nem a diretora da escola, nem o médico, nem o professor, culpamos quem?
Culpamos quem?
Quando não podemos culpar ninguém, chegou a hora de assumir o que somos. Uma espécie fracassada, violenta, agressiva, condenada à extinção. Uma espécie habituada à barbárie, e que não se imagine que “nos transformamos em”. Sempre fomos assim, indecentes, obscenos, há séculos nos matando em guerras, inquisições, pogroms, chacinas, massacres, genocídios, atropelamentos, assassinatos, latrocínios, torturas, execuções. E pragas, pestes, terremotos, incêndios, tsunamis, deslizamentos, enchentes. Um moto-contínuo de mortes, mortes, mortes, e vinganças, vinganças, vinganças, ódio.
A criança é o pai do homem. Guardo um pequeno cartão com essa frase no meu carro, há anos está lá, era o convite da formatura do meu mais velho no pré-primário. Não o guardo como mantra ou guia espiritual. Está lá porque está lá, porque o carro que nos levou à formatura do pré ainda está comigo, e lá ficaram o cartão e a frase. De vez em quando uso o cartão, de papel de alta gramatura, cartolina, talvez, porque quando o vidro sobe levanta uma rebarba da forração da porta, e o cartão serve para colocar a forração no lugar. É um uso banal, irrelevante, coloco o cartão entre o vidro e a forração da porta, e tudo fica no lugar, tudo volta ao seu lugar. Um uso banal e irrelevante, mas que me faz ler essa frase todos os dias, ou, pelo menos, quando preciso colocar a forração da porta no lugar.
A criança é o pai do homem.
Wellington ajudou a nos matar mais um pouco hoje. É um erro, Wellington, matar-nos aos poucos. Da próxima vez, Wellington, mate-nos a nós, direto, sem intermediários.
Mate o homem, Wellington, não seus pais.

domingo, 3 de abril de 2011

A BATALHA NÃO É PELA LIBIA

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

A batalha não é pela Líbia
É sim por aqueles que decidem
O que temos que ver
Comer
Vestir
Adorar
A batalha é pela saúde
Da OTAN

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

Não é
Pelo seu povo
Seus costumes
Sua cultura
Sua história
A batalha é para defender
O crudo objetivo
Do petróleo

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

Não é
Pelos seus rebeldes
Que resistem
Ao Kadafi
Não é
Pelos outros
Anônimos rebeldes
Que se levantam
Em todo o mundo árabe
Contra os regimes
Apoiados desde sempre
Pela OTAN

Não existe a intenção
De defendê-los
Apenas a certeza
de utilizá-los
Até sua morte
Incógnita e distante

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

A batalha
É para defender
Os privilégios
Pró-norteamericanos
E pró-europeus
Frente a inesperada
Insurreição popular
Intifada simultânea
E multinacional

A batalha é para destruir
A soberana vontade
De todos aqueles
Que no mundo
Ainda creem
Na palavra
Liberdade!

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

A batalha
É apenas a última advertência
A um mundo
Que finalmente
Se levanta
Com o exemplo árabe
Que já não poderão
Sufocar.

A batalha não é pela Líbia

Como diz a grande mídia

A batalha
Por trás de todas as mentiras
Que a propaganda
Diplomática
Consiga inventar
E a hegemonia
Da grande mídia
Repetir e repetir
até desinformar
É como sempre
Um ataque à dignidade
Uma guerra de rapina
Contra a humanidade.

Carlos Pronzato (poeta argentino)
. Escrito após os primeiros mísseis disparados pelo país da Liberté, Igualité, Fraternité.

sábado, 2 de abril de 2011

Agenda - Depressão Infantil em debate

ENTIDADES ENTREGAM CARTA ABERTA PELA PAZ NA LÍBIA



Representantes de várias entidades que compõem a CMS – Coordenação dos Movimentos Sociais fizeram uma caminhada em Brasília, no último dia 31 de março, para entrega de uma carta aberta às Comissões de Relações Exteriores da Câmara e do Senado e ao Ministério das Relações Exteriores.

documento solicita o fim dos bombardeios por forças estrangeiras na Líbia. A motivação principal, além do início das operações militares a partir da resolução da ONU, foram os últimos ataques que mataram 26 crianças em uma escola em Trípoli, atingida por um missel, e ainda 95 enfermos em um hospital. As entidades decidiram se unir às manifestações mundiais e denunciar também a manipulação dos meios de comunicação, que levam a opinião pública a acreditar que esses ataques são justificáveis por uma suposta "defesa dos civis" líbios. No entanto, esses mesmos civis estão sendo atingidos pelas forças aliadas. Enquanto isso, no BARHEIN, foram mortos nos últimos dias 252 manifestantes e na ARABIA SAUDITA 620, com o apoio das forças militares dos EUA contra a oposição aos governos desses países, eventos que não receberam da mesma mídia qualquer comentário.
             
