"Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido" Malcom X
sábado, 26 de novembro de 2005
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Indústria de armas bancou campanha do Não
Vitoriosa no referendo do último dia 23 de outubro, a campanha do "Não", que se opôs à proibição do comércio de armas no país, foi financiada por dois gigantes do comércio nacional de armamentos e munições: Taurus e a CBC (Cia Brasileira de Cartuchos). Juntas, as duas empresas doaram à "Frente do Não" mais de R$ 5 milhões. Segundo o deputado Alberto Fraga (PFL-DF), presidente da "Frente do Não", a CBC foi a campeão de doações, com cerca de R$ 2,6 milhões. A Taurus, segunda maior doadora, contribuiu com cerca de R$ 2,4 milhões. O custo total da campanha do "Não" foi de cerca R$ 5,6 milhões. Terminou no azul. Não sobrou um tostão de dívida.
A contabilidade da "Frente do Sim" exibe realidade bem diferente. Derrotada nas urnas, perdeu também no front da coleta de verbas. Angariou cerca de R$ 2,4 milhões, menos da metade do que foi arrecadado pela frente adversária. Terminou a campanha no vermelho. Amarga uma dívida de cerca de R$ 320 mil. Seus integrantes não sabem de onde vão tirar esse dinheiro. Terminou nesta quarta-feira o prazo para a entrega da prestação de contas das duas frentes ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A deficitária "Frente do Sim" cumpriu o prazo. A superavitária "Frente do Não" pediu tempo ao tribunal. Pretende fechar a sua escrituração na próxima semana.
Parlamentares que integraram as fileiras do "Não" declararam-se constrangidos ao saber que a campanha foi bancada por indústrias de armamentos. O próprio presidente da Frente, deputado Alberto Fraga (PFL-DF), disse: "Não queríamos isso. Mas o volume de dinheiro era grande e não tivemos como cobrir essas despesas com outras doações". Fraga acha, porém, que não se poderia esperar coisa diferente: "Quem iria pagar essa conta? Não poderia ser nem a Águas de Lindóia nem a Cervejaria Antárctica. Nossa contabilidade é transparente. Não temos caixa dois. É tudo por dentro. Graças a Deus não ficamos com dívidas."
Secretário-geral e tesoureiro da "Frente do Sim", o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), pensa de outro modo: "Fica comprovado que os que foram favoráveis ao comércio de armas, a pretexto de defender um direito do cidadão, estavam defendendo na verdade o lucro das empresas de armamentos. A máscara caiu." As doações à campanha do "Sim" foram mais diversificadas. Alguns exemplos de doadores: Ambev, com cerca de R$ 400 mil; CBF (Confederação Brasileira de Futebol), R$ 100 mil; e Prestadora de Serviços Estruturar, R$ 400 mil.
A vitoriosa "Frente do Não", integrada por 142 parlamentares, tem reunião marcada para a próxima terça-feira no Congresso. Acompanhado do contador da campanha, Alberto Fraga apresentará os números aos colegas antes de entregar a prestação de contas ao TSE. Segundo ele, 95% do dinheiro arrecadado financiou a produção do programa televisivo da frente, comandado pelo publicitário Chico Santa Rita.
A Taurus é uma das maiores fabricantes de armas do país, com sede no Rio Grande do Sul. Está no mercado há 65 anos. Exporta para 80 países. Possui filial em Miami (EUA). Inaugurada em 1926, a CBC tem sua principal fábrica instalada em Ribeirão Pires (SP). É a maior produtora de munições da América Latina.
terça-feira, 22 de novembro de 2005
A loucura tem lá sua razão
Por Marcos Sá Corrêa*
(O grito, Edvard Munch)*Marcos Sá Corrêa é jornalista e colunista do site O Eco (www.oeco.org.br). Este artigo foi publicado originalmente em www.riosvivos.org.br.
Resposta do Fórum das Ong´s Ambientalistas ao comentário da Reunião com Diana Meirelles
O Plano Diretor de 1997 não poderia ter definido área urbana, porque a área já era APA e quem define os usos em APA é seu Zoneamento e não o PDOT. Outro dado importante é que zoneamentos são instrumentos que " podem e devem" ser revistos, a depender das condições ambientais da área. No caso da área em questão, está claro o completo descaso com o Zoneamento da APA do São Bartolomeu e com a Zona de Vida Silvestre, que deve ter ser prevista nas APA.
A Resolução CONAMA n. 10 de 14/12/88 que trata de APA´s diz, em um dos artigos, que o PDOT, teria que ser adequado com as condições ambientais e dos Zoneamentos. Outro fator é o trabalho da Maria Novaes do Zoneamento da APA do São Bartolomeu. Tem até o rezoneamento da APA. Parece que a Secretária Diana está um " pouco defasada" em relação a dizer que " não pode mudar uma destinação". Quer dizer que para virar área urbana adensada pode, mas virar área rural não. Pobre do Distrito Federal que está fadado a ser 100% área urbana. Para isso, não precisa " estudos técnicos" sobre Plano Diretor e Zoneamentos. Basta pintar de vermelho o mapa do Distrito Federal, que está de bom tamanho.
