"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X

domingo, 28 de maio de 2006

Fanatismo é minoria no islamismo

Muçulmanas oram pela paz depois do 11/9

A ligação entre a carnificina provocada pelos terroristas muçulmanos e as raízes verdadeiras da fé islâmica é o maior problema enfrentado nos dias atuais pela religião mais praticada do planeta. Dezenas de milhões de pessoas, em especial no Ocidente, confundem o islamismo com uma prática religiosa radical e raivosa, que convoca seus seguidores a matar inocentes, permite (e recompensa) o suicídio em nome de Deus e não tolera crenças diferentes. De acordo com a esmagadora maioria dos especialistas, religiosos e fiéis, contudo, a verdadeira face do Islã é exatamente oposta: a de uma fé que estimula o entendimento e desencoraja o conflito.
A própria origem do termo Islã - ou "rendição", em árabe - está ligada à palavra salam, que significa "paz". O fundador do islamismo, o profeta Maomé, dedicou sua vida à tentativa de promover a paz em sua terra, a Arábia. Antes do Islã, as tribos árabes estavam presas num círculo vicioso de ataques, revides e vinganças. O próprio Maomé e seus primeiros seguidores escaparam de dezenas de tentativas de assassinato e de uma grande ofensiva para exterminá-los em Meca. O profeta teve de lutar, mas em nome da própria sobrevivência - quando acreditou estar a salvo, passou a dedicar-se exclusivamente à reconciliação das tribos, através de uma grande campanha ideológica de não-violência. Quando morreu, no ano de 632, a meta havia sido cumprida - e justamente em função de seus ensinamentos sobre paz e tolerância.
Leia mais em:

Desfile de Cristina Cordeiro no Lago Sul

No próximo dia 09 de junho, a partir das 21 horas, a Casa Hum, no Polo Verde do Lago Sul (próximo à ESAF) estará realizando um desfile show da Cristinna Cordeiro (estilista cearense/brasiliense/carioca) acompanhado de show de Márcio Montarroyos (trompetista) e Renato Vasconcellos (teclados).

Será uma noite inesquecível, sob vários aspectos.

O Bistrô da Casa Hum estará aberto para os que quiserem jantar após o desfile.

Confirmar presença em casahum@terra.com.br

DOIS DEBATES INTERESSANTES SOBRE AS ELEIÇÕES NO DF

O PPS - Partido Popular Socialista, dando prosseguimento aos debates periódicos que realiza - "Conferências Políticas" - e com a intenção de discutir as possíveis alianças eleitorais que vêm sendo noticiadas pela imprensa, estará realizando nas próximas segunda e terça-feira, dois debates. Os eventos serão feitos na próxima segunda dia 29 e terça dia 30.

TEMA: ELEIÇÕES NO DF

PALESTRANTES: PROF. DAVID FLESCHER E AGNELO QUEIROZ, NA SEGUNDA FEIRA E RICARDO CALDAS E JOSÉ ROBERTO ARRUDA NA TERÇA FEIRA.

Início dos trabalhos às 19:00 horas, impreterivelmente, na sede do partido, no CONIC

Pela informação, Amauri Pessoa - presidente regional

CONVITE CULTURAL

Roda Viva - segunda-feira, 29 de maio de 2006 às 22h30

Roberto Jefferson
Advogado

Em 2005 ele modificou o ambiente em Brasília e detonou a maior crise política do Governo Lula. A sua "metralhadora giratória" de denúncias repercutiu e resultou em investigações e CPIs. Quase doze meses depois, o Governo sofreu mudanças, a oposição modificou a postura, deputados renunciaram e outros foram cassados, inclusive ele.
Ex-presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro, Roberto Jefferson perdeu o seu sexto mandato de Deputado Federal após as denúncias. Advogado criminalista, com longa experiência em tribunais e também no plenário da Câmara, Jefferson foi acusado de participar do suposto esquema de corrupção nos Correios.

Participam como convidados entrevistadores: Renata Loprete, editora do Painel do jornal Folha de S.Paulo; Carlos Marchi, repórter e analista de política do jornal O Estado de S.Paulo; Alexandre Machado, editor de política da TV Cultura; Dácio Nitrini, jornalista; Rudolfo Lago, editor especial da revista ISTOÉ, em Brasília.

Apresentação: Paulo Markun

Acesse o Contas Abertas

Você sabia?