Dentre as entidades presentes na caminhada e signatárias da carta, estiveram a UNE (União Nacional dos Estudantes), o MDD (Movimento Demoracia Direta), a CUT-DF (Central Única dos Trabalhadores do DF), a Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz), o CDR Cuba (Centro de Defesa da Revolução Cubana) dentre outras. Seus representantes caminharam da Comissão de Relações Exteriores, no Senado Federal, até a mesma Comissão na Câmara dos Deputados e, em seguida, foram recebidos pela assessoria do Ministro Patriota no Palácio do Itamaraty.


Ao final, o grupo foi recebido pelo Embaixador da LIBIA no Brasil.

Coordenação de Comunicação do MDD Nacional


Crédito das fotos: Juliana Medeiros

terça-feira, 29 de março de 2011

Quem ganha com essa guerra?

"O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas de produtos do trabalho humano. A guerra é um meio de despedaçar, ou de libertar na estratosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que de outra forma teriam de ser usados para tornar as massas demasiado confortáveis e, portanto, com o passar do tempo, inteligentes."
George Orwell




                                                                                    Marco Longari/AFP

segunda-feira, 28 de março de 2011

44 BILHÕES DE MOTIVOS PARA ATACAR A LÍBIA

Da Agência de Notícias Nova Colômbia:


"...A Líbia, com as buscas dos últimos anos demonstrou possuir um capital incalculável de petróleo e de gás.

Com as novas tecnologias, as estimativas sobre as reservas podem se duplicar. Falamos de 44 bilhões de barris de petróleo.

É um petróleo de muito boa qualidade, que custa pouco para refinar e que não se encontra facilmente em outros lugares

(...) depois das destruições da guerra civil e da "humanitária", os contratos petrolíferos, se forem respeitados, poderão ser até mais favoráveis.

Porque, naturalmente, teremos um "vendedor", a Líbia, mais pobre e dividido e, portanto, mais chantageável.

E essa é a situação ideal à qual provavelmente se queria chegar..."

(Margherita Paolini, Il Manifesto/IHU)

(Carta Maior; 2º feira, 28/03/2011)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Hoje eu queria estar em Macapá

Acompanho desde o início a movimentação em torno da Ficha Limpa. Não só como cidadã, mas como repórter. Cobri quase todas as audiências e votações em torno da matéria, fosse no Congresso, ou já no STF.

Lembro que tomei conhecimento ainda em 2008, em SP, durante uma viagem a trabalho. Pessoas comuns, cidadãos como eu ou você, sentavam-se em banquinhos e mesas simples munidos de cartazes e panfletos em Shoppings, praças e outros locais públicos e aguardavam que as pessoas se chegassem para explicar a proposta. Eu fui abordada por um senhor aposentado que me apresentou o manifesto. Assinei na hora.

Vida que segue e soube por vários meios, incluindo os prejudicados - que conheço e atesto em qualquer lugar serem pessoas de caráter ilibado e com histórias de vida admiráveis - que também eles tinham caído na "malha" da Ficha Limpa, mas enquadrados como "fichas sujas". Acontece que o casal a que me refiro são duas pessoas que deveriam ser motivo de orgulho para o país.

Não bastasse tudo que representam na construção da democracia que vivemos hoje, João Capiberibe é autor da Lei Complementar 131/2009, a Lei da Transparência.


Janete e João Capiberibe

Mesmo com inúmeras reportagens, denúncias e evidências a respeito da fraude montada para incriminá-los, sabemos que a justiça no Brasil caminha por brechas nem sempre "transparentes" ou fáceis de serem compreendidas.