Mônica Veríssimo
Fundação SD
Debate na Conferência do Meio Ambiente
DEBATE
Plano Diretor do DF:
Questões Ambientais,
Urbanas, Legais
e de Participação Popular
Dia : 24 de novembro de 2005 - quinta-feira
Horário: 19h30
Local: Auditório do Bloco 3 - UniCEUB
Participantes:
Francisco das Chagas Leitão
Professor de Urbanismo do Curso de Arquitetura do UniCEUB
Diana Meirelles da Motta
Secretária de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação – GDF
Gustavo Souto Maior Salgado
Consultor Legislativo da área de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Rural da Câmara Legislativa
Sérgio Artur Paganini da Silva
Presidente do Conselho Comunitário da Asa Norte – CCAN
Mônica Veríssimo
Representante do Fórum das ONGs Ambientalistas do DF e Entorno
Anthony Brandão
Analista Processual da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do DF e Territórios
Vamos cuidar da nossa cidade!
Participe!
sábado, 19 de novembro de 2005
Considerações religiosas sobre o conceito de Direitos Humanos: o caso Irã*
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
quarta-feira, 16 de novembro de 2005
Audiência hoje com Diana da SEDURH
Hoje, dia 16 de novembro, às 11h30 os representantes do COMDEMA - Paranoá (Carlos Alberto Arrabal e Juliana de Souza) e representantes do Altiplano Leste (César Franco e Luis Fernando Pimentel) e Chácaras Euler Paranhos (Cel. Roosevelt Tomé Silva e Manuel Xavier da Cunha) estiveram em audiência com a Secretária da SEDURH, Diana Meirelles da Motta com a intenção de discutir no planejamento do PDOT - Plano Diretor de Ordenamento Territorial - as mudanças previstas para suas regiões. Apesar de ter confirmado presença, não foi possível comparecer nenhum representante do Gabinete do Deputado Augusto Carvalho, atual Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo da Câmara Legislativa. O gabinete do Deputado foi o responsável por conseguir a audiência com a Secretária e tem estado em contato com ela permanentemente desde as primeiras audiências do PDOT. O Deputado é também, autor de um projeto de lei que tentou implementar a mudança para a condição de área rural na região do Altiplano.
As duas regiões, Altiplano Leste e Chácaras Euler Paranhos, se encontram definidas desde o último PDOT como zonas urbanas de uso controlado mas as comunidades pedem para que tornem a ser novamente zonas rurais, principalmente para favorecer a preservação das áreas que se encontram em área de zoneamento ambiental (APA do São Bartolomeu) e sob ameaça de grileiros que tentam criar novos condomínios dentro das respectivas regiões.
A reunião deixou os representantes das duas comunidades pouco otimistas visto que a Secretária demonstrou claramente que não poderá concluir o projeto tornando as áreas como rurais. Para tanto, ela justificou ter "mais de trinta anos de experiência em estudos urbanísticos" e que, nas palavras dela, "não faz a menor diferença a região ter a nomenclatura de zona rural ou urbana porque isto não impede o adensamento". Alguns membros presentes tentaram argumentar que, tecnicamente, a primeira coisa que os torna diferentes é o fato de que áreas rurais não podem reduzir os seus parcelamentos de forma regular, oficial, com registro em cartório. Os moradores sabem que, permanecendo como áreas urbanas, será possível fazer o registro dos imóveis com parcelamentos menores e isto, em dez anos, significaria a degradação quase total da região repleta de mananciais, fauna e vegetação nativa do cerrado.
Durante a reunião a Secretária Diana demonstrou estar sofrendo pressões de vários grupos com interesses nas áreas. Ela disse, no entanto, que será possível alterar as prerrogativas técnicas para o projeto no dia 17 de dezembro, no Centro de Convenções, quando haverá a primeira audiência pública do PDOT. Nela, as comunidades formarão grupos de trabalho para discutir a proposta do projeto e definir o documento final que irá à Câmara para votação. A segunda audiência pública deve ocorrer no início do próximo ano.
Por Juliana Medeiros
COMDEMA Paranoá
quinta-feira, 10 de novembro de 2005
FORA GRILEIROS!!!!!
O Altiplano Leste ainda é uma reserva natural dentro de Brasília. Nem parece que a cidade está tão perto assim. Em 97, a zona rural foi transformada em urbana de uso controlado. Desde então, os moradores temem a invasão de condomínios cheios de casas e um crescimento desordenado da população. O medo é de que a tranqüilidade no Altiplano Leste esteja com os dias contados. “Além de apreciar muito o lugar, o nosso medo é que tudo venha a desaparecer. Estamos vendo a chegada de áreas parceladas bem menores do que a exigida na região, que são dois hectares”, conta Theresilda Ribeiro, presidente da Associação de Produtores Rurais.