- Que em 2004, a União gastou R$ 91,4 milhões com "Cópias e Reprodução de Documentos"? E que este valor é superior a todos os dispêndios com o programa de "Reaparelhamento e Adequação da Marinha do Brasil" (R$ 785,1 milhões)?
- Que os gastos da União com o pagamento de taxas de condomínio de edifícios alugados para abrigar diversos órgãos do governo atingiram R$ 47,8 milhões em 2005? Essa conta cresceu 50,8% de 2001 até agora. Com o dinheiro gasto no ano passado, o governo poderia construir pelo menos 2.811 casas populares entre 30 e 35 metros quadrados para a população mais carente.
- Que manter um presidiário no Brasil onera os cofres da União em aproximadamente R$ 18 mil por ano? De acordo com estimativas do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), cada presidiário custa em média, de R$ 1.000 a R$ 2.000 por mês, o equivalente a mais de quatro salários mínimos, fixados em R$ 350,00. Um estudante das instituições públicas no país custa a metade desse valor. Segundo pesquisa feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), um estudante universitário custa aproximadamente, R$ 790 por mês e R$ 9.488,00 por ano.
- Que até o início de dezembro de 2005, as despesas totais da União com publicidade superaram em R$ 27 milhões os investimentos em saúde (construção de hospitais e postos de saúde, compra de equipamentos, etc) e em R$ 12 milhões os investimentos em educação (construção de escolas, instalações, etc)?
- Que o Judiciário gastou no ano passado R$ 9 milhões com gêneros alimentícios e materiais de copa e cozinha? A quantia parece pequena diante do orçamento de R$ 20,3 bilhões, incluindo os restos a pagar de exercícios anteriores, mas equivale ao total de investimentos do Fundo Nacional de Segurança Pública - FNSP em 9 estados brasileiros em 2005. Só na compra de materiais de limpeza foram mais R$ 3,4 milhões. A verba é maior que os R$ 2,8 milhões gastos pelo programa de desenvolvimento tecnológico do setor de energia brasileiro do Ministério de Minas e Energia.

Tudo isso pode ser visto no site www.contasabertas.com.br que "decifra" os dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira da Secretaria do Tesouro Nacional) e publica em linguagem fácil as prestações de contas. A equipe que produz o site possui especialistas em entender a infinidade de números nas confusas planilhas que são apresentadas pela União e pelo GDF. Além disso, há dicas de como cada pessoa pode fiscalizar seu município. Vale a pena conferir!

CONVITE AOS AMBIENTALISTAS

No próximo dia 30 de maio, às 14:30h haverá a 3ª Reunião Ordinária do Pré-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Bartolomeu, e eleição da Associação dos Amigos e Protetores da Micro Bacia do Rio Paranoá e dos Ribeirões Sobradinho e Rajadinha e Tributários da Bacia Hidrográfica do São Bartolomeu que se realizará no no Auditório da Administração Regional do Paranoá.
Informações: SAF/GAB/RA-VII Fone: 3369 7109

quarta-feira, 24 de maio de 2006

LAGO SUL NÃO!

Por Fábio Santa Cruz

Acabei de presenciar algo chocante no DF TV (da Rede Globo). Foi dito que a Administradora Regional do Varjão morava no Lago Sul. Ela, que estava sendo entrevistada, reagiu imediatamente dizendo que não era verdade. Ela não mora no Lago Sul. Mora na Asa Sul.

Putz ! A Administradora Regional do Varjão não é do Varjão ! É moradora da Asa Sul! Será que, algum dia, no Novo Gama, em Águas Lindas ou na Cidade Ocidental teremos prefeitos que morem em Taguatinga, no Guará ou na Asa Norte ? NÃO ! Porque nestas cidades o prefeito é ELEITO e jamais a população de qualquer cidade será tão estúpida a ponto de eleger um prefeito que não more lá no município.

Fatos como esse do Varjão se devem ao triste fato de ainda termos aqui no DF Administradores Regionais NOMEADOS. Eu duvido que a população do Varjão elegesse aquela moça (ou qualquer outra pessoa que não morasse lá mesmo no Varjão) como a sua Administradora Regional.

É uma afronta tão escandalosa à democracia que chega a ser revoltante.

ELEIÇÃO DIRETA DOS ADMINISTRADORES REGIONAIS JÁ ! Porque é um direito nosso ! (é direito nosso mesmo: vide Lei Orgânica do DF, artigos 10 e 12).