Eu apoiei o movimento, mas tenho de admitir que nesse caso, no caso das duas figuras acima, fez-se justiça. Por isso, hoje eu gostaria muito de estar em Macapá, dando um abraço em cada um.

Soldados dos EUA tiram fotos com cadáveres de crianças


Os guerrilheiros mortos ou os prisioneiros torturados já estão fora da moda. Agora o "must" para os soldados estadunidenses no Afeganistão é fazer fotografias com cadáveres de crianças camponesas. Fotos assim foram publicadas pela revista conservadora alemã Der Spiegel, que assegura ter outras 4 mil imagens da ocupação americana no país.


Enquanto as imagens circulavam pelo mundo, reveladas no último dia da visita de Obama ao Chile, o presidente do país sul-americano bajulava o estadunidense: "Vemos nos Estados Unidos um país poderoso e amante da paz".

Enquanto Michelle Obama passeava na última segunda-feira (21) no museu infantil com as crianças pobres do bairro La Granja da capital chilena, e seu marido proclamava no Palácio de La Moneda o "amor" dos Estados Unidos pelos Direitos Humanos e pela Democracia, a revista alemã publicava imagens dos soldados americanos que, supostamente, lutam por esses valores no Afeganistão.

Uma delas mostra um soldado agachado perto do corpo de um menino, morto momentos antes. Os soldados bateram fotos de "recordação", retiraram seus dentes e outros "troféus".
As imagens ilustram a perversão da lavagem cerebral que Obama, o Pentágono e o complexo militar-industrial midiático faz aos soldados dos Estados Unidos.

Na fotografia que ilustra este artigo, vê-se o cadáver do filho do camponês Gul Mudin, assassinado em 15 de janeiro de 2010. O militar que levanta a cabeça da criança pelos cabelos pode ser Jeremy Morlock ou Andrew Holmes, da chamada "Equipe da Morte" do Afeganistão, um grupo de 12 militares estadunidenses que está sendo julgado em Seattle, pelo assassinato de civis no país asiático.

Gul Mudin, pai do menino assassinado, era um sitiante dos arredores da cidade de Kandahar. Os soldados alegaram que ele teria ameaçado atirar uma granada neles. O diário britânico The Guardian disse na terça-feira que os militares mutilavam os dedos das suas vítimas e extraíam seus dentes como "troféus". Para obter uma pena reduzida, Morlock aceitou dedurar seus companheiros e culpar seu superior, o sargento Calvin Gibbs, como responsável pelas matanças.

Com agências

quinta-feira, 24 de março de 2011

Secretaria de Cultura do DF promove Pré-Conferências de Cultura

O circuito das Pré-Conferências que teve início no dia 26 de fevereiro na cidade de Samambaia e que reuniu 101 pessoas no salão da Escola CCI, conta, agora, com o número de 3012 participantes nas 21 cidades e 12 setoriais em que foi realizado, o que faz da III Conferência de Cultura, o evento com a maior mobilização cultural desde o Seminário de Cultura realizado nos anos 80 anos no Distrito Federal. Saiba mais em: http://www.conferenciaculturadf.blogspot.com/.


Ouça aqui a reportagem sobre as Pré-Conferências veiculada na Rádio Cultura FM, incluindo entrevista com o coordenador Nelson Gilles:

segunda-feira, 21 de março de 2011

Beppe Grillo sobre intervenção na Líbia: Caros jornalistas e políticos, por favor, não acreditem nos italianos

Do blog da Maria Frô


Caros jornalistas e políticos, por favor, não acreditem nos italianos.

Não há nada de humanitário no que estão fazendo: são atos de guerra. Guerra suja por energia, petróleo, gás. A França, que depois de Fukushima já não tem futuro nuclear, precisa de gás e petróleo.

Pelo menos desde o tempo do massacre de Ustica[1], França e Itália lutam pelo controle do petróleo da Líbia, quando os céus da Itália viraram teatro da guerra com a França, aviões italianos e Gaddafi, que estava apresente e safou-se por um fio. Gaddafi foi apoiado pelos italianos nos anos 70s, for armado pelos italianos. Parte do exército da Líbia foi treinado na Itália em troca de relações privilegiadas para comprarmos gás e petróleo.
Essa é guerra ensandecida que os europeus não desejam. Do modo como os italianos foram informados, não passaria de notícia de rodapé nos noticiários, como uma partida de futebol. China e Rússia são contra os ataques. A Alemanha absteve-se no CSONU e a União Africana rejeitou “qualquer tipo de intervenção estrangeira na Líbia, seja de que tipo for.” O presidente da Mauritânia Abdel Aziz disse bem claramente: “é crise gravíssima que se abate sobre um país irmão e que exige solução africana”. O presidente Aziz disse também que “nenhum representante da União Africana participou do encontro internacional sobre a Líbia, em Paris”.