Trecho de matéria que saiu hoje no DFTV.
Veja mais em: http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20051109-120749,00.html
terça-feira, 8 de novembro de 2005
5ª Conferência Ambiental DF e Entorno
"Suspender toda nova construção e obra de porte ou assentamentos no Distrito Federal e nos municípios do Entorno, até que se tenha concluído o estudo de Zoneamento Econômico-Ecológico da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico (RIDE), com a União passando a indicar os dirigentes da empresa imobiliária do DF, Terracap, e se responsabilizando pelo rastreamento de toda documentação de terras para definir o que é terra pública e o que é terra particular."
Este é um trecho da 'Carta Ambiental encaminhada pelas ONGs a Lula e Marina Silva, com propostas de política ambiental para o Planalto Central' à ser discutida durante a Conferência que se realizará nos dias 23, 24 e 25 de novembro. Diversas reuniões preparatórias estão sendo realizadas com a participação de representantes de Ong´s e outras entidades ambientalistas.
Acesse www.ambiente.org.br , endereço do Fórum das Ong´s Ambientalistas. Lá você pode encontrar estas e outras informações a respeito do que acontece no meio ambiente do DF e entorno.
sábado, 5 de novembro de 2005
Ricardo Noblat e outras histórias
Noblat, há alguns anos, colocou na "geladeira" um conhecido cartunista de Brasília. A impressão que se deu, quando estourou o escândalo dos irmãos Passos (abafado no dia seguinte à sua saída) era de que ele estava sendo sacrificado politicamente para entrada do Ari Cunha, este, aliado do grupo que domina o poder local.
Na verdade, o Correio Braziliense não era, na época do Noblat, muito diferente do que é hoje. Tendencioso, omisso, muitas vezes irresponsável e orientado pelo grupo político da situação, tal como sabe qualquer brasiliense. Não à toa, sempre que há uma mudança de "coloração" da bandeira de governo, cai a diretoria do jornal, coisa que aconteceu na época em que ele saiu.
Interpretando o conflito no Oriente Médio, o chargista colocou um canhão (com o símbolo da bandeira de Israel) atirando na pomba da paz, numa interpretação ácida da quebra do acordo de paz perpetrada por Ariel Sharon e sua política de Estado genocida. No dia seguinte, visita na redação de representantes da embaixada e colônia judaica. Para azar maior do cartunista, acusado de anti-semita (!), a esposa de Noblat também é judia. O hoje "arauto do jornalismo livre", negou direito de resposta ao chargista e ainda usou o espaço da charge para um mea culpa público, em nome do jornal, se esquecendo da tão festejada liberdade de expressão.
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Protesto amanhã contra "a Bush" (de lama)
A chegada do Presidente Bush em Brasília tem provocado protestos de tal ordem que custo a acreditar que Lula já não tenha se arrependido do convite. Aliás, primeiramente quero encontrar justificativa plausível para tal visita. Exatamente que diabos o Bush vem fazer aqui? Não basta ao Lula o desgaste que vem sofrendo e do PT não ter se desmantelado por completo (ainda), não há um só brasileiro que não repudie as ações do Governo Bush no Iraque. Bem, pensando bem, deve haver algum...
Mas lembro-me que ainda no início do governo Lula, surpreendi-me com uma declaração de um assessor de Bush que, numa situação inimaginável para um país que tinha recém-eleito um presidente de esquerda (?), disse no Fantástico - o tal assessor - algo como: "a Bush está muito contente com a Lula"... Fiquei bastante intrigada na época com a declaração, já que, pensei eu, devia haver mesmo algum motivo forte para que "a Bush estivesse tão contente com a Lula". Diante da sucessiva indiferença (na linguagem sindical, peleguismo mesmo), com declarações extremamente "vaselina" de Lula durante o conflito no Oriente Médio, fui percebendo o motivo do "contentamento". O mar de lama que estamos vivenciando hoje provavelmente não incomoda "a Bush", até porque tem ele também o bucho enterrado na lama da hipocrisia e violência gratuita.
O maior fenômeno de rede virtual fechada do momento, o orkut, ferve hoje com depoimentos e protestos sobre a visita em diversos tópicos de comunidades que nada têm a ver com o assunto. Mas, o recado está dado: amanhã, em Brasília, a partir das 9 horas da manhã, protesto em frente à Catedral contra Bush e, de quebra, contra a corrupção que assola nosso país - que ninguém vai perder a oportunidade de dar um recado mais próximo: nem campanha de desarmamento, nem Bush, nada vai tirar nossos olhos do que realmente interessa. Estamos de olho!