Com indignação,
FÁBIO SANTA CRUZ, PPS-DF.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Como fazer a tecnologia ajudar o crescimento?

Há 50 anos, Robert Solow publicou o primeiro de dois artigos sobre crescimento econômico que lhe renderiam o Prêmio Nobel. Celebrado e experiente, era por isso uma escolha natural para participar de uma comissão sobre crescimento anunciada no mês passado pelo Banco Mundial,que pesará e filtrará o que se sabe sobre crescimento, e o que deve serfeito para estimulá-lo. Natural, exceto para quem leva a sua contribuição de 1956 ao pé da letra. Isto por que, pelo modelo que ele delineou naquele artigo, as tentativas dos formuladores de política de elevar a taxa de crescimento per capita são em última análise fúteis.

Um governo ansioso por forçar o ritmo do avanço econômico poderá ser tentado a promover campanhas de poupança, cortes de impostos,subsídios a investimentos ou até controles populacionais. Como resultado dessas medidas, cada membro da força de trabalho poderá contar com maiscapital para trabalhar. Mas esse processo de aprofundamento de capital,como os economistas o chamam, depara-se no fim com retornosdecrescentes. Dar um segundo computador a um trabalhador não dobrará asua produção.

O acúmulo por si só não consegue gerar progresso duradouro,como mostrou Solow. O que consegue? Qualquer coisa que permita àeconomia agregar à produção, sem necessariamente acrescentar maismão-de-obra e capital. Solow rotulou essa fonte de riqueza de "progressotecnológico" em 1956, e mediu a sua importância em 1957. Mas ele nãoexplicou em nenhum artigo de onde ele veio ou como ele poderia seracelerado. Invenção, inovação e ingenuidade eram influências "exógenas",fora do âmbito da sua teoria. Para práticos homens de ação, o modelo deSolow era uma provocação impossível: o que ele iluminava nãointeressava; e o que realmente interessava, ele pouco ajudava ailuminar.

A lei de retornos decrescentes exerce grande influênciasobre a imaginação econômica. Mas o escrito não ficou inconteste. Umnovo e fascinante livro, "Knowledge and the Wealth of Nations"(conhecimento e a riqueza das nações), de David Warsh, conta a históriada ciência econômica rebelde dos retornos crescentes. É o melhor livrodo gênero desde "Capital Ideas", de Peter Bernstein.

O retorno decrescente assegura que as empresas não conseguemcrescer demais, o que preserva a concorrência entre elas. Isso, por suavez, permite à mão invisível do mercado realizar a sua mágica. Mas, comodiz Warsh, a lealdade que os economistas demonstram a esse princípio étão matemática quanto filosófica. É fácil para os economistas navegar natopologia dos retornos decrescentes: uma paisagem de gradientesdeclinantes e picos isolados, livre das crateras e fendas traiçoeirasque poderiam lhes armar uma cilada.

O herói da metade final do livro de Warsh é Paul Romer, daUniversidade Stanford, que aceitou o desafio deixado por Solow. Se oprogresso tecnológico dita a expansão econômica, que tipo de lógicaeconômica governa o avanço tecnológico? Numa série de estudos, queculminou num artigo no "Journal of Political Economy" em 1990, Romertentou tornar a tecnologia "endógena", para explicá-la nos termos do seumodelo.
Ao fazer isso, dirigiu o crescimento para fora do confortávelbeco sem saída no qual Solow tão bem o estacionara.