O CSONU aprovou “uma zona aérea de exclusão”. Não aprovou bombardeio que reduzisse a Líbia a ruínas. Centenas de mísseis disparados por EUA e britânicos contra “alvos”, numa operação batizada de “Alvorada da Odisseia”.

Linguagem de videogame. Não é alvorada. É ocaso: o ocaso da odisséia.

Há hoje mais civis mortos pelas mãos de Obama, Cameron e Sarkozy ou em Benghazi que mortos pelas mãos de Gaddafi. Talvez os líbios mortos por mãos líbias valham, cada morto, duas mortes?

O art. 11 da constituição da Itália diz que “a Itália rejeita a guerra como instrumento de agressão contra as liberdades de outros povos e também como meio para resolver controvérsias internacionais (…).” Por que os partidos políticos não estão nas ruas, brandindo a Constituição, contra a guerra?
Estamos bombardeando uma nação muçulmana africana. Nenhuma nação, nem muçulmana nem africana participa do ataque “internacional” das potências ocidentais, ao lado dos “cruzados”, como Gaddafi os chama.

A Arábia Saudita invadiu o Bahrain, agitado por manifestações populares contra a ditadura. Quando começará o ataque dos “cruzados” contra os ditadores-xeiques?

Gaza foi convertida em cemitério. Ninguém considerou necessária qualquer intervenção humanitária. A Itália é um porta-aviões cercado de navios canadenses, americanos e britânicos que entram e saem de nossos portos. Com que direito? Somos país de soberania limitadas, mas o que está acontecendo é demais.

Fora! Fora da Itália as bases dos EUA, antes que seja tarde demais! O que sabemos sobre os rebeldes de Benghazi? Opõem-se a Gaddafi por quê? Por razões democráticas, tribais, econômicas ou religiosas? Propõem o quê, para a Líbia? Nada sabemos. Nada.

Qualquer um aí, que precise de petróleo, que lance o primeiro Tomahawk, para carregar a responsabilidade do ataque. Em seguida os EUA lançaram 110 Tomahawks, para completar o serviço.
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[1] Sobre o conflito entre Itália e França pelo controle dos recursos energéticos no norte da África. Segundo Priore e Fasanella (autores do livro Intrigo internazionale), esse seria o pano de fundo do massacre de Ustica. Um avião italiano de passageiros explodiu, em circunstâncias jamais esclarecidas, sobre a cidade de Ustica, dia 27/6/1980. Suspeita-se de que tenha sido abatido por um caça francês. Em 2008, a Itália reabriu as investigações sobre o caso (TG2 Punto di vista, 17/5/2010).

domingo, 20 de março de 2011

Pré-Conferências mobilizam a cultura do DF

A iniciativa busca fomentar o debate e a construção de propostas voltadas para a cultura, reúne representantes dos mais diversos segmentos culturais, além de representantes do Poder Público e pessoas das comunidades. 


Nelson Gilles, coordenador das conferências conversou com a Rádio Cultura FM sobre o novo formato pensado para estimular a participação popular.


 

sábado, 19 de março de 2011

Jordán Rodríguez: La estupidez no tiene límites...

Cheguei a indicar a Al Jazeera como fonte confiável do que estava acontecendo na Líbia, junto com a TeleSur. Mas já há algum tempo apenas essa última se mantém fiel às regras mínimas da boa reportagem, a começar pela apuração.