Essa escapada exigia uma manobra de três pontos. Primeiro,Romer presumiu que idéias são mercadorias - de um tipo particular. Asidéias, ao contrário das coisas, são "não-rivais": todos podem usaralgum projeto, receita ou plano ao mesmo tempo. Essa manobra noargumento conduziu à segunda: a produção de idéias permite crescentesretornos de escala. Caras de produzir, elas são baratas, quase semcusto, para reproduzir. Assim, o custo total de um projeto não mudamuito quer seja usado por uma pessoa ou por um milhão.
Abençoada com retornos crescentes, a produção de idéias podeparecer um bom negócio, no qual compensa entrar. Na verdade, é o oposto.Não compensa, pois a concorrência enxuga o preço de um projeto até ocusto desprezível de reproduzi-lo. A menos que fábricas de idéiasdesfrutem de alguma forma de monopólio sobre seus projetos(patenteando-os, registrando direitos autorais ou mantendo-os emsegredo), não conseguirão cobrir o custo fixo de inventá-los. Este é oponto final na nova teoria do crescimento de Romer.
Que orientação essa teoria oferece a formuladores depolítica, como a comissão do Banco Mundial? No modelo de Solow, segundouma caricatura comum, a tecnologia cai do céu, não deixando muita opçãoalém de rezar. Já a teoria de Romer exige uma resposta mais material:educar as pessoas, subsidiar as pesquisas, importar idéias do exterior,avaliar cuidadosamente a proteção oferecida à propriedade intelectual.
Mas os formuladores de política precisam do modelo de Romerpara saber da importância disso? Solow levantou dúvidas. Apesar dacaricatura, ele não quis negar no seu modelo de 1956 que a inovação égeralmente obtida a um alto preço e movida a lucro. A questão era saberse é possível dizer algo de útil sobre esse processo no nível daeconomia como um todo. Em particular, Solow alerta que algumas das"conclusões mais poderosas" da nova teoria do crescimento são"imerecidas", pois fluem a partir de pressuposições poderosas.

Num ponto do livro de Warsh, Romer é citado comparando aconstrução de modelos econômicos a escrever poesia. É um triunfo formartanto conteúdo. Esse economista criativo não descobriu nada novo sobre omundo com seu artigo de 1990 sobre crescimento. Mas ele ampliou o planométrico e rítmico da ciência econômica para capturar um mundo - aeconomia do conhecimento - expresso até então só no mais vago tipo deverso burlesco. É assim que a ciência econômica progride. Infelizmente,ela não ajuda as economias, em si e por si, a fazerem progresso.

The Economist - 22/05/2006

Ato pede reformas contra a corrupção

De ex-militante petista a representantes do movimento integralista. Tinha de tudo na passeata que parou a Avenida Paulista, em São Paulo, ontem à tarde. Durante duas horas e meia, pelo menos 3 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram da manifestação que, oficialmente apartidária, exigiu reformas e o fim da corrupção no País.

Organizados pela internet por meio do Movimento Reforma Brasil, os manifestantes atenderam à convocação para o chamado Dia da Dignidade Nacional. Saíram da Praça Oswaldo Cruz pouco antes das 16 horas e, ocupando duas faixas de trânsito, atravessaram a Paulista até a Rua da Consolação. Em seguida, retornaram à Paulista e encerraram o protesto em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), depois de causar congestionamento em todo o trânsito da região.

Vestidos de preto, com rostos pintados de verde e amarelo elevando bandeirolas do Brasil, os manifestantes atraíram a curiosidade dos paulistanos que tentavam esquecer a violência da semana na cidade. O protesto motivou simpatia e, também, desconfiança. 'Quem será que está por trás dessa gente?', perguntou o taxista José Onório Fontes, de 42anos.

Difícil saber apenas acompanhando a passeata. Dezenas de faixas e cartazes cobrando ética e o fim da impunidade. Outras lembravam os escândalos do mensalão e das ambulâncias e a falta de credibilidade do Congresso. Entre os manifestantes, a maioria era da classe média, de diferentes faixas etárias. Havia pessoas de todas as cores partidárias, empresários, fazendeiros, sociólogos. Representantes do Movimento Integralista e Linearista, do Instituto Federalista e defensores do voto nulo. De consensual, apenas as palavras de ordem: 'Fora, ladrões'. 'Estamos aqui porque não dá mais. Não sabemos em quem votar, nem para onde vamos', resumiu o engenheiro de alimentos Humberto Abrami Filho, que tem 51 anos e, durante 21, foi filiado ao PT. 'Precisamos de mudanças', completou a empresária Itajira Figueiredo, de 47 anos.

O jornalista Jorge Serrão, de 40 anos, e o vendedor RodrigoPetinari, de 26, estavam entre os organizadores. 'Queremos uma grande reforma no sistema eleitoral, tributário, judiciário e a reforma agrária. Somos um movimento de bem', explicou Serrão. Segundo ele, a sociedade tem de esboçar uma reação a tudo que acontece no País, independentemente de partidos de esquerda, centro ou direita. 'A discussão que propomos é séria e profunda.'

O Dia da Dignidade Nacional foi organizado em outras 21 cidades. No Rio, munidos de apitos e narizes de palhaço, cerca de 200 pessoas fizeram passeata na Cinelândia, em defesa da 'dignidade nacional'. O evento foi motivado pelo 'cenário político do País, onde surge um novo escândalo por semana', segundo a estudante de direito Glauce dos Reis, de 22 anos, uma das organizadoras. 'Hoje somos poucos, mas as diretas-já e o movimento que terminou no impeachment do Collor também eram. O importante é que as pessoas tenham espaço para dizer o quanto estão indignadas', disse Glauce.

O evento reuniu atrizes como Christiane Torloni e LúciaVeríssimo, parentes de vítimas da violência, funcionários da Varig e servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). 'Chegamos no limite. Nossa dignidade está em jogo. É indo para a rua que a gente modifica as coisas', disse Christiane.

Oficialmente apartidário, o protesto no chamado Dia da Dignidade Nacional foi organizado em 22 cidades do País.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

PRONUNCIAMENTO DAS OTÔRIDADE

FRASE DO DIA

"No fundo, no fundo, o problema é que este país optou por ser uma cleptocracia dirigida por mediocratas aparelhados, porque apadrinhados pelos "donos do pudê". Ou libertamos o Estado desse tipo de gente, ou estamos condenados a ser o que somos: SUBDESENVOLVIDOS!"

Jefferson Boechat

Em 12 horas, polícia mata 33 suspeitos em SP

Enviado por Josias de Souza às 02h49 de 17 de maio:

Na madrugada de segunda para terça-feira, período em que os confrontos de rua amainaram em São Paulo, mercê da ordem expedida da cadeia por líderes do PCC, a polícia paulista matou 33 suspeitos de envolvimento com os ataques patrocinados pelo crime organizado. A ação é descrita pelo repórter André Caramante (para assinantes da Folha). O texto começa assim: "Na guerra declarada à facção criminosa PCC, a polícia de São Paulo matou 71 pessoas. Apenas entre a noite de segunda-feira e a manhã de ontem, em cerca de 12 horas, foram 33 mortes.

Apesar de não revelar a identificação dos mortos, a Secretaria da Segurança Pública afirma que todos eles tinham ligação com o grupo criminoso ou estavam relacionados diretamente aos atentados nos últimos dias.

Na noite de segunda, quando o comandante-geral da PM, coronel Elizeu Eclair Teixeira Borges, fez um pronunciamento em que pediu calma à população, o número de pessoas mortas sob a acusação de participação em ataques às forças de segurança era de 38. De segunda para terça, em pouco mais de 12 horas, houve um aumento de 87% nas mortes cometidas pelas polícias em todo o Estado de São Paulo.

Ainda segundo o governo, até segunda-feira 91 pessoas haviam sido presas por suspeita de ligação com a onda de violência; ontem, esse número era de 115. Isso significa que as polícias, em apenas 12 horas, realizaram 21% do total de prisões efetuadas em todos os dias anteriores de violência (sexta, sábado, domingo e segunda), enquanto as mortes subiram 87%.

Segundo a contabilidade oficial, os mortos já chegam a 115 (71 acusados de ligação com a facção, 23 PMs, seis policiais civis, três guardas municipais, oito agentes penitenciários e quatro cidadãos). Em rebeliões, houve 17 mortos, o que totalizam 132.

Desde domingo, a Folha pede à Segurança Pública a lista completa com os nomes e a ficha criminal das pessoas que, segundo o próprio órgão, tinham participação nos ataques e foram mortas pela polícia. Até a conclusão desta edição, a resposta foi a mesma: "Estamos consolidando os dados, que serão divulgados em breve".

Ontem, a reportagem pediu um pronunciamento do secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, sobre a letalidade policial. Segundo seus assessores, ele não falaria sobre o aumento de mortos pelas polícias "para evitar o uso político de uma fala dele".

Até agora, passadas mais de 24 horas após o PCC ter determinado, de dentro de prisões de segurança máxima e com o uso do telefone celular, o fim da afronta ao Estado, a Segurança Pública não responde também às seguintes questões: o local exato de cada uma das 71 mortes nos "confrontos", como elas ocorreram, se os feridos pela polícia foram encaminhados a hospitais ou se os corpos ficaram nos locais dos embates para a realização de perícia, quantas armas de policiais e de acusados foram apreendidas para exame de balística e a ficha de antecedentes criminais dos mortos. (...)"

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