Um dos jornalistas que tenho acompanhado todos os dias, tanto pela TV quanto pelo blog, é o Jordan. Prestem atenção no texto abaixo, ele usou o blog para fazer um desabafo e dizer, dentre outras coisas, que tem assistido a colegas - de outros veículos - nque estão na Líbia, mentirem e falarem de coisas que eles não vêem. E o resultado dessa guerra midiática é o que está acontecendo agora. E não só o mundo referendou isso, como também apoiaram o discurso de Hilary Clinton hoje, pela manhã, JUSTIFICANDO o apoio às - estas sim - atrocidades que estão sendo cometidas no Bahrein e na Arábia Saudita e o motivo é óbvio: "aos amigos tudo". Qual critério levou os "especialistas" a definirem que nesses dois países valia apoiar os governos contra a oposição e na Líbia não? Será que não faz sentido para ninguém??


Jordán Rodríguez: La estupidez no tiene límites... Bravo al premio Nobel:

Hoy me voy a tratar de dormir a las 2 a.m. nuevamente, pero con la peor de las amarguras... He visto personas matarse unas a otras por dos banderas de un mismo país, una y otra y otra vez durante el tiempo que he estado en Libia. he visto a periodistas mentir a mi lado, no grabar, no escribir, no reportar, hablar de cosas que no ven y me pregunto si esta noche podrán dormir tranquilos.

Obama habla de la "Odisea del amanecer" odisea?.. A qué se refiere?.. Desde que llegué he tratado de estar en medio del conflicto, me he preguntado mil veces que pasa con las víctimas, con sus mujeres, con sus hijos, no hay respuesta. Tenía la esperanza utópica o estúpida de que una comisión de observadores internacionales viniera y de que los líderes tribales pudieran hacer que ambos bandos dejarán las armas de lado pero no... Era mucho pedir he tenido que ser testigo de un nuevo accionar pacifista de los policías del mundo... Bravo! Que solución... Para parar los bombardeos, lancemos bombas sobre Libia... Me impresiona el pensamiento de los más desarrollados.

Se hablaba de 15 mil muertos, ya contaremos al final. Me voy a dormir con la imagen de un niños partido en dos por una bomba que publicó un medio local y sólo pido porque Dios proteja a mi hijo.

Perdonen que esto más que información sea una opinión y si escribo lleno de rabia.

Jordán

Emancipate yourselves from mental slavery

A França começa a disparar contra a Líbia - podendo estar iniciando com isso uma guerra em que outros países já ameaçam também se envolver - enquanto o Brasil-Colônia faz a claque para Barack Russein Obama, primeiro negro presidente americano, descendente de muçulmanos. O brasileiro que esperou na chuva para ver a família Obama, com certeza ainda não juntou as peças do quebra-cabeças que responde à inevitável pergunta: "o que Obama quer com essa visita ao Brasil?".

A Carta que Niemeyer endereça a Obama e que pode ser assinada aqui, revela que o velho comunista, do alto dos seus 103 anos, conserva toda sua lucidez e memória. E memória, me parece hoje um artigo realmente raro nas manifestações que testemunhamos em rede nacional.





Redemption Song

Bob Marley


Old pirates, yes, they rob I,
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottom less pit
But my hand was made strong
By the hand of the Almighty
We forward in this generation
Triumphantly
Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs!
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our minds
Have no fear for atomic energy,
'Cause none of them can stop the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look
Huh, some say it's just a part of it:
We've got to ful fill the Book
Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever have:
Redemption songs,
Redemption songs,
Redemption songs!
Emancipate yourselves from mental slavery
None but ourselves can free our mind
Oh, have no fear for atomic energy,
'Cause none of them-a can-a stop-a-the time
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it's just a part of it:
We've got to ful fill the Book
Won't you help to sing,
These songs of freedom?
'Cause all I ever had:
Redemption songs,
All I ever had:
Redemption songs!
These songs of freedom,
Songs of freedom!


UPDATE 17:20H
NESSE MOMENTO, INFORMAÇÕES DA TELESUR E AL JAZEERA CONFIRMAM QUE OBAMA, ENQUANTO CONVERSAVA COM A PRESIDENTE DILMA, ENTREGOU BILHETE AUTORIZANDO ATAQUE A LÍBIA. JÁ FORAM DISPARADOS MÍSSEIS CONTRA TRÍPOLI! PRESTEM ATENÇÃO: TRÍPOLI! SE O OBJETIVO É PARAR O CONFLITO, ELE ACONTECE EM BENGHAZI, NÃO EM TRIPOLI! PORQUE OS AMERICANOS E FRANCESES ESTÃO ATINGINDO CIVIS EM TRIPOLI?

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